Satanás e algumas anotações da Cabala


Abaixo, um trecho extraído do livro Kabbalah Denudata (A Kabbalah Revelada), de Knorr Von Rosenroth, traduzida e comentada por Samuel Liddel McGregor Mathers. Este livro tem por base fiel o cânon cabalístico Sépher HaZohar (Livro do Esplendor), que continua o relato de como todo o Universo foi criado (iniciado no Sépher Yetzirah – Livro da Formação), explicando, nos mínimos detalhes, cada símbolo contido nas Escrituras Hebraicas com relação à Criação.

O trecho que cito fala, explicitamente, do ser angélico a que nós, cristãos, chamamos Satã ou Satanás (do hebr. Satan, “Acusador”, “Oponente”), aquele mesmo citado como a Antiga Serpente ou Dragão de sete cabeças.

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Minhas Publicações e Vídeos


Depois de tanto tempo, em que estive resolvendo minha vida particular, agora me vejo, finalmente, focado no desejo de ver minhas publicações sendo concluídas e meus vídeos aparecendo. E, para quem escreve pequenos documentos online, nem sempre extensos como livros nem tão curtos com um artigo, ver seus frutos aparecerem é sempre uma grande alegria, muito gratificante mesmo.

Pretendo, simultaneamente aos dois projetos dos livros (“As Cartas de Santa Cruz” e “33 Noites”) e aos documentos com ensaios maiores, direcionados a públicos mais específicos, estou retomando minhas mensagens semanais em vídeo, que serão publicadas em meus dois canais, no YouTube e no Vimeo (novo!). Então, quem quiser ler e ainda não leu, leia as publicações! Quem não se inscreveu nos canais de vídeos, inscrevam-se, acessando os canais!

Boa semana a todos!

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Kitsch: a indulgência plenária


“Antes de sermos esquecidos, seremos transformados em kitsch. O kitsch é a estação intermediária entre o ser e o esquecimento.”

(Milan Kundera in ”A Insustentável Leveza do Ser”)


A palavra kitsch, em alemão, tem significados meio controversos. Tem a ver com estética e arte, denotando uma postura pouco tradicional, onde tudo é permitido para que não hajam tantas dferenças entre estilos. Imita o que é considerado, na forma erudita, como belo e aceitável, mas que, na verdade, é apenas um disfarce, uma máscara para que não fiquem visíveis a falta de originalidade, a indiferença e a falta de aderência às coisas.

Tentando entender o significado da expressão acima à luz do livro de Kundera, consoante seu tema principal (a volatilidade da Vida, de seus valores e percepções), ficou-me claro que ele quis dizer que o kitsch é nossa última e suprema indulgência em relação àquilo com que nos confrontamos e estamos em conflito. É como se tivéssemos de perdoar ou mesmo diminuir o peso sobre algo para que possamos então nos desapegar.

Tudo aquilo pelo que brigamos, até então, passa a não ter para nós tanta importância. Passamos a não discutir mais sobre certas coisas, aquelas mesmas as quais acreditávamos serem essenciais. Os pilares imprescindíveis de nossa posição perdem seu peso magicamente, de uma hora para outra, e nos perguntamos por qual motivo. Isso é sinal de uma situação gasta, de memórias não revistas com tanta frequência, de questões cujas respostas foram displicentemente proteladas.

Semelhante ao esquecimento de um ente querido que se vai, pelo qual só fica a saudade um pouco anestesiada, um kitsch compulsório, nosso esquecimento pelos outros passa pelo cansaço que nossa presença causa, pelos traumas e sofrimentos que podemos vir a inspirar. Quando a mente cansa, ela força o kitsch, a banalização dos pesares pelo famoso “eu não tô nem aí” ou por um “não me importo mais”. Se não for um blefe, devemos nos cuidar: pode ser o último perdão e supremo ato de indulgência anteriores ao afastamento da Vida e do Amor.

Fonte da citação: http://pt.wikiquote.org/wiki/Milan_Kundera

Apresentação « As Cartas de Santa Cruz


Espero todas os amigos lá no booklog (livro em blog)! Leiam a Apresentação e assinem os Capítulos e Novidades por e-mail, na barra lateral.

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As Cartas de Santa Cruz | Ebrael Shaddai

As Cartas de Santa Cruz

O Mistério de “Avôhai”


O assunto desse domingo, sem mais ninguém pra pegar no pé, é sobre uma de minhas dúvidas antigas. Dúvida cabalística, pra variar! Esse vosso blogueiro meio doido, meio infantil, este que vos fala, alquimista desastrado e manipulador de teorias mal buriladas, resolveu fazer marcação cerrada ao Zé Ramalho. Mas, por quê ao Zé Ramalho?

Apesar de eu achá-lo meio estúpido ao tratar com pessoas curiosas e que discordam de suas maluquices e que querem rivalizar-lhe em loucuras, realmente ele têm um gênio artístico incrível para tornar as coisas mais simples em enigmas arcanos indecifráveis. Às vezes, beira à verborragia mais crassa, uma versão mais estilizada do fenômeno do “encher linguiça”.

Essa semana, ao reler alguns livros eletrônicos, reencontrei o livro A Chave dos Grandes Mistérios, do ocultista do séc. XIX Eliphas Levi. Me recordo que, por curiosidade, parei na página 197 (da versão digital) do livro, e daí não passei. E por quê?

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