Hoje, conheci “Ma Reine”!


Na verdade, a forma verbal correta a ser usada no título é “reconheci”. Reconhecer não significa dar respaldo, mas tornar a conhecer, conhecer novamente o que se deseja conhecer sempre, de forma sempre renovada.

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Tatinha: Feliz 9º Aniversário de Felicidade!

Tatinha: Feliz 9º Aniversário de Felicidade!

Quando revejo (vejo novamente por desejo de ver) antigas fotos, mais precisamente as de 9 anos atrás até hoje, noto como as formas que a Vida assume mudam rapidamente, a anatomia dos corpos desgasta-se, as casas se deterioram, menos a Verdade que somente o Amor consegue sustentar e anunciar ao Mundo: Deus é Amor, o Amor é o Bem, a Justiça e a Beleza. Nas palavras de Bento XVI, “a Verdade e a Beleza andam juntas, pois a Beleza é o selo da Verdade”.

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Ebrael, a Igreja e a carta a uma protestante


Alguns visitantes e leitores talvez me perguntem: o que fez um blogueiro, com algum conhecimento sobre a História e dúvidas acerca de alguns dogmas da Fé Cristã Católica, voltar-se para a mesma Igreja Católica? Eu respondo: eu nunca tirei meus pés totalmente de dentro da Igreja Católica, ainda que, por vezes, estivesse em comunhão em raríssimos aspectos da Fé Católica.

Fui um herege convicto; hoje o sou ainda, mas em menos artigos de Fé. Na verdade, não sou herege que renega, pois o que me separa de uma comunhão completa com a Sé de Pedro são algumas dúvidas acerca de Cristo e dos fatos evangélicos, não convicções. Hoje, estou aberto à busca pela Fé, não mais simplesmente pela justificação empírica de tudo.

No entanto, como creio que os conspiradores, que buscam demolir a Igreja de Cristo a partir de dentro dela, agem sordidamente na calada da noite para semear erros na Igreja, ainda preciso deste norte, que é a busca pela verdade sobre alguns fatos. É a própria conspiração que busco desmascarar, por meio da investigação, não a Igreja de Cristo.

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Confissões e Caminho de Reintegração


As provas de nossas Vidas, as vidas que vivemos dentro da Vida, têm sempre um mesmo propósito: fazer-nos sair de nossa própria Matrix! As mesmas provas se repetem, indefinidamente, até que reconheçamo-las tais quais são, optando por uma das alternativas que se nos apresentam. Assim, depois, não poderemos dizer que não sabíamos (ou que não nos foi dado a conhecer) a natureza das “questões”.

O autoconhecimento é um processo que se assemelha ao reconhecimento de nosso próprio Lar. Em nosso Lar material, precisamos conhecer cada cômodo ou objeto que esteja contido nele, sem o que não poderemos nos declarar “Senhores” de nossa Casa. Para aqueles que se sentem presos às suas próprias imperfeições e vícios, nada é mais essencial do que o conhecimento de si mesmo e a consequente retificação do que não esteja em seu devido lugar na Vida. Afinal, viver numa casa bagunçada é algo que deve nos fazer arrancar os cabelos e sentir totalmente perdidos!

Àqueles que sabem que, estando suas Vidas bagunçadas, há coisas fora do lugar, digo que sua Consciência é seu farol. A Lei de Ordem e Harmonia está inscrita em cada coração humano dotado do Fogo do Espírito, em cada Mente em que a Sabedoria tenha definido, com justa medida, o que é certo e errado, ao lado da Inteligência. Deixar entrar a Luz implica em abandonar os hábitos que nos fazem cair, suplantar os vícios capitais em favor das virtudes que nos permitem seguir no único Caminho Reto.

Desejando, sinceramente, me deixar tornar um Instrumento nas mãos do Eterno, continuo a operar a “derrubada das muralhas da orgulhosa Jericó”. Jericó, no meu caso, é a estrutura pseudo-suficiente pessoal que me leva a me afastar dos conselhos da Consciência e procurar minhas próprias realizações, sem levar em conta as coisas mais importantes que se fazem necessárias ao meu redor. Esquecer os demais, me fechar em uma auto-suficiência fictícia, em minha própria Lenda pessoal (no sentido realmente ilusório), essa tem sido minha atitude predominante, a qual me tem levado a muitas atitudes iníquas, verdadeiros pecados e agressões a mim, ao próximo e a Deus.

Deixei-me seduzir por minha falsa ciência, ao invés de me entregar nas mãos da Sabedoria Eterna; escravizei mentes e Corações à minha própria masmorra de ânsias sem fim, ao contrário de apontar o Caminho da Liberdade e da Luz verdadeira. Retive, quando deveria soltar, e negligenciei quando deveria cultivar. Profanei, não obstante pensasse estar santificando. Amaldiçoei quando reputei estar consagrando.

Odiei a Verdade quando quis escancará-la ao Mundo, esquecendo que a mesma Verdade é a Virgem Santa que não deve ser exposta aos cães. Tomei o Mal por Bem, o bizarro como normal e o normal como enfadonho. Aquilo que é correto, logo considerei antigo e ultrapassado, e o que foi consagrado releguei ao plano do inútil. As promessas, por mim, foram solapadas por enlaces impossíveis, e o que era impensável, em outras épocas, fora bebido como néctar dos Excelsos Anjos.

Minha vaidade foi bebida, orgulhosamente, por todos os Demônios que se me acercavam. Meu desequilíbrio nos hábitos, minha conduta imoral e meu intelecto rebelde foram aproveitados, de forma extraordinária, pelas Trevas. Acabei incorrendo em pecados pesadíssimos e arrastando muitas almas em minha louca carreira.

Como pregaria a manifestação da Verdade nos telhados, se eu mentia a todo momento dentro de casa? Como perseguiria a felicidade, fugindo aos deveres da mocidade, às primícias de minha salvação como homem? Como exaltaria, sinceramente, a humildade do Apóstolo, se atava a mim a todos pela ânsia de Poder pessoal? Como seria, eu mesmo, instrumento da Paz de Deus, se eu só sei semear contendas, disputas e desejar mais e mais, de forma vã e orgulhosa, todas as coisas?

Preguei o sexo por Amor, mas esqueci de colocar o Amor acima do desejo sexual. Cobrei fidelidade de todos, sendo eu mesmo o pior dos infiéis, aos outros, a mim mesmo e ao próprio Criador. Combati a hipocrisia, tendo eu mesmo me especializado em disfarces e dissimulação. Aspirei à pureza das doutrinas, se eu mesmo não me continha em profanar, com minha vaidade, os Templos de meu Corpo, da inocência e da Fé alheias.

Não pedia licença aos ignorantes; eu arrombava as portas! Não perguntava o nomes dos pastores; eu lhes metralhava generalizações criminosas para depois inquirir sobre suas obras (boas ou más). Esqueci que a letra mata, mas o Espírito vivifica. Não dei atenção – e sim, dei de ombros – às palavras do Senhor, quando este dizia de mim mesmo, como um qualquer do povo: “Em vão, honram-me com os lábios, mas seu Coração está longe de Mim!”.

Hoje, compreendo que quem deseja servir à Luz em prol de seus semelhantes deve continuar Incógnito, anônimo. Deve orar em segredo e obrar nas sombras, como Papai Noel deveria fazer. Fazer o Bem sem olhar a quem. Afinal, de que importa se Jesus era casado ou não, se o que mais interessa é a prática de seus ensinamentos de salvação? De que importa saber o que Jesus fez ou deixou de fazer como homem comum, se o Espírito do Cristo, que nele habitava, abarcava a toda a humanidade, em sua qualidade de “Noivo”?

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Confesso diante de todos (amigos e pessoas às quais magoei), e de Deus, minhas faltas, excessos, vícios e pecados. Peço a Luz do Todo-Poderoso para que, por meio de Cristo e de seus Anjos, me ilumine no Caminho de encontro ao Pai e sua Salvação!

(Continua…)

Tweet da Semana #3



Ele nos pedirá contas do que deveria ter sido e não foi, e do que deverá ser e não será. O que foi e o que será: Ele será Deus não realizado…

 

 

Kitsch: a indulgência plenária


“Antes de sermos esquecidos, seremos transformados em kitsch. O kitsch é a estação intermediária entre o ser e o esquecimento.”

(Milan Kundera in ”A Insustentável Leveza do Ser”)


A palavra kitsch, em alemão, tem significados meio controversos. Tem a ver com estética e arte, denotando uma postura pouco tradicional, onde tudo é permitido para que não hajam tantas dferenças entre estilos. Imita o que é considerado, na forma erudita, como belo e aceitável, mas que, na verdade, é apenas um disfarce, uma máscara para que não fiquem visíveis a falta de originalidade, a indiferença e a falta de aderência às coisas.

Tentando entender o significado da expressão acima à luz do livro de Kundera, consoante seu tema principal (a volatilidade da Vida, de seus valores e percepções), ficou-me claro que ele quis dizer que o kitsch é nossa última e suprema indulgência em relação àquilo com que nos confrontamos e estamos em conflito. É como se tivéssemos de perdoar ou mesmo diminuir o peso sobre algo para que possamos então nos desapegar.

Tudo aquilo pelo que brigamos, até então, passa a não ter para nós tanta importância. Passamos a não discutir mais sobre certas coisas, aquelas mesmas as quais acreditávamos serem essenciais. Os pilares imprescindíveis de nossa posição perdem seu peso magicamente, de uma hora para outra, e nos perguntamos por qual motivo. Isso é sinal de uma situação gasta, de memórias não revistas com tanta frequência, de questões cujas respostas foram displicentemente proteladas.

Semelhante ao esquecimento de um ente querido que se vai, pelo qual só fica a saudade um pouco anestesiada, um kitsch compulsório, nosso esquecimento pelos outros passa pelo cansaço que nossa presença causa, pelos traumas e sofrimentos que podemos vir a inspirar. Quando a mente cansa, ela força o kitsch, a banalização dos pesares pelo famoso “eu não tô nem aí” ou por um “não me importo mais”. Se não for um blefe, devemos nos cuidar: pode ser o último perdão e supremo ato de indulgência anteriores ao afastamento da Vida e do Amor.

Fonte da citação: http://pt.wikiquote.org/wiki/Milan_Kundera