Ebrael, a Igreja e a carta a uma protestante


Alguns visitantes e leitores talvez me perguntem: o que fez um blogueiro, com algum conhecimento sobre a História e dúvidas acerca de alguns dogmas da Fé Cristã Católica, voltar-se para a mesma Igreja Católica? Eu respondo: eu nunca tirei meus pés totalmente de dentro da Igreja Católica, ainda que, por vezes, estivesse em comunhão em raríssimos aspectos da Fé Católica.

Fui um herege convicto; hoje o sou ainda, mas em menos artigos de Fé. Na verdade, não sou herege que renega, pois o que me separa de uma comunhão completa com a Sé de Pedro são algumas dúvidas acerca de Cristo e dos fatos evangélicos, não convicções. Hoje, estou aberto à busca pela Fé, não mais simplesmente pela justificação empírica de tudo.

No entanto, como creio que os conspiradores, que buscam demolir a Igreja de Cristo a partir de dentro dela, agem sordidamente na calada da noite para semear erros na Igreja, ainda preciso deste norte, que é a busca pela verdade sobre alguns fatos. É a própria conspiração que busco desmascarar, por meio da investigação, não a Igreja de Cristo.

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Pecado Imperdoável


Todo o que tiver falado contra o Filho do Homem será perdoado. Se, porém, falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste século nem no século vindouro. (Mt. 12,32)

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Jesus foi, por muitas vezes, enfático nas advertências morais aos seres humanos em sua Boa Notícia de Salvação. Mas, a nós que vivemos mergulhados no orgulho e vaidade (raízes do pecado original do qual somos herdeiros neste mundo), assusta saber que há pecados imperdoáveis. Apesar de Jesus, no trecho acima, ser específico na primeira frase, é um pouco genérico na segunda. Aí surge, naturalmente, o questionamento: se Deus é todo Misericordioso e Fonte de Perdão, como pode haver uma categoria de pecados imperdoáveis? Não é Deus que deixa de nos perdoar, somos nós que nos fechamos à Misericórdia, em nosso orgulho autólatra!   Continuar lendo

Tweet da Semana #3



Ele nos pedirá contas do que deveria ter sido e não foi, e do que deverá ser e não será. O que foi e o que será: Ele será Deus não realizado…

 

 

Doce amargo


Hoje, como em muitas outras noites, contei meus dias. Estão diminuindo em sua duração, é claro. Já não têm a duração das peladas eternas em campos de várzea, das tardes passadas sob os arbustos da Praça 7 de Setembro, em Palhoça. Hoje, vivo uma noite singular de um dia encurtado pelas preocupações sufocantes, dentre raros prazeres ou devaneios descompromissados.

Dizem os ascetas cristãos que o sofrimento nos liberta a alma. Eu digo que a Liberdade traz o sofrimento primordial de ver desvanecer-se parte de sua personalidade, justamente a parte oferecida em sacrifício pela disciplina da Vontade, que nada mais é que um desejo  tornado consciente e maduro. A Vontade confirma-se apenas por atos. Nossos atos, a despeito de nossa ascendência (ou não) sobre eles, nos carregam com a insígnia de nosso Nome. Assim, Deus dizia dos que lhe conheciam pelo Seu Nome, ou seja, pelos que viram manifesta sua Vontade em Atos. Ou seria Atos que representariam sua Vontade?

Nem sempre nossos Atos representam nossa Vontade. Muitas vezes, eles representam uma contingência do que deve ser nossa Vontade dirigida a uma adequação circunstancial. É uma tal compulsão pela conformação das coisas, e de nós mesmos, a uma necessidade de harmonia que jamais conhecemos de fato, apenas intuindo-a. Somos seres essencialmente instáveis e, por isso, suscetíveis ao vislumbre de miragens ideais.

Sinto hoje o tom envelhecido das frutas da estação, ao cair do outono da Vida. Sinto aquela vontade de retornar ao abrigo do ventre materno. A lagarta é duas vezes ela mesma ao tornar-se borboleta, já imiscuída à Liberdade solitária do ser adulto, ao sofrimento em meio à separação do desejo protegido pelo casulo, sujeita às degenerações do Tempo que corre, livre às vistas, com as folhas amarelas a preencher os terrenos baldios. Há épocas em que não voamos mais em direção ao néctar, mas ao alimento.

Essa Liberdade já não é mais facultativa, mas, então, compulsória. A sandice não cai em nada como romper cadeias, mas em  habitá-las. O estímulo não é mais natural, e sim conduzido, como numa dança desesperada pela chuva de minutos no sertão. A tensão não emana do ar do vento norte, trazendo tempestades espetaculares, mas somente de tremores da bílis, conduzindo mal-estar aos quatro cantos do leito abdominal. Motivos esparsos, adormecidos, eivados de ideias persistentes e obsessivas, surpreende-nos a cada minuto pelas vielas por entre as casas, subidas e descidas, perscrutam as lajes e esbarram em gatos assustados.

Os olhos vigilantes de nossa Liberdade marcial decreta-nos soluções para um século de Paz, mas não tira o peso de cada tarde de Guerra Fria nas tardes de sábado. Eternidade é a velocidade dos sentidos por segundo ao quadrado. Eis a fórmula a qual Einstein não descrevera, a quadratura de nossos Círculos, a evolução de um Conceito e a explicação do motivo de aquilo que nos é doce, às vezes, nos parecer tão amargo, e/ou vice-versa.

Aprendo mais com você, sabia?


Sei que não sou o melhor pai, ou o pai que você queria que eu fosse. Se há algum responsável nessa história de sua vida, poderia ser Deus, com sua escrita cheia de garranchos, ou eu mesmo, por querer tanto que você viesse ao Mundo. Posso não ser um ótimo professor, posso ser bravo demais.

Se sou assim, é porque acredito, e cobro isso, que você pode ser melhor, mesmo sendo você mesmo. Você só poderá ser melhor que você mesmo, como filho, um futuro pai ou um simples Apresentador Mirim de Jornal, me ensinando que o medo é algo passageiro, embora difícil de explicar, que a fantasia e a brincadeira são coisas que a Vida séria não nos pode tirar, senão nossa própria má vontade e que aprender é tão essencial como respirar, dormir e se alimentar.

Parabéns, meu Professor Mirim!

Primeiro vídeo postado no YouTube por meu filho, Mateus Valêncio Coelho, em seu próprio Canal:

Solidariedade: aprenda o que é


Quando eu fazia curso de teleatendimento em uma empresa de Telemarketing, me ensinaram o que é EMPATIA:

EMPATIA é a capacidade/faculdade que um ser tem de sentir o que o outro sente, de colocar-se no lugar do outro ser.


Somos capazes disso? Se somos, então quando flagramos o sofrimento na face alheia e nada fazemos para ajudar, demonstramos ser tão perversos quanto aqueles que agem para o mal. Nesse caso, somos coniventes para o mal. Pois, quando estamos debaixo de sol escaldante, além do próprio sol, que é quente, amaldiçoamos os ventos por não se manifestarem. A Natureza detesta a inércia, e muito mais a inércia consciente e a indiferença calculada.

Decorrentes da empatia, surgem valores como solidariedade e compaixão. A consciência dos sofrimentos dos outros e das coisas que estão em desarmonia e erradas deve nos fazer lembrar de nossa importância no contexto das mudanças em nosso meio e na construção da felicidade dos outros, no mínimo, na responsabilidade pelo suprimento das necessidades básicas de outros seres vivos.

Se queremos imitar Cristo, se queremos voltar a nos parecer com o Criador e Doador de todos os bens, devemos agir!

É estranho que os animais pareçam mais em pureza, naturalidade e compaixão com o Amor que os seres humanos. Pelo menos, esses valores são mais frequentes entre eles do que entre os humanos, ou será que não conseguimos ver isso ainda? Desejávamos uma vida mais rápida e acabamos por entre as rodas da carruagem?

Ebrael Shaddai | Solidariedade

Solidariedade: Aprenda o que é!

Solidariedade não é esmola; é salvar-se no corpo do outro, obter sua Vida na vida da espécie, matar seu egoísmo e comungar com o coletivo. Compaixão não significa somente sofrermos junto aos outros, mas nos apaixonarmos pelo fogo da primeira fogueira, do primeiro ato heróico, do primeiro serviço não cobrado, da primeira tábua lançada ao mar, da primeira corda estendida, do primeiro lugar cedido a um idoso no ônibus ou no barco salva-vidas.

Não há maior Amor do que dar a Vida pelos Amigos.

(Jesus, o Nazareno)


Quem são nossos amigos? Seres humanos, animais, pedras, rios, etc. Todo o Universo do qual fazemos parte merece nosso sacrifício e Amor.