O anacronismo da Cruz | Imagens Crônicas


Como alguns de meus leitores já devem estar sabendo, lancei outro blog, no qual trato de imagens que evocam crônicas imediatas. Este blog é o das Imagens Crônicas.

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Como imagem crônica especial de Páscoa, deixo-vos esta através do link abaixo:

>> O anacronismo da Cruz

As portas do Inferno não prevalecerão contra ela!


Quando um católico sincero, devoto, verdadeiramente cristão, que segue e ora nas pegadas de nosso Salvador e Senhor, Jesus Cristo, vê a Santa Igreja ser atacada por marxistas, vilipendiada por políticos apóstatas, atingida por ultrajes e imoralidades das hordas de pervertidos, com bispos infiéis à frente do Povo de Deus,  que pregam a depredação da Doutrina e se aliam a movimentos anticristãos (como Maçonaria e Marxismo), ele pode se perguntar se esse já é o antepasto que precederia a Grande Tribulação (Mateus cap.5, 11 e cap.24) ou se ele deveria ler mais um pouco da profecia de São Malaquias.

Paixão de Cristo

Fico ainda mais entristecido quando escuto palavras saídas da boca de nosso Pastor, Sua Santidade, o Papa bento XVI, que vão de encontro aos ideais sabidamente públicos de nossos inimigos, os Mestres Maçons. Quando o Papa Bento XVI evoca “uma autoridade mundial que traga a paz entre os Povos”, ele parece esquecer-se que somente Cristo pode nos dar a verdadeira Paz, que “não é a Paz que o mundo nos [pode] dar” (Jo 14:27). Pelo contrário, um líder que reunir em torno de si todas as nações, terá sobre si, inevitavelmente, o cumprimento da profecia acerca da Besta, que governará o Mundo e perseguirá os cristãos como inimigos da Humanidade.  Isso é seguro dizer pois um Governo Único só poderá obter reconhecimento se houver uma Religião Única, isso sim também objetivo de maçons e rosacruzes. Não, essa Religião Única não será a Fé em Cristo, mas o Ecumenismo da Besta, que fará uma síntese de todas as religiões e encarnará o Enviado da Nova Era. Continuar lendo

Ebrael, a Igreja e a carta a uma protestante


Alguns visitantes e leitores talvez me perguntem: o que fez um blogueiro, com algum conhecimento sobre a História e dúvidas acerca de alguns dogmas da Fé Cristã Católica, voltar-se para a mesma Igreja Católica? Eu respondo: eu nunca tirei meus pés totalmente de dentro da Igreja Católica, ainda que, por vezes, estivesse em comunhão em raríssimos aspectos da Fé Católica.

Fui um herege convicto; hoje o sou ainda, mas em menos artigos de Fé. Na verdade, não sou herege que renega, pois o que me separa de uma comunhão completa com a Sé de Pedro são algumas dúvidas acerca de Cristo e dos fatos evangélicos, não convicções. Hoje, estou aberto à busca pela Fé, não mais simplesmente pela justificação empírica de tudo.

No entanto, como creio que os conspiradores, que buscam demolir a Igreja de Cristo a partir de dentro dela, agem sordidamente na calada da noite para semear erros na Igreja, ainda preciso deste norte, que é a busca pela verdade sobre alguns fatos. É a própria conspiração que busco desmascarar, por meio da investigação, não a Igreja de Cristo.

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Místicas Memórias do Cristianismo


Sabem daquelas imagens que nos transmitem “odor” de santidade tão logo as contemplemos? Tais imagens podem ser de pessoas exemplares por suas vidas na Terra, de olhares significativos ou de locais que, a cada um de uma forma particular, nos “arrojam” à transcendência desse mundo concreto. Quanto aos locais físicos, não falo aqui daqueles que são obras da Natureza, mas dos que são construídos por seres humanos, obviamente, inspirados por Deus.

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Nesta postagem, apresentarei algumas fotos de igrejas da época primitiva (no sentido cronológico) do Cristianismo. São templos simples, de pedra bruta ou não, situados em locais significativos para nossa Fé cristã. Continuar lendo

Pecado Imperdoável


Todo o que tiver falado contra o Filho do Homem será perdoado. Se, porém, falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste século nem no século vindouro. (Mt. 12,32)

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Jesus foi, por muitas vezes, enfático nas advertências morais aos seres humanos em sua Boa Notícia de Salvação. Mas, a nós que vivemos mergulhados no orgulho e vaidade (raízes do pecado original do qual somos herdeiros neste mundo), assusta saber que há pecados imperdoáveis. Apesar de Jesus, no trecho acima, ser específico na primeira frase, é um pouco genérico na segunda. Aí surge, naturalmente, o questionamento: se Deus é todo Misericordioso e Fonte de Perdão, como pode haver uma categoria de pecados imperdoáveis? Não é Deus que deixa de nos perdoar, somos nós que nos fechamos à Misericórdia, em nosso orgulho autólatra!   Continuar lendo

Confissões e Caminho de Reintegração


As provas de nossas Vidas, as vidas que vivemos dentro da Vida, têm sempre um mesmo propósito: fazer-nos sair de nossa própria Matrix! As mesmas provas se repetem, indefinidamente, até que reconheçamo-las tais quais são, optando por uma das alternativas que se nos apresentam. Assim, depois, não poderemos dizer que não sabíamos (ou que não nos foi dado a conhecer) a natureza das “questões”.

O autoconhecimento é um processo que se assemelha ao reconhecimento de nosso próprio Lar. Em nosso Lar material, precisamos conhecer cada cômodo ou objeto que esteja contido nele, sem o que não poderemos nos declarar “Senhores” de nossa Casa. Para aqueles que se sentem presos às suas próprias imperfeições e vícios, nada é mais essencial do que o conhecimento de si mesmo e a consequente retificação do que não esteja em seu devido lugar na Vida. Afinal, viver numa casa bagunçada é algo que deve nos fazer arrancar os cabelos e sentir totalmente perdidos!

Àqueles que sabem que, estando suas Vidas bagunçadas, há coisas fora do lugar, digo que sua Consciência é seu farol. A Lei de Ordem e Harmonia está inscrita em cada coração humano dotado do Fogo do Espírito, em cada Mente em que a Sabedoria tenha definido, com justa medida, o que é certo e errado, ao lado da Inteligência. Deixar entrar a Luz implica em abandonar os hábitos que nos fazem cair, suplantar os vícios capitais em favor das virtudes que nos permitem seguir no único Caminho Reto.

Desejando, sinceramente, me deixar tornar um Instrumento nas mãos do Eterno, continuo a operar a “derrubada das muralhas da orgulhosa Jericó”. Jericó, no meu caso, é a estrutura pseudo-suficiente pessoal que me leva a me afastar dos conselhos da Consciência e procurar minhas próprias realizações, sem levar em conta as coisas mais importantes que se fazem necessárias ao meu redor. Esquecer os demais, me fechar em uma auto-suficiência fictícia, em minha própria Lenda pessoal (no sentido realmente ilusório), essa tem sido minha atitude predominante, a qual me tem levado a muitas atitudes iníquas, verdadeiros pecados e agressões a mim, ao próximo e a Deus.

Deixei-me seduzir por minha falsa ciência, ao invés de me entregar nas mãos da Sabedoria Eterna; escravizei mentes e Corações à minha própria masmorra de ânsias sem fim, ao contrário de apontar o Caminho da Liberdade e da Luz verdadeira. Retive, quando deveria soltar, e negligenciei quando deveria cultivar. Profanei, não obstante pensasse estar santificando. Amaldiçoei quando reputei estar consagrando.

Odiei a Verdade quando quis escancará-la ao Mundo, esquecendo que a mesma Verdade é a Virgem Santa que não deve ser exposta aos cães. Tomei o Mal por Bem, o bizarro como normal e o normal como enfadonho. Aquilo que é correto, logo considerei antigo e ultrapassado, e o que foi consagrado releguei ao plano do inútil. As promessas, por mim, foram solapadas por enlaces impossíveis, e o que era impensável, em outras épocas, fora bebido como néctar dos Excelsos Anjos.

Minha vaidade foi bebida, orgulhosamente, por todos os Demônios que se me acercavam. Meu desequilíbrio nos hábitos, minha conduta imoral e meu intelecto rebelde foram aproveitados, de forma extraordinária, pelas Trevas. Acabei incorrendo em pecados pesadíssimos e arrastando muitas almas em minha louca carreira.

Como pregaria a manifestação da Verdade nos telhados, se eu mentia a todo momento dentro de casa? Como perseguiria a felicidade, fugindo aos deveres da mocidade, às primícias de minha salvação como homem? Como exaltaria, sinceramente, a humildade do Apóstolo, se atava a mim a todos pela ânsia de Poder pessoal? Como seria, eu mesmo, instrumento da Paz de Deus, se eu só sei semear contendas, disputas e desejar mais e mais, de forma vã e orgulhosa, todas as coisas?

Preguei o sexo por Amor, mas esqueci de colocar o Amor acima do desejo sexual. Cobrei fidelidade de todos, sendo eu mesmo o pior dos infiéis, aos outros, a mim mesmo e ao próprio Criador. Combati a hipocrisia, tendo eu mesmo me especializado em disfarces e dissimulação. Aspirei à pureza das doutrinas, se eu mesmo não me continha em profanar, com minha vaidade, os Templos de meu Corpo, da inocência e da Fé alheias.

Não pedia licença aos ignorantes; eu arrombava as portas! Não perguntava o nomes dos pastores; eu lhes metralhava generalizações criminosas para depois inquirir sobre suas obras (boas ou más). Esqueci que a letra mata, mas o Espírito vivifica. Não dei atenção – e sim, dei de ombros – às palavras do Senhor, quando este dizia de mim mesmo, como um qualquer do povo: “Em vão, honram-me com os lábios, mas seu Coração está longe de Mim!”.

Hoje, compreendo que quem deseja servir à Luz em prol de seus semelhantes deve continuar Incógnito, anônimo. Deve orar em segredo e obrar nas sombras, como Papai Noel deveria fazer. Fazer o Bem sem olhar a quem. Afinal, de que importa se Jesus era casado ou não, se o que mais interessa é a prática de seus ensinamentos de salvação? De que importa saber o que Jesus fez ou deixou de fazer como homem comum, se o Espírito do Cristo, que nele habitava, abarcava a toda a humanidade, em sua qualidade de “Noivo”?

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Confesso diante de todos (amigos e pessoas às quais magoei), e de Deus, minhas faltas, excessos, vícios e pecados. Peço a Luz do Todo-Poderoso para que, por meio de Cristo e de seus Anjos, me ilumine no Caminho de encontro ao Pai e sua Salvação!

(Continua…)