Satanás e algumas anotações da Cabala


Abaixo, um trecho extraído do livro Kabbalah Denudata (A Kabbalah Revelada), de Knorr Von Rosenroth, traduzida e comentada por Samuel Liddel McGregor Mathers. Este livro tem por base fiel o cânon cabalístico Sépher HaZohar (Livro do Esplendor), que continua o relato de como todo o Universo foi criado (iniciado no Sépher Yetzirah – Livro da Formação), explicando, nos mínimos detalhes, cada símbolo contido nas Escrituras Hebraicas com relação à Criação.

O trecho que cito fala, explicitamente, do ser angélico a que nós, cristãos, chamamos Satã ou Satanás (do hebr. Satan, “Acusador”, “Oponente”), aquele mesmo citado como a Antiga Serpente ou Dragão de sete cabeças.

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Confissões e Caminho de Reintegração


As provas de nossas Vidas, as vidas que vivemos dentro da Vida, têm sempre um mesmo propósito: fazer-nos sair de nossa própria Matrix! As mesmas provas se repetem, indefinidamente, até que reconheçamo-las tais quais são, optando por uma das alternativas que se nos apresentam. Assim, depois, não poderemos dizer que não sabíamos (ou que não nos foi dado a conhecer) a natureza das “questões”.

O autoconhecimento é um processo que se assemelha ao reconhecimento de nosso próprio Lar. Em nosso Lar material, precisamos conhecer cada cômodo ou objeto que esteja contido nele, sem o que não poderemos nos declarar “Senhores” de nossa Casa. Para aqueles que se sentem presos às suas próprias imperfeições e vícios, nada é mais essencial do que o conhecimento de si mesmo e a consequente retificação do que não esteja em seu devido lugar na Vida. Afinal, viver numa casa bagunçada é algo que deve nos fazer arrancar os cabelos e sentir totalmente perdidos!

Àqueles que sabem que, estando suas Vidas bagunçadas, há coisas fora do lugar, digo que sua Consciência é seu farol. A Lei de Ordem e Harmonia está inscrita em cada coração humano dotado do Fogo do Espírito, em cada Mente em que a Sabedoria tenha definido, com justa medida, o que é certo e errado, ao lado da Inteligência. Deixar entrar a Luz implica em abandonar os hábitos que nos fazem cair, suplantar os vícios capitais em favor das virtudes que nos permitem seguir no único Caminho Reto.

Desejando, sinceramente, me deixar tornar um Instrumento nas mãos do Eterno, continuo a operar a “derrubada das muralhas da orgulhosa Jericó”. Jericó, no meu caso, é a estrutura pseudo-suficiente pessoal que me leva a me afastar dos conselhos da Consciência e procurar minhas próprias realizações, sem levar em conta as coisas mais importantes que se fazem necessárias ao meu redor. Esquecer os demais, me fechar em uma auto-suficiência fictícia, em minha própria Lenda pessoal (no sentido realmente ilusório), essa tem sido minha atitude predominante, a qual me tem levado a muitas atitudes iníquas, verdadeiros pecados e agressões a mim, ao próximo e a Deus.

Deixei-me seduzir por minha falsa ciência, ao invés de me entregar nas mãos da Sabedoria Eterna; escravizei mentes e Corações à minha própria masmorra de ânsias sem fim, ao contrário de apontar o Caminho da Liberdade e da Luz verdadeira. Retive, quando deveria soltar, e negligenciei quando deveria cultivar. Profanei, não obstante pensasse estar santificando. Amaldiçoei quando reputei estar consagrando.

Odiei a Verdade quando quis escancará-la ao Mundo, esquecendo que a mesma Verdade é a Virgem Santa que não deve ser exposta aos cães. Tomei o Mal por Bem, o bizarro como normal e o normal como enfadonho. Aquilo que é correto, logo considerei antigo e ultrapassado, e o que foi consagrado releguei ao plano do inútil. As promessas, por mim, foram solapadas por enlaces impossíveis, e o que era impensável, em outras épocas, fora bebido como néctar dos Excelsos Anjos.

Minha vaidade foi bebida, orgulhosamente, por todos os Demônios que se me acercavam. Meu desequilíbrio nos hábitos, minha conduta imoral e meu intelecto rebelde foram aproveitados, de forma extraordinária, pelas Trevas. Acabei incorrendo em pecados pesadíssimos e arrastando muitas almas em minha louca carreira.

Como pregaria a manifestação da Verdade nos telhados, se eu mentia a todo momento dentro de casa? Como perseguiria a felicidade, fugindo aos deveres da mocidade, às primícias de minha salvação como homem? Como exaltaria, sinceramente, a humildade do Apóstolo, se atava a mim a todos pela ânsia de Poder pessoal? Como seria, eu mesmo, instrumento da Paz de Deus, se eu só sei semear contendas, disputas e desejar mais e mais, de forma vã e orgulhosa, todas as coisas?

Preguei o sexo por Amor, mas esqueci de colocar o Amor acima do desejo sexual. Cobrei fidelidade de todos, sendo eu mesmo o pior dos infiéis, aos outros, a mim mesmo e ao próprio Criador. Combati a hipocrisia, tendo eu mesmo me especializado em disfarces e dissimulação. Aspirei à pureza das doutrinas, se eu mesmo não me continha em profanar, com minha vaidade, os Templos de meu Corpo, da inocência e da Fé alheias.

Não pedia licença aos ignorantes; eu arrombava as portas! Não perguntava o nomes dos pastores; eu lhes metralhava generalizações criminosas para depois inquirir sobre suas obras (boas ou más). Esqueci que a letra mata, mas o Espírito vivifica. Não dei atenção – e sim, dei de ombros – às palavras do Senhor, quando este dizia de mim mesmo, como um qualquer do povo: “Em vão, honram-me com os lábios, mas seu Coração está longe de Mim!”.

Hoje, compreendo que quem deseja servir à Luz em prol de seus semelhantes deve continuar Incógnito, anônimo. Deve orar em segredo e obrar nas sombras, como Papai Noel deveria fazer. Fazer o Bem sem olhar a quem. Afinal, de que importa se Jesus era casado ou não, se o que mais interessa é a prática de seus ensinamentos de salvação? De que importa saber o que Jesus fez ou deixou de fazer como homem comum, se o Espírito do Cristo, que nele habitava, abarcava a toda a humanidade, em sua qualidade de “Noivo”?

***

Confesso diante de todos (amigos e pessoas às quais magoei), e de Deus, minhas faltas, excessos, vícios e pecados. Peço a Luz do Todo-Poderoso para que, por meio de Cristo e de seus Anjos, me ilumine no Caminho de encontro ao Pai e sua Salvação!

(Continua…)

O Convidado e o Anfitrião


Michael Laitman, Cabalista.

Michael Laitman, Cabalista.

No “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”, o Baal HaSulam apresenta a sua famosa parábola sobre o convidado e o anfitrião, o exemplo que reflecte a relação de uma pessoa com o Criador. O Anfitrião cumprimenta o Seu convidado como o Seu amigo mais próximo e, guiado unicamente pelo poder do Seu amor, quer dar-lhe tudo sem qualquer intenção de receber nada em retorno.

Ele obtém prazer por servir o convidado, está contente com isso, e não espera nenhuma compensação, porque a lei do amor obriga-O a agir desta forma. Pelo contrário, se o convidado se recusar a receber, isto irá chatear muito o Anfitrião, porque Ele tem um grande desejo de satisfazer completamente o convidado, o Seu amigo, com toda a abundância.
Se o convidado sente algum desconforto, este sentimento não vem directamente do Anfitrião mas vem emerge involuntariamente, uma vez que ele costumava estar vazio, e agora alguém lhe deu satisfação. E dentro desta satisfação, há algo vergonhoso, não merecido; há uma falta da sua própria participação e esforço, que faz crescer um sentimento de vergonha no convidado.
Nesta medida de vergonha, o convidado descobre o que lhe falta. Ele pensa: “O Anfitrião dá, e eu recebo. Como um recebedor, sinto-me envergonhado, mas não há vergonha no doador. Esta é a diferença entre o doador e o recebedor! Ele não está envergonhado porque Ele dá, mas eu não sou capaz desta acção de doação. Se eu pudesse dar como Ele dá, eu não me sentiria envergonhado; em vez disso, sentir-me-ia honrado!
O Anfitrião não sente qualquer honra na Sua doação para mim, porque doar é natural para Ele; Ele ama de acordo com a Sua natureza. Assim, Ele não está orgulhoso de dar; pelo contrário, assim Ele satisfaz o Seu desejo. Se eu dou, irá trazer-me honra em vez de vergonha. É por isso que a vergonha que estou a sentir agora é útil; irá ajudar-me a sentir o estado oposto: honra, respeito próprio, em adição à alta posição do doador”.
O recebedor obtém todos estes entendimentos como resultado da vergonha: porque e como deve ele realizar os passos necessários, de forma a não só extinguir a vergonha, mas também atingir o nível do doador. Aqui, não é simplesmente chegar à doação – a pessoa tem de chegar ao amor! Que esta vergonha faça crescer ódio em mim, que eu transformarei em amor, e então irei de facto atingir o estado do Criador.
Todo o amor que Ele tem será naturalmente uma grande aquisição para mim, que eu próprio atinjo e ganho. É por isso que agora começo a amar e a apreciar esta vergonha! É através disso, através das profundezas desta vergonha, que começo a sentir ódio, e deste ódio, eu chego ao amor.
A criatura chega a esta conclusão como resultado de uma série de esclarecimentos internas.
Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/6/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

 

 

 

A fascinante ilha de Mont-Saint-Michel


A fascinante ilha de Mont-Saint-Michel

Esta é a ilha de Mont-Saint-Michel (França), que une um incrível monumento natural à Arquitetura medieval, inspirando-nos a conhecer a lenda sobre a aparição de Miguel Arcanjo nesse lindo lugar (clique na imagem pra ler mais).

Algumas gotas de néctar…


Aqui estão alguns textos do Rav Yehuda Ashlag (rabino, também conhecido como Ba’al Ha-Sulam, o “Mestre das Escadas”), compilados num pequeno documento (que todos podem baixar aqui mesmo), com mensagens que serão de grande auxílio a muitos de vocês, assim como estão sendo pra  mim. Espero que lhes confortem, tragam esclarecimento e levem todos a uma mais perfeita conexão entre todos nós.

Boa semana a todos! Shalom!