A beleza das mulheres iranianas


O Irã, através dos antigos persas, é uma terra com uma rica história, embora sacudida atualmente por acontecimentos políticos graves. Sua religião predominante é o Islamismo que, por si só, nos traz pérolas de literatura, poesia e espiritualidade de rara beleza. Mas, para mim, a beleza iraniana está em suas mulheres. Aliás, já postei um poema em homenagem a uma de suas mais heróicas representantes, Neda Soltani, e um artigo sobre seu trágico assassinato pela polícia numa das praças públicas em Teerã, participando de uma manifestação em prol dos direitos das mulheres iranianas.

Não falo da beleza vulgar, de corpos nus. Falo de um fascinante brilho, olhos claros mergulhados em rostos perfeitos e cabelos indo de negros a castanhos claros.  Com o recato imposto pelos costumes religiosos, sua aura de mistério herdada de sua origem oriental e sua coragem em lutar por suas vidas e liberdade, o que as mulheres iranianas menos precisam para se fazerem notadas é o apelo sexual. É um singular sentimento de encanto, que nos põe em brasas os rostos, ao vê-las em sorrisos enigmáticos ao estilo da Monalisa.

Todas as mulheres são lindas, em si mesmas, pois representam a letra M nas três formas que sustentam nossas vidas: Mulher, Mãe do Mundo. Negras, brancas, amarelas, jovens e idosas. Mas, os exemplos abaixo me extasiam deveras. Poderia eu escrever ainda muito mais, em elogios à beleza mítica dessas mulheres, mas prefiro que os olhos de todos contemplem o que são, pra mim, os verdadeiros ícones da beleza feminina atual. 

Este slideshow necessita de JavaScript.

Recomendo: Livro contra Violência Doméstica


Atendendo a uma solicitação de apoio de minha amiga virtual Maria de Fátima Jacinto, escritora e “uma mulher na luta contra a Violência“, como ela mesma se intitula, com conhecimento de causa, resolvi promover esse E-book escrito por ela. A violência contra a mulher parece ter passado para a categoria de mazelas sociais superadas no Brasil, até mesmo se comparadas com a situação da mulher em outros partes do planeta (como a África e Oriente Médio). Mas, não podemos esquecer que  Brasil continua deficiente em educação e cultura, e onde não há esses dois alicerces, não há progresso e melhorias significativas.

Recomendo a aquisição desse livro valioso para todo cidadão consciente de suas responsabilidades sociais, clicando na imagem abaixo ou aqui. Abaixo uma breve descrição da obra:

E-book "Violência Doméstica - Ferida silenciosa na alma da Mulher"

Ilustração do E-book

É um e-book direcionado à mulher que é vitima, e muitas vezes não sabe o que está acontecendo em sua casa. Nesse e-book, descrevo vários perfis de agressores, assim como de vitimas.

Discuto também sobre o problema da denuncia, e a forma como muitas vezes a vitima é tratada.

A vergonha, o medo, a dor do julgamento, a anulação perante os filhos, a família que não dá apoio, a sociedade que fecha seus olhos diante de tudo isso abre uma ferida em nossa alma que jamais cicatrizará por completo.

Minha intenção é a de que possamos passar, à nova geração de mulheres, conhecimento suficiente para que elas possam ter relações mais saudáveis e completas, com famílias mais estruturadas.

É um e-book direcionado às mulheres vitimas, a juízes das Varas da mulher, advogados, médicos, enfim, a todos que lidam diretamente com o grave problema da violência doméstica.

Cúmulo de Insensatez


Um causo pitoresco me chegou ao conhecimento, através de uma amiga, por email. Contava ela  que, certa vez, um de seus vizinhos, que é Testemunha de Jeová, lhe chegara à casa para pregar sua doutrina. Curiosa e pesquisadora de credos religiosos, resolveu escutar a “palestra” do dito religioso. Das principais coisas, e das que mais lhe chamara a atenção, escutou que transfusão de sangue, para salvar vidas, é pecado mortal, bem como o segundo casamento é absolutamente proibido.

Bem, na continuação desse relato por email, ela me narrara justamente o momento em que não se contivera e começou a discutir com o homem. Acerca das segundas núpcias, ele dizia que a mulher, para separar-se do marido, teria de ter provas definitivas de sua infidelidade ou de sua incapacidade de gerar filhos. Ela perguntou a ele, então, se a mulher poderia separar-se do homem no caso de esse lhe espancar, mesmo sistematicamente. Claro, baseado no fundamentalismo que lhe era peculiar, ele respondera que não. O casamento era pra vida inteira, e mesmo que a separação fosse APROVADA pela igreja, ela não poderia casar-se novamente, ao contrário do marido, obviamente.

Numa sociedade em que o fundamentalismo e o radicalismo se antepõem como ferozes inimigos, ficam as mentes reféns e à mercê de absurdos como esse. Acreditem: isso é mais comum do que se pensa, e a insensatez grassa em nossa “civilização”. Ora é o fundamentalismo religioso que nos amedronta, com todas as penas de um inferno folclórico, com regras que, senão medievais, remontam à época em que só a Lei do Talião poderia conter a barbárie de povos guerreiros, onde o suicídio bombástico nos premia com 70 virgens num Paraíso esdrúxulo; ora é o radicalismo relativista, que diz que o Tudo nasceu ao acaso, de um acidente cósmico, de arranjos de proteínas ao léu, numa bela e escura noite de verão. Será que precisamos de todos esses flagelos mentais?

Eu aconselhei para que não se “aprofundasse” demais nos estudos deles, pois, sem que ela soubesse, em um ou dois sábados, ela já seria uma Testemunha de Jeová, com casamento marcado e tudo, ou então já se veria batizada numa piscina batismal. Disse que, numa hora qualquer dessas, a cachorra da casa poderia se manifestar como estivesse falando em línguas, convocando todos à conversão. Nesse caso, o Espírito Santo ainda seria uma criança, já que saberia falar apenas au-au!

Se Deus deve ser levado ao pé da letra, então Deus é um aliciador de menores, já que permitia que adolescentes servissem como esposas (escravas sexuais e parideiras). Deus infringe as Leis trabalhistas e a Declaração dos Direitos do Homem, já que tolerava a manutenção de trabalho escravo. Deus é conivente com assassinos, já que estabelecia cidades onde, os que matavam, poderiam se refugiar para escapar de linchamentos. Deus é um gângster, pois legitimava o poder dos reis, ainda que fossem tiranos. Deus era um sádico com animais, pois se refestelava com sacrifícios de animais para aplacar os pecados de seus protegidos. Enfim, Deus era uma genocida, pois várias vezes ordenara a seu povo que, invadindo a terra dos inimigos, passassem todos a fio de espada (matassem todos), sem distinguir mulheres, crianças nem idosos. Deus era um ladrão, pois justificava, com seu nome divino, a usurpação de terras de outros povos, tal como Israel faz com os palestinos até hoje. E tudo isso, em nome de um Deus que escreveu muitos livros, um Deus que tinha nomes humanos, um Deus muito cara-de-pau!

Virgindade Fundamental


Há muita confusão que fazem com certos valores arquetípicos, tais como amor, amizade, coragem, inteligência, sabedoria, justamente por confundirem a origem e o objetivo de cada um deles. Exemplos como Ghandi, Jesus, Madre Teresa de Calcutá, ainda são mal-compreendidos. Mas, na verdade, o que há é a diferença entre os pontos-de-vista usados para entender cada um deles.

Algumas pessoas entendem o amor como a união física entre dois ou mais indivíduos. Assim, há quem diga que “fazer amor” é o mesmo que copular, fazer sexo, bem como aqueles que se identificam com a ideologia vigente e justificam dar a vida por essa mesma ideologia por seu amor pela Pátria. Eu amo isso, você aquilo. O Joãozinho ama soltar pipa e o empresário adora (ama, idolatra, faz tudo por) o Poder. Eu, no entanto, entendo o Amor como a Força que mantém tudo em seu lugar mas que, no entanto, nos permite ver que todos somos UM e podemos nos amar de variadas formas, já que todas essas formas valem a pena. Todos os seres nos merecem e nós merecemos todos eles.

Uma das virtudes que mais aprecio é a Virgindade. Há quem aprecie a virgindade física, como se ela fosse garantia de pureza espiritual. Quando há um propósito voluntário e coerente, ordenado e mantido no Coração, a virgindade física passa a ser apenas um sintoma de um voto de fé, de fervor e de amor. Mas, a virgindade forçosa, obrigatória e que subverte o Coração, é contra a Natureza, já que o próprio Deus nos ordena que cresçamos e nos multipliquemos. Assim como o desapego dos bens materiais e a abundância de esmolas não garantem o vigor da caridade, também o “lacre” do corpo não garante a pureza do Coração. Maria não foi escolhida como a mãe do Messias para ser virgem de corpo,  mas para ter um coração inefável e fosse santificada pela geração de seu Filho. A maternidade é sagrada, e a procriação da Vida, por extensão, também o é. O que santifica o corpo não é a ausência do sexo, mas a predominância, em nosso interior, de nobre ideais.

***

A Grande Mãe-Menina-Mulher Virgem (ou a Grande Deusa)

A Grande Mãe-Menina-Mulher Virgem

A Virgindade Fundamental

(Bethuliym Ha-Yesodi)

Procuro a Eterna Virgem, calma;
Serena, ela já não está nos altares.
É Virgem na palma, no coração, na alma,
Cheia de filhos, nos céus, terra e mares.

Intacta e digna, brilhante, e me veio
A ideia divina, santa, feminina:
A Virtude está em nosso meio, seio
Puro, ensina que a torpeza abomina.

Passageiro é esse mundo, seco, duro.
Inefável, nela está o Prazer Maior,
Que prefere o raro, difícil e melhor!

Olhamos, tristes, por sobre o alto muro;
O que lá fora há já o sabemos de cor:
Ferido é o passado; Virgem, eis o futuro!

O segredo do perdão


Tema recorrente? Sim, bem recorrente! Mas, como não voltar a ele, vivendo o mundo no caos e na matança, mental e física?

A palavra perdão vem do verbo latino perdonare, que quer dizer “dar completamente”. Ora, dar completamente implica em não reter nada, em dar tudo. Perdoar não é devolver o espólio, pagar na mesma moeda. Perdoar é dar o que retemos do outro, ou seja, devolver o que temos em nossas mãos contra o outro, para ser queimado e destruído na fogueira do Amor e da Fraternidade, terminando com a suprema reconciliação com o outro e com todo o Universo.

Mas, como poderíamos deixar de reter algo do que o outro nos fez de mal, sendo que a memória da ofensa se impregna em nós como cânceres, e em nossa pele como marca a ferro?? Suprimindo a memória?? Impossível! Uma pessoa sem memória não tem condições de aprender com seus erros e acertos, derrotas e vitórias, enfim, não tem discernimento.

O Segredo do Perdão | Ebrael Shaddai

Jesus ensina o segredo para perdoar

Aprendamos com Jesus, o Nazareno, que é Mestre do Perdão, ele que é a própria Misericórdia encarnada. Jesus defendeu a adúltera não porque abonasse o adultério ou fosse um fraco na moral. Ele defendeu a adúltera porque achava que o que devia ser apedrejado era o pecado, não a pecadora.

Ora, as pessoas podem ser escravas do pecado, mas nunca seus autores, seus criadores. As pessoas cedem ao pecado ao deixarem de ouvir a Razão, que é a Luz de Deus, refletida em seus mandamentos e nos ritmos e ciclos da Natureza. Deus nos criou não para que pequemos ou caiamos, mas ainda menos para sermos mortos como escravos do pecado, enquanto o Autor do Pecado, o Inimigo da Natureza e do Amor, continua em sua caçada humana, ávido por desgraças e buscando a morte dos que foram criados para o Amor, a saber os seres da Criação de Deus, inclusive nós mesmos.

Não confundamos o erro com aqueles que erram; não confundamos nossos irmãos que nos fazem mal com o próprio Mal. Não coloquemos na mesma panela o Pecado e o pecador, juntos, como se ambos fossem maus desde sempre! As pessoas nascem boas, simples e ignorantes. Na sua inocência e inexperiência, no apetite da vida, ao afastarem-se da Razão, pecam e caem em loucura.

Se amarmos, de verdade, as pessoas, saberemos ver nelas apenas suas fraquezas, mas não o Mal personificado nelas. Devemos repelir o pecado, mas o pecador deve ser tratado com paciência e Amor, deve ser insuflado de palavras de confiança e entusiasmo, de fé e esperança, pois o que subjaz a essas atitudes é, unicamente, o Amor.

Está aí o segredo de Jesus para perdoar! Não é nada sobrenatural, assim como os outros “sinais” que operou Jesus. É questão de mudança de paradigmas, de ângulos e pontos de vista! É questão de termos boa-vontade, de sabermos se somos mesmos movidos pelo Amor ou pelo espírito da discórdia e do Acusador, que só busca a Ira e a Vingança.

Como dizia um verso de uma canção em italiano intitulada Due, regravada por Renato Russo:

Se è amore / amore vedrai / di un amore vivrai.

Se for amor, verás amor, de um amor viverás…

Essencialmente Nus


(Repostado de: 
http://ebraelshaddai.dihitt.com.br/noticia/essencialmente-nus
)

*******

"Nu, todo mundo é igual!"

“Nu, todo ser humano é igual! Se está vestido, as roupas andam sozinhas,

pois o ser humano é abduzido pela maré de ilusões…”

Para além das aparências e dos muros-máscara de nossas personalidades forjadas e alienadas, descortina-se o quê? Apenas, a máscara que resguarda os fundilhos de outra máscara…

Nesse baile interminável e burlesco de Arlequins e Pierrots em que se tornou a realidade (??) de nossas sociedades (quão deploráveis elas são!), a impressão que me fica é que, mesmo retirando toda a maquilagem com cuidado exemplar e caridoso, ainda nos arderiam os olhos da Consciência.

Nu, todo ser humano é igual! Se está vestido, as roupas andam sozinhas, pois o ser humano é abduzido pela maré de ilusões…

A nudez (transparência) é essencial para os sentimentos destituídos de adereços, como Amor-Eros (Paixão), Amor-Philia (Amizade) e Amor-Agapê (Amor, Caridade). Os adereços, disfarces, máscaras, tapa-isso e tapa-aquilo, são usados só para o que é vergonhoso (vaidade, luxúria, soberba, orgulho, etc.).

E porque o Amor nasceu na nudez? O próprio Amor precisa ser nu pois que não admite meio-termo: ou ama-se totalmente e nos entregamos corajosamente, ou a decepção com nossa própria covardia nos tece uma folha de parreira para cobrir nossa ignóbil fraqueza moral, nossa falta de fé, nossa caridade desdentada que não sorri aos que vem nos mendigar um pouco de afeto.

A incapacidade de nos entregarmos totalmente ao Amor ao próximo, e a quem se oferece gratuitamente a nós, é comparável ao medo da morte: é temer a perda de algo que não nos pertence. Ora, o Amor é uma energia. Ele não nasce no ser humano, mas o perpassa como eletricidade. Somos apenas interruptores cujas chaves devem permanecer abertas para que a Luz chegue a todos.

Tal como os frutos do Amor humano nascem nus, nossos filhos, nossa personalidade deve ser límpida de toda desculpa esfarrapada para não agirmos para o bem. Como eu disse, as vestes pseudo-moralistas apenas abafam nossa Luz interna, são as mentiras que pregamos em nós mesmos para não olharmos para cima e não vislumbrarmos a essência das coisas que são puras. Não olhamos acima de nós porque nos envergonhamos, porque não nos acreditamos mais como frutos do Amor, senão do acaso biológico.

Coitados de nós quando o baile acabar e termos de deixar cair as grossas camadas de máscaras! Ou pior, quando nos arrancarem-nas como se fôramos fugitivos da Vida, Adão e Eva, perdidos no Paraíso, com suas genitálias de desejos infindos expostas ao vento do cair da tarde.

Ebrael Shaddai, FRC.