O Sentido da Vida


Costumo dizer que as necessidades básicas da vida de qualquer um são comer, beber, fazer sexo, vestir e morar. A maioria das pessoas concordaria com esses itens da lista, não obstante não necessariamente nessa ordem. Essa lista seria  o estrato primário e essencial das necessidades humanas. Há até uma tal Pirâmide de Maslow que tenta explicar isso, mas o máximo que faz é apenas evidenciar o óbvio! Na Pirâmide de Maslow, os itens que citei se encontrariam no primeiro e segundo degraus.

Hierarquia das Necessidades de Maslow

Pirâmide de Maslow: as necessidades humanas.

Mas, como tudo deve ser cíclico na Vida, os outros degraus contém necessidades e anseios que apenas reproduzem em grau diferente as necessidades básicas: alimentação e segurança. Pela realização profissional, uma das necessidades seguintes dos comuns mortais, deve decorrer uma alimentação mais sofisticada. Da aquisição de cultura e extinção de preconceitos, deve advir uma melhor convivência doméstica em uma prole em crescimento. E tudo é um ciclo, que re-começa lá, onde um homem e uma mulher sonharam em realizarem-se como pessoas individuais e sociais.

Depois que esse ciclo, o primeiro, se fecha, o que deve querer o homem? Será que ele deseja, invariavelmente, a realização automática dessas metas? Será que a felicidade depende exclusivamente disso? Onde reside o mapa da mina, a placa com a seta, indicando o Destino de cada um??

Sim, essa é uma crise existencial, que já dura há muito tempo, de quem tem quase tudo e ainda sente lá fora um cheiro de estrada, de algo a perseguir longe de onde se encontra atualmente. Certa vez, meu Condutor me deixara aguardando uma certa resposta, um certo sinal, um Caminho que nunca foi anunciado. De vez por outra, confundo alguns sinais da Vida com essa esperança que nunca se confirma. Esperança essa de aventura, de descoberta da fonte da juventude, da glória de um destino realizado, de uma montaria suportada nas unhas, mas vencida.

Uma Luz, um Caminho!


Estou aqui, a essa hora, para escrever um desabafo. Quem, afinal, não escreve ou nunca escreveu um desabafo? São 00h25 da manhã. Não consegui dormir, e depois de um diálogo difícil meu com meu ego, percebi que precisava exteriorizar alguns fantasmas.

Muitas pessoas falam que a luz para nossa escuridão existencial deve ser encontrada unicamente em nós mesmos. Mas,  o que elas esquecem é que somos cegos e imperfeitos. Quando, finalmente encontramos alguma luz, esta tende a nos cegar. Por isso, por temermos a luz, costumamos permanecer na escuridão, ainda que as tais trevas nos mantenham em dificuldades.

Costumamos, também, dizer que para tudo há um jeito, exceto para a morte. Eu diria, porém, que para tudo há, no máximo, um remendo possível. Um vaso quebrado, se colados seus cacos, nunca mais será o mesmo vaso de antes da queda. Um amor ferido, mesmo que restabelecido em seu lugar principal, não mais será o amor da inocência do primeiro encontro. Um amor não vivido, quando enfim encontrado pelas esquinas da vida, não terá mais o mesmo impulso, ainda que a vontade de voltar à virgindade (perfeição original) seja vigorosa.

Eis minha vida, que continua, mas cujos remendos, se poucos, se tornaram difíceis. Deixei minha mãe, segurando seu pranto de escorpiana e mãe divorciada, na porta de casa, e fui-me aos 16 anos, só com uma trouxa de roupas e alguns objetos pessoais, para uma aventura inconsequente, a qual me trouxe um filho. Foi a apoteose do meu orgulho adolescente, ávido por liberdade (ou por perder-se). Não escutei a voz da Razão na boca de minha mãe, e perdi longos 5 anos, passando fome, sendo devorado pela diabetes, desempregado, sem estudar e perdendo de vista todos os meus sonhos.

Para esses anos não há remendos possíveis. Isso mesmo, nem ao menos remendos!! Para esse tempo perdido não há abatimento ou indulto; a Vida cobrará o preço de minha soberba pelo resto de meus dias. E agora, o que me resta? Cuidar dos restos de mim? Sim, a Vida me foi ainda benevolente ao me conceder, a duras penas, um trabalho estável para que eu não passe fome e uma pessoa que me ature, talvez também por ter-se perdido em seu orgulho adolescente.

Com sorte, serei comido, bem devagarinho, pelo diabetes, que já mostra sua ferocidade. Com sorte, não entrarei em depressão ao me dar com uma exposição de fotografias ou numa notícia de descoberta arqueológica. Se possível, não sentirei inveja quando meu irmão mostrar seu carro novo, a cada reveillon, e nem mesmo quando um primo distante me reconhecer e dizer que não estudou nada, mas assim mesmo abriu mais uma filial de alguma merda por aí. Bem, também não fiz faculdade, mas continuo fudido! Motivo: covardia e mediocridade. Quem busca saltar muito alto, com vara de bambu, no máximo consegue alcançar o muro.

Bem, aos 40 anos já estarei morto sexualmente. Por isso, decidi não querer mais ter filho, já que, realmente, não sei que tipo de pai ele teria; impotente, deprimido e fudido. Meus órgãos internos já estarão deteriorados, ou comprometidos. Mesmo já tendo parado de fumar, continuarei com os mesmos problemas vasculares que já tenho aos 30 anos. Portanto, não sei se chegarei a jogar futebol com meu filho, já que bastaria um calo para que reaparecesse o perigo de amputação de um dedo, vários dedos ou até mesmo do pé ou perna inteiros.

Decidi não escrever mais crônicas ou poesias. São histórias contadas por mim que estão muito distantes de meus olhos, falam de coisas das quais só consigo teorizar e de sonhos que estão muito além da minha coragem ou possibilidade de vivê-los. Acho que, muitas vezes, escrevo para fugir do meu ego agressivo, já que ele é o flagelo que a Vida entranhou no meu pescoço para me fazer beber mais ainda dos meus erros, me incutir a culpa que vem do inferno e me desvirtuar ainda mais. Não escrevo mais contos, porque acho que aqueles personagens é que teriam habilidades suficientes para escrever uma tragicomédia a meu respeito. Mas não  o fariam, pois a tragédia já não é um gênero muito popular entre os leitores, e o romantismo de Shakespeare, no mundo de hoje, já caiu em desuso por achar-se deveras piegas.

O Ego é tão covarde como nós mesmos; o Ego bate num bêbado cego, que caiu por suas próprias pernas podres, e nós batemos em nosso peito, achando que existe um Deus bonachão, que figura em filmes de super-heróis e salva até os piores canalhas. Eu poderia ter sido tudo, se ousasse me controlar e subir um degrau por vez. Mas fui atraído pela beleza do precipício, e me lancei abaixo, louco de paixão por meu próprio orgulho. Minha vida se perdeu e nunca mais foi achada. Mas, – estranho – eu tenho consciência de que minha vida está perdida, deslocada no tempo, fora de sua órbita, tal como na história do mendigo Jeremias, alheio ao mundo, que pensa ter morrido e acorda numa poça de lama em mais um fim de tarde chuvosa.

Sinto que nossa vida se desvanece, como areia por entre os dedos. Mas nós a sentimos ainda, desvanecida. Essa propriedade humana de sentir, ter consciência, incomoda e dói muito, às vezes. Vemos, então, a Vida nos esfregando nas fuças, o tempo todo, que não somos nada mais que poeira sobre ossos, que não sabemos nem mesmo que horas são, já que o fuso horário é relativo. Tudo é absolutamente relativo, e esse é um paradoxo que, acho, nunca desvendarei.

Enfim, quero dizer que estou cansado. Acho que a velhice na alma está chegando, e isso já não me assusta. Só me persegue a sombra na alma, me dizendo que estou preso na própria jaula que forjei para minha libertação, que quis avançar no Tempo, e regredi muito mais.

Peço uma luz, um caminho!! Espero não ser tarde para reconhecer que estou precisando de auxílio divino. No entanto, sei que durante a Noite Negra da Alma estamos sempre sozinhos, em crise, nos deparando com nossas cicatrizes e abrindo-as ainda mais para ver porque ainda cheiram mal. É um momento de sentença que a misericórdia divina raramente interrompe. Se sobrevivermos, ótimo; a misericórdia nos busca e leva para outra paragem. Se não passamos na prova, nos levam os Habitantes do Umbral para um momento mais drástico, onde tomamos ainda mais Consciência do quanto paramos no Tempo. Existe castigo pior??

Cresça por dentro, mas não esqueça a raiz!


Nos tempos natalinos e de Páscoa, fico assim, nostálgico e infantilmente saudosista. Será que isso é normal? Acho que sim. Normal e saudável, bom para afastar riscos de perturbações mentais. Imaginem se vivêssemos décadas sob a égide adulta, com aquela cara sisuda e grave, típica do mordomo da Família Addams! Pela palidez de sua pele, nota-se como fica um adulto sem vida própria, sem esperança.

Quando eu falei em perturbações mentais, me refiro mesmo a quando falham nossas mentes em relação àquela Lei da Física de Einstein, que diz quea noção de passagem do Tempo depende do referencial a que o observador se reporta“. E você, parou no Tempo? Seu trem continua correndo? Você está dentro ou fora do trem? E o que você consegue ver?

Tenho uma amiga que, vez por outra, me falava que se cobra regularmente por achar-se imatura. Aí me pergunto: acreditar no Amor, crer na bondade e nos valores nobres e ter fé no futuro é sinal de imaturidade? Preservar-se do mal do lado de fora, onde faz frio e as pessoas fazem qualquer coisa por um pouco de calor humano, não lhes importando o quanto se depreciem, é indicativo de infantilidade ou ingenuidade excessiva? É anormal ter caráter, agora?

Sim, a evolução é algo inexorável na Natureza. A árvore cresce, mas conserva latente a potência da semente da qual nasceu, as lembranças e lições de quando era apenas uma plantinha de caule fino, que mais parecia um “cambito”. Conserva, não obstante se erga célere e ávida das estrelas da noite, o frescor do orvalho da terra, do tempo em que ainda respirava o cheiro de barro e se sujava na lama das chuvas de verão. Ela e suas companheiras, árvores-meninas.

Sorriso de Criança

Cresça por dentro, mas não esqueça de suas raizes!

Conserve sempre essa memória santificadora ao cuidar da Criança que tens em si, para que, ao lançar sua semente à terra, no devido tempo, saibas transmitir a mesma alegria das tardes de verão chuvoso, em que brincavas com a água escorrendo por suas folhas,  eras refrigerada pelo vento que vem do Sul e te alegravas ao te surpreenderes com um raro arco-íris!

Se um dia seremos ceifados e relegaremos nossos caules como alimento para a Terra-Mãe, não nos esqueçamos que renasceremos sempre, seremos Crianças sempre, e é estupidez abafar a Voz Infantil de Deus-Filho, que nos reclama pureza e um sorriso maroto. Termino, deixando como epílogo, duas citações, uma em texto, outra em vídeo. O texto é um reflexão de um homem bem “moderninho”, o filósofo chinês Confúcio (Kung Fu Tsé, ou Mestre Kung) , que viveu há aproximadamente 2.500 anos atrás. O vídeo é uma versão animada de uma canção do Toquinho, chamada Aquarela, a qual todo mundo associa ainda às propagandas dos lápis da Faber Castel. Prestem muita atenção à mensagem oculta e profunda da letra, a qual no começo fala do nascimento, e no fim, da morte. A verdade, contada às crianças, de forma lúdica.

Feliz Páscoa e ressurreição em todos os Corações dos Filhos de Deus!


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Os homens perdem a saúde, juntando dinheiro

Para depois perder dinheiro tentando recuperá-la.

Esquecem o presente por pensarem ansiosamente no futuro

E acabam por perder ambos.

Vivem como se nunca fossem morrer

E morrem como se não tivessem vivido.

(Confúcio)

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Aborto – crime hediondo!


Aborto – crime hediondo – para a mãe / para o feto.

Solidariedade: aprenda o que é


Quando eu fazia curso de teleatendimento em uma empresa de Telemarketing, me ensinaram o que é EMPATIA:

EMPATIA é a capacidade/faculdade que um ser tem de sentir o que o outro sente, de colocar-se no lugar do outro ser.


Somos capazes disso? Se somos, então quando flagramos o sofrimento na face alheia e nada fazemos para ajudar, demonstramos ser tão perversos quanto aqueles que agem para o mal. Nesse caso, somos coniventes para o mal. Pois, quando estamos debaixo de sol escaldante, além do próprio sol, que é quente, amaldiçoamos os ventos por não se manifestarem. A Natureza detesta a inércia, e muito mais a inércia consciente e a indiferença calculada.

Decorrentes da empatia, surgem valores como solidariedade e compaixão. A consciência dos sofrimentos dos outros e das coisas que estão em desarmonia e erradas deve nos fazer lembrar de nossa importância no contexto das mudanças em nosso meio e na construção da felicidade dos outros, no mínimo, na responsabilidade pelo suprimento das necessidades básicas de outros seres vivos.

Se queremos imitar Cristo, se queremos voltar a nos parecer com o Criador e Doador de todos os bens, devemos agir!

É estranho que os animais pareçam mais em pureza, naturalidade e compaixão com o Amor que os seres humanos. Pelo menos, esses valores são mais frequentes entre eles do que entre os humanos, ou será que não conseguimos ver isso ainda? Desejávamos uma vida mais rápida e acabamos por entre as rodas da carruagem?

Ebrael Shaddai | Solidariedade

Solidariedade: Aprenda o que é!

Solidariedade não é esmola; é salvar-se no corpo do outro, obter sua Vida na vida da espécie, matar seu egoísmo e comungar com o coletivo. Compaixão não significa somente sofrermos junto aos outros, mas nos apaixonarmos pelo fogo da primeira fogueira, do primeiro ato heróico, do primeiro serviço não cobrado, da primeira tábua lançada ao mar, da primeira corda estendida, do primeiro lugar cedido a um idoso no ônibus ou no barco salva-vidas.

Não há maior Amor do que dar a Vida pelos Amigos.

(Jesus, o Nazareno)


Quem são nossos amigos? Seres humanos, animais, pedras, rios, etc. Todo o Universo do qual fazemos parte merece nosso sacrifício e Amor.