Risíveis amores, ou O Livro dos Amores Risíveis — título escolhido para a edição em Portugal –, (Smêŝné Lásky no original), escrito entre 1960 e 1968, é considerado por muitos leitores e críticos literários de todo o mundo uma das melhores obras de Milan Kundera. O livro é composto por sete contos, sete histórias de amor:

A obra trata do equívoco, seja de situações ou de sentimentos. O equívoco, nesse sentido, está na essência do risível, que intitula a obra. Mal-entendidos que abrem perspectivas novas e caminhos para novas situações são uma constante nos contos. O estranhamento mútuo da parte de amantes, a inversão do caráter amoroso são uma mostra da incapacidade de comunicação que permeia as relações humanas na contemporaneidade. A temática, tratada de maneira literária pelo autor, é a velha temática da solidão humana, sua impossibilidade de transposição dos limites da subjetividade. No mundo ambientado pelo autor, os amantes tratam-se reciprocamente como objetos, e não mais do que isso. Falta de capacidade de comunicação e excessivo cinismo são traços comuns de caráter das personagens da obra. A mudança de perspectiva, porém, quase sempre revela nuances desagradáveis aos amantes. O risível é a necessidade humana pela farsa, pela simulação, pela representação teatral e a incapacidade de experimentar sentimentos verdadeiros. Através da incapacidade de comunhão dos personagens, Kundera parece querer desvelar para o leitor a absoluta falta de sentido da vida sob essas condições.

(Resenha extraída de Wikipedia, a enciclopédia livre)

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