Bem, vou lhes confessar uma coisa: nessa noite domingueira, estou sem um assunto bem formado para postar. Meu trabalho tem me tomado muito tempo. Entre vários temas que quero desenvolver, ´não tenho nenhum com uma proposta decente no momento. Lendo um post de um outro blog, me peguei às voltas com um tema que deveras me detém a atenção…

Sei que os leitores que aqui chegam são de várias orientações religiosas, mas isso não me impede de expor a minha visão. Abandonei o Cristianismo não somente por encontrar um caminho que viesse de encontro às minhas aspirações, mas, principalmente, pelo fato de o Cristianismo não esclarecer e dar respostas aos grandes questionamentos que me surgiram. Ora, me refiro ao Cristianismo que aí está, e não à essência da mensagem de Jesus.

Jesus era Deus??

Um dos dogmas fundamentais do Cristianismo (católico e protestante) é o de que Jesus é o filho de Deus… Mas quem não o é?? A forma como ele se refere a si como filho de Deus não é diferente da forma como ele se refere a todos nós. Afinal, ele quis que “fôssemos um, como ele era um com o Pai”. Toda humanidade forma como um corpo, com membros diferentes, mas nem por isso dizemos que o fígado é o mesmo estômago. Assim como ele não era necessariamente Deus. Em nenhuma parte da bíblia é dito que Jesus era Deus, nem que ele tenha a si mesmo assim denominado. Quando alguém se chegou a ele, dizendo “Bom Mestre…”, ele perguntou: ” – Por quê me chamas de Bom?? Bom, somente o Pai, que está nos Céus”. Ele não era “tão” perfeito como o Pai. não vou me estender muito nos apontamentos.

Maria concebeu Jesus virgem??

Bem, “e o Verbo se ‘fez carne’ e habitou entre nós”. Se ele desceu do Céu (ou sei lá de onde), fosse qual fosse a sua origem, ele (Jesus, ou o Verbo) teve que se conformar às leis da Matéria (nascer, crescer, se desenvolver, se reproduzir e morrer) como todos os seres deste planeta. Jesus, tendo sido ele quem nós pensamos que ele foi, não pode ter sido um holograma, uma visão, uma alucinação. Como homem, nasceu de mulher, nasceu de uma relação sexual. E, renegar isso, simplesmente para conferir uma pureza (física) maior do que ela (a mãe de Jesus) pudesse guardar no coração e lhe atribuir uma auréola divina (e ela foi divinizada pela Igreja Católica) é o mesmo que não aceitar que o sexo é a maior força criativa nesse nosso mundo. Na verdade, a única. Nada nesse mundo pode vir a ser criado sem que se concretize a conjunção dos opostos Masculino e Feminino. Se assim é, o sexo é sagrado sim. O que o torna sujo é o exagero ou a falta dele, assim como a tudo nesse mundo, por meio do desequilíbrio emocional dos seres humanos, de onde surgem todas as aberrações que presenciamos todos os dias.

Por enquanto é isso. Mais tarde, prossigo com esse assunto.

(Continua…)

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