A Hora do Planeta: boas intenções.


Ponte Hercílio Luz, Florianópolis, SC.
Às 20:30h de 28-03-2009, sábado. As luzes desse que é o principal cartáo postal de Floripa ficaram apagadas por 1 hora.

É um movimento mundial em que as pessoas apagam voluntariamente as luzes por 60 minutos, em um ato simbólico pela preocupação com o aquecimento global. O evento tem sido anual.

A rede WWF (World Wild Fund, entidade não-governamental ambientalista de abrangência internacional), organizadora do movimento no mundo, quer engajar e mobilizar a sociedade para manifestar a preocupação com o problema do aquecimento global. A rede trabalha com a perspectiva de que as mudanças climáticas sempre aconteceram no mundo. Entretanto, está aumentando a concentração dos gases de efeito estufa na atmosfera — fenômeno provocado pelas ações humanas.

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No meu estado, SC, às 20h30min, as luzes da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, foram apagadas. Outras seis cidades também aderiram formalmente. As prefeituras de Itajaí, Blumenau, Joinville, Balneário Camboriú, Corupá (Norte) e Pinhalzinho (Oeste), além de Florianópolis, aderiram à Hora do Planeta.

Na minha opinião, o movimento é extremamente benéfico. As intenções são as melhores possíveis, mas os efeitos práticos são muito limitados. Por ser os ambientalistas uma minoria ativa, enquanto a maior parte da humanidade está alienada com as comodidades da vida cosmopolita e dominada pela mídia, ou mesmo, o que é óbvio, mais preocupada em ganhar no tapa o pão de cada dia, os magnatas do poder, os verdadeiros poluidores não estão nem aí pra esse movimento. Eles estão no controle de tudo. Estão todos “sob controle”.

Eu mesmo me incluo neste vasto grupo. Tenho que matar não só a cobra, mais transformar ela em sapato. Quero dizer, lutar e “engolir sapo”, e ainda transformar isso em lição pra vida, tudo na maior naturalidade. Naturalmente, o egoísmo é inerente do ser humano, e será muito mais à medida que se tornar mais difícil sua sobrevivência sobre o planeta Terra. E o instinto de sobrevivência entre os menos favorecidos e o desejo de mais e mais poder entre os abastados é que sempre esteve, desde o começo, presente na formação da índole egoística humana.

Não faço muita coisa. Cuido para que o mundo ao meu redor esteja limpo. Minha casa, enfim, a despeito de milhões de lares brasileiros e do mundo afora, tem saneamento de esgoto. Meu lixo é recolhido pela coleta pública simples. Evito o acúmulo ou abandono de lixo em qualquer lugar em que eu esteja. Bem, não sou do Greenpeace ou ativista do WWF. Mas torço, para que um dia, a humanidade mude sua conduta destrutiva, a despeito de que os seres ameaçados de extinção (falo de nós todos, num futuro não muito longínquo) tendem a se destruir para manter os níveis aceitáveis de recursos à disposição.

Lembrem-se: na minha opinião, antes que o “corpo” de nosso planeta, nossa Mãe Terra, se degrade por completo, ele procurará debelar os “vírus” (ou seja, a humanidade) que estão causando a desarmonia na economia da Vida no Planeta.

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