Os Manuscritos de Nag Hammadi


Os Manuscritos de Nag Hammadi, também chamdos de apócrifos, são uma coleção de textos bíblicos, essencialmente gnósticos, que datam, aparentemente, do final do século IV ou no inicio do século V, ou cerca de 400 d.C. . Os manuscritos são cópias, e os originais a partir dos quais eles foram copiados datam de muito tempo antes. Algum deles – o Evangelho de Tomé – por exemplo, o Evangelho da Verdade e dos Egípcios – são mencionados pelos primeiros padres da Igreja, tais como Clemente de Alexandria, Irineu e Orígenes.

Em primeiro lugar, eles são importante porque  escapam à censura e revisão da ortodoxia romana. Em segundo lugar, porque eles foram escritos para uma audiência egípcia, não tendo que distorcer para os ouvidos romanos e, por que eles podem se basear em fontes de primeira mão, testemunhas oculares. Como era de se esperar, os Manuscritos de Nag Hammadi contém muitas passagens antagônicas à ortodoxia e aos “seguidores da mensagem”.

Em um documento, chamado Segundo Tratado do Grande Seth, Jesus é descrito precisamente como ele aparece na heresia de Basilides – escapando à morte na cruz através de uma engenhosa substituição. Alguns outros trabalhos da coleção Nag Hammadi testemunham uma rixa entre Pedro e Madalena que poderia refletir um cisma entre os “seguidores da mensagem” e os “seguidores da linhagem”. No Evangelho de Maria, Pedro se dirige a Madalena como se segue: “Irmã, nós sabemos que o Salvador te amou mais que as outras mulheres. Conte-nos as palavras do Salvador
de que tu te lembras – que tu conheces, mas nós não.”

Indignado, Pedro pergunta aos outros discípulos: “Ele realmente falou em particular para uma mulher e não abertamente para nós? Devemos nós todos dar a volta e escutá-la? Ele a preferiu a nós?” Mais tarde, um dos discípulos responde a Pedro: “O Salvador certamente a conhece muito bem. Por isso, ele a amou mais que a nós.  No Evangelho de Felipe, as razões para esta rixa, parecem óbvias.. existe, uma ênfase recorrente na imagem de uma câmara nupcial. Segundo este Evangelho, “O Senhor fez tudo misteriosamente, uma crisma e um batismo e uma eucaristia e uma redenção”. Esta câmara , à primeira vista, poderia ser simbólica e alegórica. Mas o Evangelho de Felipe é mais explícito:  “Existem três que sempre caminharam com o Senhor: Maria , sua mãe e sua irmã e Madalena, chamada sua companheira.”

Segundo um pesquisador, a palavra “companheira” deve ser traduzida por esposa. Certamente, existem razões para fazê-lo, pois o Evangelho de Felipe se torna mais explícito: “E a companheira do Salvador, é Maria Madalena. Mas Cristo a amava mais que a todos os seus discípulos e a beijava na boca frequentemente. O restante dos discípulos ficavam ofendidos com isso e expressavam sua desaprovação. Eles lhe disseram: “Por que mais do que a todos nós?” O Salvador respondeu e lhes disse: “Por que eu não te amo como a ela?” ( O Evangelho de Maria, O Evangelho de Felipe, em Nag Hammadi Library in English, p.472, 140,138;).

(“Os Manusritos de Nag Hammadi“, in A Genealogia Secreta de Jesus).

Acredita-se que haja muitos outros, textos, livros, cartas e escritos apócrifos ainda desconhecidos. Muito do que havia fora destruído por ordem da Igreja. Somente os que não contradiziam a “pureza da fé”, foram conservados e aceitos pela Igreja.

Acessando o link abaixo,  eu disponibilizo uma coletânea de livros apócrifos renegados pela igreja:

http://docs.google.com/open?id=0ByWMKZOs54SuOWdjU3gyZEd4NGc

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