Saint-Exupéry e a Lagoa do Peri


Quem nunca ouviu falar dele, ou de sua obra mais conhecida e de fama, O Pequeno Príncipe, ou pelo menos não viu o desenho que passava com esse nome no SBT?? Foi escrito durante o exílio nos Estados Unidos, quando fez visitas ao Recife. E para muitos era difícil imaginar que um livro assim pudesse ter sido escrito por um homem como ele. Apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o contador, o geômetra, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O pequeno príncipe vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranqüilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu descobrir o segredo do que é realmente importante na vida.

 

Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry filho do conde e condessa de Foscolombe (29 de junho de 1900, Lyon – 31 de julho de 1944, Mar Mediterrâneo) foi um escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial.

Faleceu durante uma missão de reconhecimento sobre Grenoble e Annecy. Em 3 de novembro, em homenagem póstuma, recebeu as maiores honras do exército. Em 2004, os destroços do avião que pilotava foram achados a poucos quilômetros da costa de Marselha. Seu corpo jamais foi encontrado.

O que pouca gente sabe, e incluo aí ilhéus de Floripa, é que tivemos a honra de termos recebido inúmeras vezes a presença desse grande homem de letras, aqui mesmo em Floripa.

Temos uma Lagoa aqui em Floripa, a Lagoa do Peri, que há pouco tempo tornou-se Parque Ecológico e Área de Presevação Permanente, localizada a caminho do sul da Ilha de Santa Catarina. Muitas pessoas pensam que o nome Peri tem origem tupi-guarani. Ledo engano!! A lagoa fica numa área que era usada por Exupery para pousar seu avião, normalmente na praia do Campeche, vizinha da tal Lagoa. Isso lá pela década de 1930. Cada vez que o avião de Exupery surgia nos céus da Ilha, os manés nativos diziam: “Lá vem o Zé-Peri” . Em homenagem a ele, foi batizada a dita lagoa como do Peri.

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O Instante Mágico


O instante mágico

É preciso correr riscos. Só
entendemos direito o milagre da vida quando deixamos que o inesperado possa se
manifestar.

Todos os dias Deus nos dá – junto com o sol – um momento em que é
possível mudar tudo que nos deixa infelizes. Todos os dias procuramos fingir que
não percebemos este momento, que ele não existe, que hoje é igual a ontem e será
igual a amanhã. Mas, quem presta atenção, descobre o instante mágico. Ele pode
estar escondido na hora em que enfiamos a chave na porta pela manhã, no silêncio
logo após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais. Este momento
existe – um momento em que toda a força das estrelas passa por nós, e nos
permite fazer milagres.

A felicidade às vezes é uma bênção – mas geralmente é uma conquista. O
instante mágico nos ajuda a mudar, nos empurra em busca de nossos sonhos. Vamos
sofrer, vamos ter momentos difíceis, vamos enfrentar muitas desilusões – mas
tudo isso é passageiro, inevitável, e terminaremos nos orgulhando das marcas que
foram deixadas pelos obstáculos. No futuro, podemos olhar para trás com orgulho
e fé.

Pobre de quem teve medo de correr os riscos. Porque este talvez não se
decepcione nunca, nem tenha desilusões, nem sofra como aqueles que têm um sonho
a seguir. Mas quando olhar para trás – porque sempre olhamos para trás – vai
escutar seu coração dizendo: “O que fizeste com os milagres que Deus semeou por
teus dias? O que fizeste com os talentos que teu Mestre te confiou? Enterraste
fundo em uma cova, porque tinhas medo de perdê-los. Então, esta é a tua herança:
a certeza de que desperdiçaste tua vida”.

Pobre de quem escuta estas palavras. Porque então acreditará em
milagres, mas os instantes mágicos da vida já terão passado.

Temos que escutar a criança que fomos um dia, e que ainda existe dentro
de nós. Esta criança entende de instantes mágicos. Podemos sufocar seu pranto,
mas não podemos calar sua voz.
Se não nascermos de novo, se não tornarmos a
olhar a vida com a inocência e o entusiasmo da infância, não existe mais sentido
em viver.

Existem muitas maneiras de se cometer suicídio. Os que tentam matar o
corpo ofendem a lei de Deus. Os que tentam matar a alma também ofendem a lei de
Deus, embora seu crime seja menos visível aos olhos do homem.

Prestemos atenção ao que nos diz a criança que temos guardada no peito.
Não nos envergonhemos por causa dela. Não vamos deixar que ela tenha medo,
porque está só e quase nunca é ouvida.

Vamos permitir que ela tome um pouco as rédeas de nossa existência.
Esta criança sabe que um dia é diferente do outro.

Vamos fazer com que se sinta de novo amada. Vamos agradá-la – mesmo que
signifique agir de maneira a que não estamos acostumados, mesmo que pareça
tolice aos olhos dos outros.
Lembrem-se de que a sabedoria dos homens é
loucura diante de Deus. Se escutarmos a criança que temos na alma, nossos olhos
tornarão a brilhar. Se não perdermos o contato com esta criança, não perderemos
o contato com a vida.

Vivamos todos os instantes mágicos de 2009!

Grande Fênix (in memoriam de Neda Soltani)


Neda Agha Soltani: heroína das mulheres iranianas.

Vôe Neda,

Nas cinzas do esquecimento

Não hás de ficar imersa;

A Grande Fênix,

Chamada Esperança,

Persistente,

A última remanescente

De toda Criança,

Te levará ao sublime firmamento,

Sobre um lindo tapete persa.

 

Vôe Neda,

Não há buraco, não mais,

Em teu coração de diamante.

Por ti seguimos, todos, adiante,

Lutando, gritando, pedindo paz.

Ainda que esperemos a todo instante,

Pelo Navio da Liberdade, grande e possante,

Por toda a Vida, neste solitário cais.

Por que Jesus não se tornou Rei dos Judeus?


Antes de começar a dissertar sobre o assunto do título, tenho que fazer uma breve introdução de matérias que serão abordadas.

Quadrados Mágicos – conhecidos pelos matemáticos como matrizes do tipo n x n, de n linhas e n colunas. Conta com a peculiaridade de obtermos sempre a mesma soma dos elementos em qualquer coluna, linha ou diagonal.

Exemplo de Quadrado Mágico, também chamdo de khamea, do tipo 3 x 3.
Exemplo de Quadrado Mágico, também chamdo de khamea, do tipo 3 x 3.

No exemplo acima, temos uma matriz 3 x 3, em que em qualquer coluna, linha ou diagonal, a soma dos elementos será sempre a mesma, nesse caso 15. E como sabemos que sempre dará 15? Resposta: basta distribuirmos os algarismos de 1 a 9 (nesse caso, pois 3 x 3 = 9). Ao somarmos todos os elementos, de 1 a 9, e dividirmos o resultado pelo número de seções (colunas ou linhas, nesse caso 3), obteremos 15 (ou seja, 45 / 3).

Para descobrirmos a soma dos elementos (também chamada de número planetário) de uma coluna ou linha de matriz n x n, em que n é o número de seções (colunas ou linhas), segue a fórmula:

S= (n + n³) / 2

Por que falar de quadrados mágicos aqui? Vejamos.

Ontem tive um sonho estranho, desses que você sabe exatamente que não nasceram de suas idéias, simplesmente. Posso falar apenas da matéria em si, mas não dos eventos do sonho, por motivos pessoais.

Lendo um post interessante em um blog ontem, acabei adormecendo, meditando sobre o assunto. E tinha a ver com as correlações místicas e cabalísticas dos khameas, ou quadrados mágicos para os antigos. Mas, o que obtive de conclusões no sonho não tinha visto no post do tal blog. Foi algo novo. Poderá até parecer maluquice para alguns que lerem o post, mas fez todo o sentido para mim.

A maioria dos graus ligados à Rosacruz ou aos gnósticos trabalha com graus baseados nas Emanações da Árvore da Vida. Esta estrutura foi desenvolvida inicialmente nos Templos de Toth/Hermes, mas contava apenas com sete graus, baseados nos Planetas Alquímicos (Lunae, Mercure, Veneris, Martis, Jovis, Saturni e Solis), sendo Solis o mais avançado. Cada grau possuía um Kamea (Quadrado Mágico) correspondente. Mais tarde os Pitagóricos finalizariam a estrutura para conter 10 esferas numeradas, como conhecemos hoje em dia.

Como os Khameas só são possíveis a partir do 3, então estabeleceu-se uma correlação numérico-cabalística entre números e planetas (arquétipos). Assim:

Saturno = 3;  Júpiter = 4; Marte= 5;  Sol= 6; Vênus= 7;  Mercúrio= 8; Lua= 9.

E onde Jesus entra no sonho, digo, na história??

Como todos sabem, o arquétipo astrológico ligado ao domínio, ao juízo, ao Rei é Júpiter. E o número de Júpiter é 4. Numa matriz quadrada mágica 4 x 4, obtemos o número planetário pela fórmula citada acima:

S = (4 + 4³) / 2= (4 + 64) / 2= 68 / 2= 34.

Esse é o número do Rei numa manifestação particular, enquanto homem perfeito, realizado. Daí, me lembrei, no sonho, do 33, que também é um número cabalístico. Mesmo que Jesus não tivesse morrido aos 33 anos, esse era um símbolo atribuído a ele, significando algo transcendente, pois que os números estão pelo menos um grau acima das palavras compostas, em termos de sublimidade. Ele morreu aos 33 anos. Fez de tudo, foi quase coroado. Era Rei de berço, pela sua linhagem davídica, mas não foi coroado. Ele foi 33, e não chegou ao 34. Quase chegou, quase!!

Nas Tradições esotéricas e cabalísticas ocidentais, há quase uma unanimidade em atribuir a figura de Jesus à esfera 6 (Tiphereth, a Beleza) da Árvore da Vida. Ela é representada pelo Sol. O Sol, mais do que ser Rei apenas, traz a Luz. Está entre 12 constelações zodiacais, assim como Jesus estava entre 12 discípulos. Sem contar que todos os mitos solares das tradições anteriores a Cristo no mundo, se referem a deuses sacrificados e abnegados, que dão a vida pelos seus seguidores e pela humanidade.

Mas o que mais me intriga é o seguinte: não tenho qualquer dúvida que Jesus está ligado ao Arquétipo Solar, mas ao executar os cálculos do quadrado mágico com n=6 (Sol), matriz 6 x6, obtemos a seguinte figura:

Khamea (quadrado mágico) do Sol, matriz 6 x 6.
Khamea (quadrado mágico) do Sol, matriz 6 x 6.

Conclusões:

Calculando o número planetário dessa matriz, temos S= (6 + 6³) / 2= (6 + 216) / 2= 222 / 2= 111. Mas, e se somarmos todos os elementos da matriz?? Cada coluna ou linha soma 111. Logo se multiplicarmos por 6, temos… 666!!!

Não digo que Jesus tenha sido a Besta, mas que se alguém, no futuro, querer se comparar a Ele, declarar ser Ele, será alguém de 666, do Sol, que agrupará não 12 apóstolos, ou 12 constelações. Será alguém pacífico, cativante, que atrai seguidores e tem forte carisma. Será a imitação perfeita do Logos Iluminador. Será um Illuminatus, alguém já com os graus de Adepto, com domínio da Mente e dos 4 elementos. E quando um Adepto é do lado “negro da Força”, elé é mau mesmo!! Talvez seja o messias judaico, a reunir as 12 tribos de Israel a lutar contra o mundo…

Mas Jesus também era regido pelo 666, número de homem. E, logo se o tal Anticristo vir, e for um homem, será a antítese de Jesus, mas com o mesmo grau de adiantamento, ou pelo menos, em teoria, com as mesmas prerrogativas, representadas pelo 666, o Sol Invictus

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Referências: http://ateuspontocom.blogspot.com/2009/05/quem-tem-medo-dos-illuminati.html