Essencialmente Instável


Perambulo enquanto vivo.
Porém, não vivo se paro.
Mover-me, me é mais caro,
Em tempo frio ou mesmo estivo.

Vagabundo das idéias,
Andarilho das emoções.
Personagem, eu, das canções
Das minhas próprias epopéias.

Ulisses sem Odisséias,
Um herói sem invenções,
Um viajante sem amparo.

Sou eu, quando da paz me separo,
Esse clima de múltiplas estações;
Então, com o Amor me deparo.


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Nota >> Essa poesia saiu também quentinha do forno agora. Baseado no que escrevi no post anterior, mas princípalmente por certos comentários e certos blogs, que têm me inspirado e me feito entrar em ebulição. Principalmente, depois que minhas pérolas têm sido guardadas por seis chaves (aquele que souber o que isso quer dizer, já sabe bastante!!).

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Vagabundo Confesso – Dazaranha


Bem, seguindo a idéia da Syssim, e eu adorei a idéia, vou postar de vez em quando um clipe de algum som que me faça feliz. A música que vou mandar aqui é de um grupo nativo de Floripa mesmo, o Dazaranha, que toca um pop rock todo original, enfatizando temas ilhéus de Floripa. Essa música fala de tudo que eu gosto: mar, natureza, uma cama, café, suco de laranja, Yemanjá, praia, rio, mato. Nos seus arranjos, emprega uma miscelânea de instrumentos de cordas e percussão que me contagiou.

Junto, vou colocar a letra da música. E espero que agrade a todos, e também à Syssim, da qual plagiei a idéia.

Enfim, a música é um dos retratos com os quais descrevo minha alma de “vagabundo” das idéias, “andarilho” das emoções.

Sou vagabundo eu confesso,
Da turma de 71

Já rodei o mundo
E nunca pude encontrar
Lugar melhor para um vagabundo,
Que um rio à beira mar
Odoiá odofiaba!!

Salve, minha mãe Iemanjá
Que foi que me deram pra levar
Pra dona Janaína que é sereia do mar
Pente de osso, laços e fitas
Pra dona Janaína que é moça bonita
Que é moça bonita

Café na cama eu gosto
Com um suco de laranja
mamão
Iêêê e um fino em cima da mesa
Amanhã quando você,
Quando você for trabalhar
Tome cuidado
Que é pra não me acordar
Eu durmo tarde,
A noite é minha companheira
Salve o amor salve a amizade,
a malandragem,
a capoeira
É a capoeira(2x)

Sou vagabundo eu confesso

Nada de novo sob o Sol


Comentando um post no Dihitt, hoje, me surgiu, essa poesia em minha alma:

Nada de novo sob o Sol!!
Nada de novo, nem a insolação!!
Mas como cada um é um mundo,
Meu sol continua quente,
E o sol de muita gente
Sinto que é frio como Plutão.
Mas não te caves:
O que meu coração sente,
(Esse nobre Astro-Rei, vagabundo)
Mesmo, é tua eterna translação.
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Stella Matutina


O anjo da liberdade nasceu antes da aurora do primeiro dia, antes do próprio despertar da inteligência, e Deus a chamou de Estrela da Manhã..

“Gloria, pois ao Pai que sepultou o exército de Faraó no Mar Vermelho!
Glória ao Filho que rasgou o véu do templo e cuja pesadíssima cruz, posta sobre a coroa dos césares lançou por terra a fronte dos césares!
Glória ao Espírito Santo, que deve varrer da Terra com seu sopro terrível todos os ladrões e todos os algozes, para dar lugar ao banquete dos filhos de Deus!
Glória ao Espírito Santo, que prometeu a conquista da Terra e do Céu ao anjo da liberdade.”

O anjo da liberdade nasceu antes da aurora do primeiro dia, antes do próprio despertar da inteligência, e Deus a chamou de Estrela da Manhã.
Ó Lúcifer! Tu te separaste voluntária e desdenhosamente do céu onde o sol de afogava em sua claridade, para sugar com teus próprios raios os campos incultos da noite.

Tu brilhas quando o sol se deita, e teu olhar cintilante precede o despertar do dia.
Tu cais para subir de novo; experimenta a morte para melhor conhecer a vida.
Tu és a gloria dos antigos do mundo, a estrela da tarde para a verdade, a bela Estrela da Manhã.
A liberdade não é a licença; pois a licença é a tirania.
A liberdade é a guarda do dever, porque revindica o direito.
Lúcifer de quem as idades de treva fizeram o gênio do mal, será verdadeiramente o anjo da Luz, quando tendo conquistado a liberdade a preço de reprovação, fazer uso dela para se submeter à ordem eterna, inaugurando assim a glória da obediência voluntária.
O direito é somente a raiz do dever, é preciso, pois para dar.
Ora, eis como uma alta e profunda poesia explica a queda dos anjos.
Deus dera aos espíritos a luz e a vida, depois disse-lhes: -Amai.
Que é amar? Responderam os espíritos.
Amar é dar-se aos outros, respondeu Deus, Os que amarem, sofrerão, mas serão amados.
-Temos o direito de nada darmos e nada querermos sofrer, disseram os espíritos inimigos do amor.
Ficai no vosso direito, respondeu Deus, e separemo-nos. Eu e os meus queremos sofrer e até morrer para amar. É nosso dever!
O anjo decaído é, pois aquele, que desde o princípio recusou amar; ele não ama e é todo o seu suplico; ele não dá, e é sua miséria; ele não sofre, e é seu vazio; ele não morre e é o seu exílio.
O anjo decaído não é Lúcifer, o portador da  Luz; é Satã, o profanador do amor.
Ser rico é dar; nada dar é ser pobre; viver é amar, nada mar é ser morto; ser feliz é devotar-se; existir só para si é reprovar a si próprio e se enclausurar no inferno.

 

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 Fonte: http://www.pistissophiah.org/a_estrela_manha.htm