Vida Destemida


De que vale a vida em meio à covardia??
De que vale ela sem um pouco de poesia??
Se a mesma Vida é a Grande Mãe-Musa
Dos homens cegos e dos de mente obtusa!!

O que somos nós para ti, ó Primeira Vida,
Nós, as crianças da Luz interna abafada??
O que fazemos por vós, ó Mãe Incriada,
Se não formos corajosos, de vida destemida??

Em meu peito incendeias uma brasa infinita,
E em minha Língua, Palavra de Amor bendita,
Para a renovação do velho coração dormente!!

Ó Vida, se a língua mata o Amor, quando mente,
Se o homem, quando ama, não diz o que sente,
Fecha minha boca, e corta minha língua maldita!!

– Sob inspiração das palavras de Gemária Sampaio, amiga querida, comentando o
post
O
Barroco é Pop?? (por Clóvis Bulcão)

Parque da Serra do Tabuleiro e Guarda do Embaú – Santa Catarina


Atendendo a pedidos de leitores, estou postando hoje especialmente para celebrar duas das paisagens mais belas e/ou frequentadas de minha cidade: Palhoça, estado de Santa Catarina.

 

Parque Estadual da Serra do Tabuleiro

É a maior Unidade de Conservação do estado de Santa Catarina. Ocupa cerca mais de 1% do território catarinense, ou seja, 874 km², aproximadamente. Abrange áreas dos municípios de Florianópolis, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Águas Mornas, São Bonifácio, São Martinho, Imaruí, Garopaba e Paulo Lopes.

O Parque tem variada vegetação, reunindo cinco das seis composições botânicas do Estado. Começa no litoral, com a paisagem da Restinga, sobe a serra, alcançando o planalto em meio à vegetação dos Pinhais, passando, nessa transição, pela Floresta Pluvial da Encosta Atlântica, vegetação da Matinha Nebular e os Campos de Altitude da chapada da serra. Dentre a vegetação formam-se rios e córregos que serão responsáveis pelo fornecimento da água potável utilizada pelos moradores de toda Grande Florianópolis.

Dentre os onze habitats principais (ecossistemas) identificados num estudo recente  realizado pelo Banco Mundial/Fundo Mundial para a Natureza (WWF) para a América latina e o Caribe (LAC), cinco deles ocorrem no Parque: florestas tropicais úmidas de folhas largas (mata atlântica), florestas tropicais de coníferas (floresta de araucária), restingas, campos de altitude e manguezais. A maior parte do Parque está coberta pela mata atlântica, uma ecoregião terrestre considerada pelo estudo do Banco Mundial de máxima prioridade regional para a conservação da biodiversidade. Outro estudo recente do Banco Mundial inclui o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro numa lista dos habitats naturais críticos na região da América latina e do Caribe.

A sede do Parque fica às margens da BR-101, no município de Palhoça, a 40 km de Florianópolis, em direção ao Sul do Estado. A sede do Parque estava fechada para reformas desde 98 e agora foi reaberta com maior estrutura para receber os visitantes. Foram construídos um centro de visitantes, portal, estacionamento, local para controle e recepção e trilha interpretativa. O centro de visitantes é a maior edificação com 270m2 de área construída e auditório para 80 pessoas, área para administração, oficinas de educação ambiental, recepção e banheiros, inclusive para deficientes. Na trilha, com 1.000m, os visitantes são acompanhados por guias. Localizada na Baixada do Maciambu, uma área de restinga, a trilha permite caminhar por partes da sede do Parque antes inacessíveis, observando a fauna e a vegetação local. O Centro funciona de segunda à sexta, das 13h às 19h e a entrada é gratuita. As visitas podem ser agendadas através do telefone (48) 3286-2624.

 

Guada do Embaú (praia da) – Palhoça – Santa Catarina

A praia da Guarda do Embaú localiza-se ao sul do município de Palhoça, estado de Santa Catarina. É internacionalmente conhecida prlos surfistas e praticantes de ecoturistas, assim como veranistas da América do Sul. A praia é lembrada sempre como sede de etapas da WCT e do WQS, circuitos internacionais de Surf. Teve como núcleo incial uma vila de pescadores, com um rio que corta a praia e deságua no mar, através de um canal proporcionando assim estas duas opções de lazer.

 

O mar  propício à prática do surf sendo considerado um dos melhores locais do  Brasil, e o rio ideal para caiaque, passeios de barco, que são oferecidos pelos próprios nativos, e outros esportes praticados em águas calmas.É um paraíso em meio a natureza, preservado pelos nativos e turistas.

Para aqueles que desejam se aventurar, a Guarda reserva momentos inesquecíveis. Nem precisa ir tão longe. Para chegar a praia ou você atravessa o rio ou faz uma caminhada de uns 8 minutos entre as trilhas do morro que da acesso a praia.

Se preferir algo mais emocionante, é só pegar a estrada e ir a Cascata da Zanela.

Cascata do Zanela
Cascata do Zanela

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Fontes:

http://www.guardadoembau.com.br

http://www.fatma.sc.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=76&Itemid=157

Liberdade, a Guardiã do Dever.


Hoje em dia, um grande número de pessoas, e temo que no futuro venha a ser a maioria, pensa e acredita, que Liberdade seja sinônimo de libertinagem. Esses querem, sim, a anarquia!! Na década de 70 e 80, quando virou modinha os círculos e grupos que diziam “estudar” os escritos de Aleister Crowley, muitas pessoas começaram a interpretar de forma bizarra um de seus mais famosos adágios:

Faze o que tu queres, pois há de ser tudo da Lei.
Fazer o que eu quero significa realizar minha Vontade Verdadeira, a vontade que está pulsando no íntimo do meu ser: cumprir meu próprio destino, sem me deter pelas circunstâncias. Esse destino, a cada qual, é dado a conhecer ao longo da vida, ora em pequenas doses homeopáticas, ora de uma vez só, como foi a Einstein.
Fazer o que eu quero não significa fazer a outrem o que eu não gostaria que me fizessem. Assim, eu só mataria alguém se eu tivesse instinto suicida ou desejasse que alguém me matasse também. Fazer o que eu quero, realmente, denota uma supraconsciência sobre o dever de cumprirmos e levarmos a bom termo nossas habilidades, em prol da humanidade. Faço a outros o que desejo que me façam, pois o mesmo ar que me anima os pulmões é o mesmo que faz queimar o fogo que me aquece, que percorre os respiradores artificiais nas UTIs. É exatamente o mesmo ar que inspiro que é constituído por 21 % de oxigênio e que é essencial a Vida de todos. O ar que percorre algo que eu matasse, entraria em minhas narinas com odor de morte!!
Em um post de outro blog meu, chamado Stella Matutina, cito umas das frases que mais me tocaram na vida, e que me trouxeram um pouquinho de Luz, constante de um dos livros de Eliphas Levi:
A liberdade não é a licença (libertinagem), pois a licença é a tirania.
A liberdade é a guarda do dever, porque revindica o direito.

Só se pode reinvindicar qualquer direito, quando se cumpre o dever. Cumprir o dever é reinvindicar sua liberdade, protegendo a liberdade do próximo. Só podemos ser livres se guardamos a liberdade do outro, pois cumprindo com o que nos compete, teremos direito de exigir a mesma coisa dos semelhantes. Faz o que tu queres, cumpre o dever, sem se deter em nada, pois assim é encima como é embaixo, e dessa forma, tudo há de ser conforme a Lei.

Vejo multidões, vizinhos, empregados, ladrões, criminosos, políticos agirem, alegando ser de sua alçada, alegando ser de sua liberdade, reinvindicando coisas pelas quais não fizeram nada para merecer, roubando e se apossando do que não viram nascer, pelo que não trabalharam para fazer crescer. Vejo vândalos quebrando pelo que não pagaram (a maioria não trabalha e, assim, não paga impostos). Se pagassem por aquilo que agora quebram, não teriam tempo para quebrar nada. A Liberdade não é fazer tudo que desejamos, mas desejar livremente realizar tudo que devemos fazer. É saber, e procurar saber mais, sem preconceitos, sem interferências, qual o caminho para a nossa felicidade verdadeira.
Ser livre é não ter amarras. Ser livre é não se deixar levar pela multidão, pelo ódio cego, pela fé irrefletida, pelas crenças não-fundamentadas pela Consciência. Ser livre é navegar um barco à vela, escolhendo o vento que nos guiará, escolher a ilha em que aportaremos. Ser livre significa renegar a escravidão pelas circunstâncias, não responder pelos erros alheios, não carregar os méritos alheios, é levar somente o que é nosso. É ser como Yeshua (Jesus): abraçar a cruz, seu destino escolhido, sem ressentimentos, livremente. Mas nem tudo é cruz na vida, e nem todo jardim é feito com rosas…

Madrepérola


Um pescador mergulhou em si mesmo:

Foi buscar no leito misterioso do oceano

Uma pérola para sua vida, mas não a esmo,

Pois seu coração é bravo, ainda que insano.

Não levou arpão, não levou nem rede;

Não pensava em comida e não tinha sede.

Pois a pérola lhe ia mudar inteiro o nome,

Que era Ira, mas que com a Alegria agora some.

Lama levantou, e a foi caçar lá no fundo;

Procura mais árdua e intensa não há no mundo.

Mais a ninfa, a nereida, brilhou acima de si:

“Vem, triste pescador, vem a sorrir aqui!!”

Entre soluços e borbulhas, à deriva naquele sorriso,

Trêmulo, mas nadando, se aproximou de improviso.

Ouviu atento: “As pérolas são sorrisos a brilhar

No coração do meu mundo, no coração do teu Mar”!
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