Divagações filosóficas: a “ressurreição” de Jesus


Acordei hoje atrasado. Atrasado para o que mesmo? Para ir ao batismo de minha enteada, que está para completar 12 anos. Disse que não me lembrava, pois fazia algum tempo que não ia à Igreja católica. Aprendi desde cedo, em nossa Casa de Umbanda, o que é religião-raiz, e como, mesmo professando a fé nos Orixás, devemos respeitar as memórias que guardamos de quando não éramos filhos-de-santo. Religião-raiz seria, então, a fé no meio da qual nascemos, fomos criados e educados, a religião de nossos pais carnais.

A missa até que não me causou enfado, pois o padre aqui da paróquia é uma pessoa dotada de boa palavra, sabe falar para pessoas de diversas mentalidades, sem contudo abdicar do discurso a que se propõe. Mesmo sendo, no coração, um cristão, pois levo no peito os ideais humanistas de Cristo (e não do cristianismo, o que é bem diferente), é fato que quando estamos em outro ambiente religioso esquecemos ou deixamos que se diluam as lembranças e o sentimento religioso de outrora. E a prova de que ainda nutro bastante simpatia pelos ideais cristãos é que, durante o sermão e os ritos da missa, fiquei com o pensamento dividido entre Cristo e as lembranças dos Orixás.

Então, durante o sermão, depois de cada palavra-chave proferida pelo padre, comecei a divagar, devanear mesmo, acerca de assuntos ligados a Cristo: sua vida, os fatos obscuros e polêmicos narrados pelos Evangelhos que conhecemos e os de Nag Hammadi (apócrifos).

E é justamente nesses momentos de aparente transe, devaneio, desdobramento, que extraimos e sintetizamos as principais idéias novas que surgem em nossa vida. Afinal, por experiência própria ou não, aprendi que os principais “ventos” da inspiração passam por nós durante as crises nervosas, exacerbação dos sentidos (visão de uma paisagem, cheiro de flor, audição de uma ópera, etc.), emoção profunda, comoção da morte iminente e… abstração do pensamento filosófico-religioso. Pensar sobre idéias sobre as quais não sabemos muito, portanto abstratas, como Arquétipos, quase sempre tende a alterar, nem que levemente, nosso estado de Consciêcia. Então, à medida em que o padre dava seu sermão, me vieram questões e algumas idéias soltas na cabeça. Nessas horas, nunca temos um caderno de anotações. Isso é o que me irrita…

A primeira coisa que me veio à mente foi, quando aquela multidão de gente de todos os tipos começou a rezar o Glória. Vi então o poder que o Papa traz consigo. A Bomgbogira de nossa Casa disse que a Igreja não possui “fundamento”. Aqui, a palvra “fundamento” não denota a razão de ser da religião, mas uma hierarquia espiritual que, através de um centro comum (um templo, um objeto magnetizado, um altar “original” e imantado), conduz e protege as almas dos que são ligados ao serviço daquela religião. Exemplos de religiões que possuem fundamento são a Maçonaria, a Ordem Rosacruz, a Umbanda e Candomblé, e também ramos hunduístas e do Budismo Tibetano. Também concordo, pois as orações e rituais são destinados a uma personalidade cuja acepção é indevida, como no fato de Cristo ser Deus e ter sido homem ao mesmo tempo. Os milagres dos “santos”, os fenômenos “sobrenaturais” são atribuídos de forma supersticiosa a esse santo ou aquele objeto, quando na verdade, podem muito bem ser fruto da ação da fé individual ou coletiva, a que eu chamo de mente-grupo ou egrégora. Então, desconhecendo os fenômenos de sua própria religião, os católicos, ou a maioria deles, jazem no que temos por ignorância.

Inevitavelmente, me veio algumas questões acerca da vida de Jesus, o Messias. Esse homem é, sem sombra de dúvida, o maior Iluminado dessa era, aliás, aquele que a inaugurou. E, a despeito do que falam os thelemitas, ele não foi o culpado, e suas idéias, de mergulhar o povo na ignorância. Os seres humanos não necessitam de quem os faça ver como são ignorantes. Veio, com uma missão, cumprindo profecias judaicas antiquíssimas. Apenas suas palavras foram mal-interpretadas, ou distorcidas deliberadamente por gente oportunista, sedentas de poder. Mas a essência de sua mensagem vai ecoar durante muito mais tempo do que Crowley previra. E a corrente cristã (à qual Crowley apelidava de “corrente  astral já morta”), não a corrente ignorante e supersticiosa, mas dos adoradores do Santo Espírito, se estenderá e sobreviverá quando a essência do Verbo se revelar cristalina, aos olhos dos que os têm para ver, e aos ouvidos dos que os possuem para ouvir. E a Verdade libertará os corações dos que a buscam, e lhes dará vida em abundância.

O padre começou a falar da cura do surdo-mudo, tema da liturgia de hoje. Falou algo que me surpreendeu positivamente: que a cura do surdo-mudo, em si, de nada valia; Jesus o havia curado somente para lhe trazer ânimo novo e esperança ao seu coração. Imaginem: pobre e ainda deficiente físico, naquela época?? Pensei também que Jesus recomendava que não espalhassem notícias de cura, não só para evitar que lhe perseguissem, mas  para que a vaidade e a soberba não lhes trouxessem novamente “doenças” na alma e apertasse novamente o “nódulo” do Karma.

E quando ele falou da “ressurreição” de Jesus, me veio estranhamente à mente a novela das nove horas da Globo: Caminho das Índias. Mas, por que? Depois de cinco minutos pensando, enquanto corria a missa, me lembrei de como o personagem Raul (Alexandre Borges) simulou a própria morte para fugir com a Ivone (Letícia Sabatella). Ela aplicou um narcótico que causava uma letargia profunda, profunda mesmo. Os sinais vitais desapareceram, aparentemente, é claro, mas havia preservação interna dos órgãos, e os neurônios, simplesmente, “hibernavam”. Não havia morte cerebral mas, ao mesmo tempo, não havia sinais que indicassem que ainda havia vida. Passadas algumas horas, quase um dia, antes de ser enterrado, ele acorda “milagrosamente”, depois de passado o efeito da droga, e troca de lugar com um fardo de peso, no caixão. Enterram, então, um fardo não-humano.

Bem, sabe-se que Jesus passou dos 12 anos em diante (e aos 13 anos õ rapaz faz a primeira iniciação à vida adulta no judaísmo, o Bar-Mitzvá) um bom tempo no Templo, estudando com sumos-sacerdotes (doutores nos segredos da Cabala) e com os essênios, anos mais tarde. Além do mais, quando já com seus 30 anos, tinha como companhia e aliado em Jerusalém, o Rav (Rabi) José de Arimatéia, que teria grandes conhecimentos em Cabala e Medicina Secreta.

Quadro "AÚltima Ceia", de Leonardo Da Vinci.
Quadro “A Última Ceia”, de Leonardo Da Vinci.

Vamos analisar cronologicamente:

1) Jesus anuncia suas intenções de “entregar” seu corpo para que todos vivam. Jesus e seus seguidores estavam sendo perseguidos pelas autoridades. E teriam muito mais motivos que pensamos, já que Jesus sendo um descendente de Davi talvez pretendesse ao trono. Com certeza, o reino de Jesus não era deste mundo, principalmente considerando a origem elevada de sua Essência. Mas, e se ele fosse mesmo casado com Maria de Betânia (ou como queiram, Madalena)?? Maria de Betânia, segundo alguns teóricos, seria também descendente de um ramo real davídico. A passagem que narra Jesus entrando, montado num jumento, e sendo aclamado como Rei pelo povo de Jerusalém fortalece bastante essa teoria. Jesus pretendia restabelecer a realeza, mas sabia que não conseguiria. Ao menos queria ser aclamado como rei, antes de ter que realizar sua tarefa. E qual tarefa era essa??

2) Com sua seita sendo perseguida pelos sacerdotes, que tinham medo que Jesus reinvidicasse a Realeza e conclamasse o povo a uma revolta contra os romanos (o que, para eles, signifcaria a perda de seu poder e o extermínio do povo judeu), Jesus deve ter pensado:

 – Se eu me entregar, o povo enterrará de vez o sonho da restauração de Israel, pois chamarão ao Rei de fraco. Se eu não me entregar, vão dizimar esse povo todo que me segue e apóia. O melhor a fazer é que alguém me “entregue”. Assim, não passarei por fraco, eles terão a quem querem, saciarão sua ira e ninguém mais morre, além de o povo poder continuar a esperar pela vinda do  Messias. Para eles, não serei mais o Messias. Não perderão a esperança. Mas quem irá “me entregar”?? Tem de ser alguém fiel, que não corra o risco de contar tudo se submetido a torturas. Já sei, será Judas (que era um “terrorista” e ativista político)!!

3) Na hora do “acerto”, Jesus diz a Judas: “Vai fazer o que tens a fazer”. E Judas sai correndo “executar o serviço”. Judas aceita a grana de um mês de serviço de lavrador (30 denários) e traz o pessoal (quase 500 soldados, um batalhão daquela época). Isso era para o caso de, quebrado o contrato, os soldados matarem a todos (em torno de 5 mil seguidores). Para os sacerdotes era confortável, pois eram “patriotas” e não precisariam matar gente do seu próprio povo.

4) O sinal era um beijo. Era o combinado. Houve um certo tumulto quando puseram as mãos em Jesus, mas Jesus disse que ali estava quem eles foram pegar. O povo foi liberado. O fato de Judas ter se suicidado depois é por estar consciente do que seu Mestre teve de fazer para salvar a todos eles, e que ele e os outros, na sua visão, não mereciam que o Mestre morresse por eles todos, ele que era o Rei de Israel por direito. Mas Judas não sabia da missa a metade…

5) Fico pensando se José de Arimatéia, enquanto Jesus era interrogado, não estaria preparando uma daquelas drogas letárgicas, como a que o personagem Raul tomou. Será que José de Arimatéia, que estava presente ao interrogatório de Jesus, não teria feito chegar a Jesus, através de algo para beber, a droga à Jesus??

6) Jesus é crucificado. Não aceita nem vinagre para beber. Bem, se estivesse com muita sede, e me esvaindo em sangue, com certeza, eu tomaia até mijo!! Não teria aceitado o vinagre para não diluir a droga e lhe tirar o efeito??

7) Jesus vê o “apóstolo amado” e sua mãe, Maria e fala: “Filho. eis aí tua mãe”, e a Maria: “Mulher, eis aí teu filho”. Bem, isso aí pode ter sido uma adulteração sutil de palavras. Esse tipo de recomendação pessoal é dada, no Oriente Médio, quando o homem, no leito de morte, recomenda a esposa à sua mãe, para que seja dali em diante como filha, e vice-versa. “Apóstolo amado”, pois Maria de Betânia era também sua apóstola, segundo os Evangelhos.

8) Bem, logo depois, José de Arimatéia vai até Pilatos, aflito, pedindo para que pudesse ele tirar o corpo de Jesus logo da cruz. Estranho, pois os condenados à cruz eram amaldiçoados pelo povo e tinham seus corpos deixados para que os urubus comessem o cara. Ninguém, segundo a lei judaica, poderia tocar no corpo de um condenado ao madeiro. Muito menos José de Arimatéia, que era membro do Sinédrio (conselho dos sacerdotes). Mais curioso ainda: a sorte de Jesus foi que não lhe quebraram as pernas, senão a ferida exposta poria fim à integridade do corpo sob o efeito da droga. Se fosse uma fratura exposta, o resto do sangue se esvairia. Aí ninguém daria jeito. Ou, se fosse fratura íntegra (não exposta), geraria um edema grave com coagulaçao instantânea, já que depois de fazer efeito a droga, o fluxo sanguíneo estaria praticamente nulo. Alguém deve ter impedido de que lhe fossem quebradas as pernas, que era para apressar a morte que, devido a isso. ocorria por sufocamento: o corpo, pendurado, perdia o único apoio, o das pernas, e o peso do corpo comprimia os pulmões até a morte por asfixia.

9) Depois de mais de um dia desacordado (sexta-feira à tarde até domingo de madrugada), todo quebrado, Jesus acorda e sai todo machucado, mas vivo de dentro do sepulcro. Na verdade, não houve embalsamamento funerário, mas o tratamento das graves feridas, causadas por pelo menos uma hora de flagelação com o “gato de 9 caldas” e pelos enormes cravos da cruz. O efeito da droga já havia acabado por completo. A causa do adormecimento profundo dos soldados, eu não sei. Suborno ou  uma outra droga misteriosa dada a eles ou aplicada, quem sabe. Mas tudo correu conforme o previsto. O Rei estava vivo, não mais para ser Rei, mas vivo. E seus seguidores continuariam vivos também, tendo esperança, e iriam espalhar suas palavras por toda a Europa, Norte da África e Oriente Médio.

10) Mais de um mês depois de ter aparecido vivo para Tomé (com cara de babão) e os outros, Jesus encontra seus apóstolos na Galiléia. O final, de que Jesus teria subido ao céu de corpo e alma, é claro, para mim é folclore e foi inserido muito tempo depois de os evangelhos originais terem sido escritos. Afinal, um Homem-Deus não poderia passar o resto de sua “eternidade” num mosteiro essênio (para a Igreja, gente suspeita!) no alto do Monte Karmel nem fazendo um tour pela Índia.

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5 Replies to “Divagações filosóficas: a “ressurreição” de Jesus”

  1. Admito, eu não consegui ler tudo ..

    Mas veio um momento nostálgico de uma sala de aula, estávamos falando de mitos e lendas na aula de pensamento imaginário, ela passou um vídeo sobre teorias da conspiração, nele, dizia que jesus era um mito e talz.

    Comparou a historia de jesus a vários e vários outros deuses ao longo dos anos e até mesmo que tinham vindo antes dele (Deus Sol) que tinham tido 12 carinhas, morrido e renascido 3 dias depois… fez mao comparação ao sol que nesses três dias não teria levantado na terra por 321654651321657 razões.. oh céus, eu quase dormir nessa aula @_@

    http://calcinhasuja.wordpress.com/

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    1. Oi
      Se não conseguiu ler td eu te resumo: tenho razões para crer q Jesus foi sim um ente histórico e existiu, pois não só fontes católicas q remetem a ele, mas judaicas, egípcias e as tradições árabes pré-islâmicas. Jesus, como inteligente q era, arranjou um jeito de salvar seus seguidores do extermínio, se entregando, se livrando da morte por um artifício como o visto na novela “Caminho das Índias” na simulação da morte do personagem Raul Cadore. E ainda conseguiu fazer com q muita gente poderosa o temesse, mesmo depois de sair de cena. Não corria perigo, já q estava “morto”, e foi terminar a vida no Monte Carmelo com os essênios num mosteiro.

      Jesus estava sendo perseguido por ser da casa real de Israel, e corria perigo, pois os sacerdotes pensavam q ele iria retomar o trono, conclamar o povo a uma revolta e isso seria o fim de Israel. Ele entrou como Rei em Jerusalém montado num jumento, e isso foi o q fez os caras decidirem q ele devia morrer. Ele estava num dilema: poderia se entregar para salvar a vida de seus seguidores, mas sairia como fraco; ou poderia levar adiante as coisas e todos morreriam. Então ele decidiu q alguem precisaria entregá-lo, “traí-lo”. Assim, ele não passaria por fraco, os caras teriam ele nas mãos e ninguém do povo morreria. Judas só cumpriu ordens de Jesus, e não o traiu, e sim foi o único q teve culhão para fazer o serviço. Mesmo assim, ele pôde sair vivo dessa, já q com uma droga de efeito gradual, anestésico e letárgico, resistiu ao suplício da cruz, foi dado como morto. José de Arimatéia retirou o corpo da cruz bem rápido e não deixou q lhe quebrassem as pernas, já q isso causaria a coagulação do sangue ainda quente pelos hematomas da fratura, impossibilitando q o coração voltasse a bater um dia depois, qdo a droga perdesse o efeito e ele acordasse. O corpo foi levado ao “sepulcro” de José de Arimatéia preparado para ele, onde suas feridas foram tratadas e higienizadas, Um dia e meio depois, Jesus acorda, todo fudido, mas vivo ainda. Encontrou seus discípulos na Galiléia e despede-se, enviando-os para pregar sua mensagem, enquanto viaja para um local seguro, disfarçado, para juntar-se aos essênios, com os quais passa boa parte do resto da vida.

      Espero ter resumido o máximo!!

      Bjs!!

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  2. SAUDAÇÕES!
    AMIGO EBRAEL,
    O seu texto é rico em relatos sobre a vida do Mestre Jesus, e culmina com varias interrogações ambulante.
    Lamento lhe dizer, mas, não assisto à novela em tela ou qualquer outra. Dificilmente assisto TV, salvo alguns telejornais, portanto não tenho o norte que levam a explanação do texto.
    Geralmente os grandes questionamentos inerentes aos temas religiosos naturalmente surgem sobre após a partida do Mestre JESUS, quando alguns se ancoram em doutrinas no afã de defenderem suas religiões o que é natural.
    Outros esquecem que a essência da percepção passada por Jesus, que foi em termos do REINO DE DEUS.
    O qual ele fala e vivenciava o poder misericordioso de Deus, em especial a sua riqueza de tantas experiências, portanto, era sobre o poder salvador de DEUS.
    Enquanto isso, na época, ao que parece para os judeus, salvação, era um assunto interno dos membros e só dizia respeito à comunidade a qual pertenciam.
    Penso que foi por aí, que se deram as origens de tantas religiões, cada uma contribuindo com relevantes trabalhos sociais em prol da evolução de toda a humanidade.
    É o que posso expor sobre o tema para o meu amigo.
    Um abraço fraterno,
    LISON.

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  3. Lison, com certeza abriga religiosa começou depois do sumiço de Jesus, afinal o q havia enquanto ele era vivo era briga política contra Jesus.

    Não acho q tenha havido tantas contribuições sociais por parte das religiões cristãs não, pelo menos não mais do q elas receberam ($$$) em troca.

    Mas, como já me falaram, cada um tem a fé que merece. Essas religiões contribuem para agregar em torno delas as pessoas com desenvolvimento espiritual parecido.

    Mais por isso.

    Paz Profunda e Axé, frater!!

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    1. A evolução é sempre individual e não coletiva. A mensagem de Cristo tem por objetivo a nos levar à perfeição de conduta, ao respeito ao próximo. Somente negam esta verdade aqueles que não leram o Evangelho ou porque estão de má-fé.
      A mensagem de Cristo independe de qualquer religião, portanto, é pessoal e toca ao coração do indivíduo que está pronto para a evolução e perfeição conforme os desígneos cósmicos.

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