A crueldade do sistema de castas na Índia


Alguns murmuradores poderão dizer que, com esse artigo, estou tentando me aproveitar da visibilidade de uma novela. Não nego que a novela Caminho das Índias trouxe ao conhecimento do grande público elementos de uma cultura um pouco distante. E trouxe questionamentos e polêmicas, principalmente. Uma delas é a relacionada ao sistema de castas da Índia.

O sistema de castas é um mecanismo de estratificação social dos membros da sociedade hindu. É baseado na crença milenar hinduísta de que as pessoas nascem com destino e posição determinadas na sociedade. Nas castas nascem e nelas devem permanecer, para que se cumpra o dharma (a Justiça) e se apague o karma, ou os “nós” que o prendem na Roda de Samsara (encarnações no plano físico). Então, não há possibilidade de progresso e ascensão social por esforços próprios. É tirada a esperança aos miseráveis e desfavorecidos, como também a possibilidade aos mais ricos de ajudarem aos mais pobres também, por sofrerem intimidação de suas castas e ameaça de expulsão, o que equivale à exclusão da sociedade.

Estima-se que as castas tenham surgido com a invasão dos Árias à Índia. Os árias eram tribos indo-européias que conquistaram a Índia há alguns milhares de anos. O sistema de castas, propriamente dito, teria surgido por volta de 850 a.C., e as primeiras  referências documentais datam do  período entre 600 a.C. e 250 a.C. Se apresentou como uma forma de segregar os invasores árias (de pele branca, indou-europeus) dos nativos indianos, chamados de dasas (ou escravos, de pele escura). Poderia mesmo comparar o sistema de castas hindu ao de um apartheid, mas com muito mais poder, pois se fundamenta em tradições religiosas antiquíssimas, milenares. E todos sabem como o povo hindu é religioso e tradicional. Se trocarmos em miúdos, até na Índia os europeus mandam, e há muito mais tempo…

As castas são tidas como criadas de partes do corpo de Brahma, o deus supremo do hinduísmo. Temos no alto da hierarquia os Brâmanes (sacerdotes, religiosos e sábios), que representam a boca de Brahma. Originados dos braços, termos os Shátrias (governantes, dignitários e militares). As pernas de Brahma teriam gerado os Vaysias (comerciantes e artesãos), e dos pés teriam saído os Sudras (agricultores e servidores pobres). E da poeira sob os pés de Brahma, começaram a existir (subsistir seria o certo) os Dalits (os “intocáveis”), que era a parte da criação de Brahma que é subestimada como nem sendo humana.

Apesar de todas as manifestações de órgãos humanitários, ao longo da história recente, tendo como ícone pelo fim da discriminação de castas o grande Mahatma Ghandi, o povo, inclusive os marginalizados Dalits, são muito apegados às suas tradições religiosas, mesmo que tais tradições tenham sido trazidas por povos não-indianos. Preferem se resignar aos maus tratos de toda a sociedade do que correr o risco de, por exemplo, reencarnarem em uma árvore ou animal. Nem mesmo com a Constituição de 1947, logo após a independência da Grã-Bretanha, houve significativo avanço nos direitos dos Dalits excluídos da Índia. Muito pelo contrário: a resistência manifestada pelo povo em defesa das tradições, tão excessivamente rígida, criou um clima de maior tensão ainda contra os Dalits.

As escrituras védicas (livros sagrados dos hindus) contém os preceitos básicos para os membros de cada casta. O membro de uma casta já nasce sabendo o que pode comer, o que pode vestir, qual profissão pode seguir e com quem pode se casar. Não há como escapar às rédeas das castas. A filha de um comerciante que se atreva a desdenhar o noivo que lhe foi destinado (muitas vezes, desde a infância) pode ser expulsa de sua casta, o que equivale a se tornar uma dalit.

E como vivem os dalits??

Segundo a tradição hinduísta, os dalits são a sujeira da sociedade, impuros por natureza (talvez uma segregação velada pela cor da pele dos escravos). Eles são a escória segundo a religião. Até mesmo os próprios dalits nutrem essa crença e toleram os ultrajes e crimes cometidos em nome da tradição. Segundo eles, a esperança é de que, suportando os ultrajes e impropérios contra eles, pacientemente, poderão, numa próxima encarnação, merecer nascer numa casta mais elevada.

Os dalits não podem comer o mesmo tipo de alimento dos membros de outras castas, e devem se alimentar em louças quebradas. Suas vestes são as herdadas dos cadáveres ou de outros dalits.

Não podem beber água da mesma fonte ou corrente dos outros, pois poderiam poluí-la. Só podem se casar com dalits, obviamente. Não podem tocar em ninguém de outra casta, nem mesmo a sua sombra pode “tocar” a sombra de outra pessoa.

Não devem estudar. Não podem entrar em lugar algum onde esteja um membro de outra casta nem em templos onde haja um religioso (brâmane). Na prática, isso os impede de praticar a fé, pois sempre, em todos os templos, há um religioso em serviço.

Como profissão, lhes são reservados os serviços considerados impuros, indignos e degradantes: lida com cadáveres (humanos e animais), limpeza de fossas e esgotos, varredura de ruas e acessos exteriores, coleta de lixo de todos os tipos. Resumindo: são tratados como lixo e devem ser mantidos em lugares próprios para o lixo, para o que é descartável, sujo e imundo. Vivem nas fossas e esgotos, pois são considerados a merda da sociedade, para os quais um “puro” não deve olhar, dos quais deve-se manter distância, em local seguro, dos quais precisam se esconder.

Vários crimes são praticados e tolerados pelas autoridades, em nome dos costumes. Mulheres dalits são estupradas e depois queimadas vivas, por serem elas tidas por culpadas do próprio estupro. Em casos de calamidades públicas, como nas enchentes das monções, que anualmente castigam a Índia, os dalits não recebem qualquer ajuda, e isso é encorajado pela população. Hipocritamente, dizem que isso é por caridade, para que morram e tenham seus sofrimentos, ou karma, abreviados.

Este é um depoimento de um cidadão indiano ao National Geographic:

“Girdharilal Maurya acumula pecados. Tem um mau karma: por que outra razão teria nascido numa casta intocável se não fosse para pagar pelas vidas passadas? Reparem, ele é um curtidor de peles: segundo o direito hindu, os trabalhadores dos curtumes tornam-se impuros, e as outras pessoas devem evitá-los e ultrajá-los. A sua indecorosa prosperidade é um pecado. Quem este intocável pensa que é para comprar um pequeno lote de terreno nos arredores da aldeia? Ainda por cima, atreveu-se a reclamar junto da polícia e das outras autoridades, exigindo servir-se do novo poço. Teve o que merecem os intocáveis: uma noite, quando Girdharilal saiu da cidade, 8 homens da casta superior ‘rajput’ foram à sua casa, derrubaram as vedações, roubaram o trator, espancaram a mulher e a filha e queimaram a casa.”

Em outro caso, recentemente, em junho de 2006, um repórter da revista Capricho publicou uma entrevista com um intocável. O entrevistado revelou que seu irmão, por ter invadido o quintal de um vizinho de casta Vaysia, foi castigado, sendo amarrado a uma árvore junto com seu pai: depois de uma tremenda surra, toda sua família foi obrigada a assistir as punições, enquanto o jovem era lentamente devorado por formigas selvagens.

Na foto, uma mulher dalit, chamada Gangashree, que trabalha como limpadora de latrinas na Índia. Créditos: Digvijay Singh/BBC. Vista no G1.

Na prática, o Governo indiano se recusa a apurar e punir casos corriqueiros como esses, pois, como mostra um censo, 80% da população ainda apóia e pratica os preceitos para as castas, inclusive os dalits. Com a condescendência dos próprios dalits, fica difícil haver qualquer mudança. Afinal, essa maioria constitui o contingente que vota. E sabem como são os políticos, não sabem? Apenas de olho nos votos, e não no poder transformador que têm em mãos, capazes de legislarem que são para o bem-estar do povo.

Falamos apenas das principais castas, mas estima-se que haja em torno de 6.400 castas, entre grupos rurais e regionais, cada qual com suas regras e rigores.

E nós, hem?! E nós, e eu também, que ponho o dedo na ferida do fanatismo, muitas vezes, tenho que admitir que boa parte da cultura hindu, incrustada por ideias discriminatórias até nas camadas mais empobrecidas, todas cristalizadas na mente de toda uma sociedade por milhares de anos, é eivada de barbáries e sofrimentos coletivos. Imagino a quantidade de gente nas castas que gostaria de se solidarizar e interagir com gente de outras castas e ajudar o povo dalit e não o faz pelos rigores das tradições, pela intimidação dos senhores de casta. Quanta gente gostaria de se libertar de tais crenças recalcadas e retrógradas, mas não o conseguem, pela força que as idéias religiosas exercem sobre suas mentes!!

Reflitamos, então! Nada de cólera ou intolerância! Devemos praticar a solidariedade e olhar no rosto do próximo sempre como nosso igual.

Namastê!

O Divino em mim saúda o Divino em você!

*******

Leia mais:

http://artedartes.blogspot.com/2008/01/sistema-de-castas.html

http://www.esoterikha.com/grandes-misterios/triangulo-das-bermudas/invasao-arias.php


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24 Replies to “A crueldade do sistema de castas na Índia”

  1. SAUDAÇÕES!
    AMIGO EBRAELL,
    O texto em tela registra de forma inequívoca as raízes de um povo. Em linhas gerais, são um norte de centenas de variáveis que a riqueza cultural de um povo oferece a todos aqueles que queiram viajar em seu fantástico mundo.
    O seu post é simplesmente, magnífico!
    Parabéns pela primordial narrativa!
    Abraços!
    LISON.

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    1. Olá Lison!!

      Realmente eu respeito muito a riqueza da espiritualidade indiana. Mas o que eu vejo são as elites se aproveotando para perpetuar a opressão sobre uma classe que é representada por 300 milhões de indianos. É muita gente vivendo na marginalidade e na miséria completa. É revoltante!! Não é à toa que ainda estão no 3º mundo, assim como o Brasil!!

      Obrigado e um bom fim de semana!!

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    1. O pior é que a maior parte das pessoas continua consumindo a modinha hare-krishna e se encantando só com os aspectos espirituais da religião, tais como os católicos daqui o fazem, estão anestesiados pelo sentimentalismo. Esuqecem o quanto a pobreza, endurecida pela intolerância dos costumes, ainda grassa e judia da maioria da população miserável.

      Bjs e até mais!!

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  2. Poxa, fiz um trabalho sobre a novela .. caminho das indias e uma das coisas que conseguimos foi entrevistar um indiano que estava no Brasil, ele era casado com uma brasilieira 😄 .. perguntamos a ele o que achava da novela e talz, ele criticou horrores, falou que tudo que a novela passava era de anos e anos atras que não existia mais, ficou irritado com o Aribaba e disse que ninguém ficava dizendo aquilo e mimimimi …

    Sei la, por essas e outras a globo me irrita 😄

    E minha mãe pegou mania de ficar falando “Aribaba” quando tava irritada, ao menos já parou …

    http://calcinhasuja.wordpress.com/

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  3. Ebrael, querido, estou chocada com os detalhes sobre os dalits… eu me sinto culpada sem ter nada com o povo indiano. Isso é de arrancar lágrimas e gritos de revolta. Eu entendi, no decorrer da novela, que ser dalit era algo muito ruim, mas agora, com este seu texto fabuloso, vejo que é pior: desumano.

    Bjs

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    1. Sissym,

      O fanatismo religioso realmente é algo, para usar um termo religioso, deveras “demoníaco”. É uma cegueira que faz as pessoas, ditas racionais, esquecerem de sua origem comum, de Deus Uno, Pai-Mãe. Só tem olhos para as crenças estúpidas criadas em suas próprias mentes surdas-mudas.

      O caso dos dalits é emblemático, mas não é o único nesse mundo de gente feroz e bestializada.

      Bjs e Namastê!!

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  4. Como pode um pais tão grande como a “Ìndia” ter essas coisas de sistema de casta se todo mundo é igual um do outro,só por que um tem mais dinheiro q o outro ele não pode se tocado por uma pessoa mais pobre, e ter um rio “sagrado” sendo que tem pessoas aprodrecendo nele, na minha opinião não o rio Ganjas não é nem um pouco sagrado, só por que cruza a Ìndia e as pessoas lugam pessoas mortas ali…A Índia é um pais que mais se destacou em numero de poluição, eles largam lixo no meio da rua…

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  5. Realmente!A globo omitiu os fatos deploraveis da cultura indiana.
    Eu respeito, mas nao concordo. A midia geralmente, mostra sempre a parte bonita da historia. Mas a parte que deveria ser mostrada ate mesmo em prol do conhecimento sao omitidas!
    PARABENS!

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    1. Oi Thamires!!
      É sempre assim, a mídiaé um veículo estritamente comercial, com a máscara da informação. Eles dizem o que devemos ver e como devemos pensar. O que eles queriam era apenas mostrar cenas não muito chocantes, para não espantar a gente!!
      Mas virá o tempo em que todos nós preferiremos nós mesmos procurarmos nossa informação, nós mesmos decidirmos o que veremos e o que aprenderemos, emque acreditaremos. Isso, claro, se a Internet até lá não estiver toda nas mãos da Globo e de suas similares pelo mundo afora!!

      Bjs e volte sempre que quiser!!

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  6. Ebrael Shaddai

    Tenho um amigo Indiano que não é tradicional e uma amiga Indiana que é … Sinto amigo que realmente é delicado para eles esse assunto , sei que esse amigo tem casta ele vive na India , mas quando perguntei ele preferiu dizer que era ele mesmo .. Minha casta é meu nome … Sou …
    Esse assunto Ebrael é muito profundo e díficil de ser tratado na índia nós do ocidente deveríamos nos juntar com a ONU e fazer um gigantesco abaixo assinado , que tivesse proporção de abalar a Índia , que outros governos pudessem fazer algo , que a solução fosse concreta , pense em algo Ebrael !
    Simplismente uma amiga que de certa forma convive com o pensamento Indiano.

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    1. Amiga!!

      Vc tem toda a razão!! Confesso que escrevo por impulso, e postei este artigo numa revolta tremenda por a Globo estar escondendo a verdadeira feiura que é a discriminação por castas.

      Sozinho, para agir, não sou ninguém, mas se pessoas como você, sensíveis, se juntarem a mim e a todos os que detestam esse tipo de conduta, ainda teremos esperança!!

      Por afavor, mantenha contato, e esteja sempre à vontade aqui no “nosso”blog, livre para todos!!

      Bjs querida!!

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  7. Olá!É muito interessante o que escreveu.Acho que religião seja ela qual for,sempre foi e sempre será a desgraça da humanidade.Se religião fôsse bom não existiriam fiés morrendo de fome,ou vivendo em condições deploráveis,um exemplo são os dálits.
    UM abraço!

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    1. Na verdade, desigualdades sempre houveram, é uma lei da Vida. Há os núcleos e os elétrons em toda a Natureza, os centros e a “periferia”. Não culpo as religiões pelas desigualdades, exceto uma religião: a egolatria, o egoísmo levado às raias do inacreditável de todos os vícios morais!!

      Mas com certeza que as religiões, com toda a ascensência que detém sobre as sociedades, poderiam fazer bem mais do que simplesmente dar sermões e pregar superstições!!

      Grato pela visita e volte quando quiser!!

      Abçs!!

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  8. Olá Amigo Ebrael,

    Mais uma vez a religião causando Dor e sofrimento na vida das Pessoas!

    Por mim deveriamos acabar com qualquer cultura religiosa e substituir por uma cultura ética e humanista, de amor pelos outros.

    Fico tão indignado com os absurdos cometidos por religiosos que sinto vontade de explodir todas igrejas, templos e etc… e queimar vivo o babaca que viesse querer falar “em nome de deus”.

    Quando as pessoas vão acordar pra realidade? e Aprender que todas as religiões foram criadas apenas para dominar o povo(idiota).

    Grande Abraço Amigo e perdoe-me pela revolta.

    Lauro Daniel

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    1. Lauro,

      Já passei por esse estágio de pensamento em que vc se encontra, um estágio de revolta. Mas, ora, se a desequilíbrio é a tônica do mundo opressor, quanto mais vc não estaria, INVOLUNTARIAMENTE, dando forças a esse sistema??

      Tanto a cultura religiosa quanto a humanista foram criadas pelo homem e para o homem. E muitas culturas serão criadas ainda, se o homem não for extinto pela Natureza!! Digo para o homem, porque são exteriorizações de suas baixas inclinações. O homem corrupto só corrompe pq há quem se deixe corromper. Os ignorantes dalits, os fanáticos cristãos, os masoquistas fundamentalistas de algumas radicais do Islã: todos eles usam a religião, tanto clérigos como fiéis, para justificar sua podridão ou imaturidade, sua dificuldade de lidarem sozinhos com problemas da vida. problemas bem simples, diga-se. O que precismos para viver? Comida, água limpa, um teto, roupas e um trabalho. Na verdade, somente água falta de verdade. O restante ou a concentração faz escassear ou a soberba do homem o impede de vive r com o essencial.

      Te digo que eu creio sim, em Deus, no Deus do meu coração, no Criador em qual a Criação está mergulhada, um começo sem começo, uma dimensão fora do tempo-espaço que mantem o tempo-espaço, onde o Coração Eterno bate e dá Vida a tudo em seu redor.

      Criticar as religiões não implica, no meu caso, em crer na inexistência de Deus, mas na crueldade dos homens. Não sou ateu, nem nunca serei. Uma cultura humanista e ética também é o que pregavam os que redigiram a Constituição Brasileira, a Declaração dos Direitos do Homem, dos que declararm a independência dos Eua e fizeram a Revolução Francesa. Onde está o Iluminismo agora?? Em lojas maçônicas e longe dos somalianos e etíopes?? Na Câmara dos Nobres Deputados, defensores do Povo e da Liberdade?? A cultura humanista igualmente falharia pois seria feia pelos homens e para os homens, aí sim com razões de sobra para se declararem deuses da Natureza e senhores do destino do planeta…seria a última ilusão e causa de nossa extinção. Pois a Natureza tem alma, o planeta é um organismo vivo!! \isso não ficaria barato!! Ohomem seria o centro da galáxia, se tornaria a humanidade em uma Gigante Vermelha, incharia de orgulho celestial, explodiria como uma supernova e minguaria, desfalecendo até virar um buraco negro, onde nada sobrevive!!

      Abçs Lauro!!

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  9. Ebrael,

    Também já estive no estágio onde você está.

    Tendo medo de deixar de acreditar em algo superior, algo fora do natural, algum Deus, Alguma crença, ou qualquer outro mito, este é o estágio intermediário até entender que tudo não passa de ilusão e a vida é nua, crua, e cruel mesmo.

    O problema maior é a “maldade” humana, que sempre se usa de palavras bonitas para coisas ruins, seja religião, seja cultura humanista.

    O que eu quis dizer é que precisamos realmente viver uma cultura humanista, não apenas prega-la.

    Parabéns pelo Post.

    Abraços Amigo!

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  10. Quando este povo que se diz criaturas de Deus, tirar as escamas dos olhos e olhar para o seu irmão, o seu próximo, aquele que esta a seu lado e o ajudar em amor, mas o mesmo amor incondicional que Deus teve por nós,miseraveis e pecadores, ai sim, haverá uma nova luz surgindo, o brilho da esperança. A india esta situada em uma janela chamada 10-40, onde o povo vive afundado na ignorancia espiritual, no sincretismo religioso, na miséria. E onde as castas arianas subjulgam os mais humildes.Devemos ,independente de religião, voltar nossos olhos a Deus e orar e pedir misericordia para estes povos, principalmente para a casta que se diz superior,para que saiam da ignorancia e ajudem os menos favorecidos de seu povo.
    Sabado, ouvi um sermão bem interessante, e dirijo estas palavras a estes arianos, estes pecadores. “Devemos acabar com o pecado sem desprezar os pecadores” -Que o Senhor nosso Deus tenha misericordia deles e abram seus olhos para a verdadeira luz.Shalom Ebrael

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  11. Ao ler seu post e assisti alguns documentários sobre a Índia , não tive como não me choca com essa forma de Estado , aquele país é um caos ,um exemplo claro é essa moça que foi violentada até morte esse crime está na mídia ,entretanto já tinha lido estórias similares deste país , enfim não nego que existem pontos positivos ,contudo esses não estão se sobrepondo a forma de vida imposta pela minoria de Casta que retira dessas pessoas a dignidade ,não as deixando estuda para que possam ter censo critico é pior impondo a elas essa verdade sofista , isso me remete a ideia da Caverna de Platão ,muito triste.

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    1. O que é ruim é a falta de solidariedade entre as castas e segregação desde o berço. Não há uma identificação em torno de sua origem comum, uma empatia, um amor ao próximo apesar das diferenças.

      É claro que eu acho normal e legítima a separação em classes sociais, mas elas devem ser móveis. As pessoas não devem, nem há como, ser iguais, pois suas capacidades e valores não são idênticos. A Vontade, os valores morais e a capacidade de realização devem sim ser distintas em classes.

      Na Índia, não importa o que a pessoas pode fazer na vida ou o que ela pensa. Alguém de alta casta, se imoral, continua inatacável, mas alguém de baixa casta, santa, prossegue intocável até a morte.

      Obrigado pela presença! Um abraço!

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