Há muita gente que vive repetindo adágios desse tipo, como do título do post. Mas, muitas vezes, não param para refletir se esses adágios estão certos, ou completamente certos.

As perguntas, as curiosidades, movem o
mundo!!

Falam isso, pois acreditam que as curiosidades e perguntas de cientistas e pensadores é que sempre foram as precursoras das grandes descobertas da humanidade. Algumas perguntas trazem respostas ás nossas dúvidas depois de muito tempo. Outras, em alguns segundos.

Por outro lado, algumas perguntas são desnecessárias, pois as imagens já trazem, em si, as questões e as respostas. Por exemplo, nesse vídeo, me lembro de Abraham Lincoln, ex-presidente dos EUA do séc. XIX, recomendando:

É melhor você continuar calado, deixando que os
outros pensem que você é um idiota, do que abrir a boca e acabar com dúvida de
todos!!

Há curiosidades que, ao invés de levarem a soluções para certo problema, levam a alternativas para outros problemas, bem mais sérios.

Na verdade, acho que as perguntas não movem nada. E sim a disposição em respondê-las. Cito o exemplo dos escândalos de corrupção em Brasília e os resultados das CPIs. Perguntas e inquéritos não respondidos. Nenhum avanço. Brasília na Idade da Pedra. Cobra comendo cobra!! Quem pode mais, chora menos!! Manda quem pode, obedece quem tem juízo!!

O que move o mundo é a sucessão harmônica de perguntas e respostas, que levam a outros questionamentos, que trazem outras respostas e curiosidades. O conhecimento é dinâmico, mas a humanidade caminha a passos de formiga, sem vontade. Tudo é questionável, a princípio, mas as respostas são omitidas, negligenciadas. É o caso da questão filosófica fundamental: “Por que alguns cornos são tão mansos, e os que fingem não ser, por que se mostram tão idiotas??

Alguns diálogos são emblemáticos, e mostram como perguntas e respostas, bem intercalados, podem provocar avanços em nossa História Geral (e em nossas histórias particulares):

Lady Aston, dama inglesa, diz :
Winston (Churchill), você não passa de um bêbado.
E ele, sem perder a compostura :
E você, minha querida, É FEIA.
Mas, amanhã eu estarei sóbrio.

Lady Aston: Se eu fosse sua mulher, colocaria veneno em seu chá.
E ele : E se eu fosse seu marido, tomaria o chá com prazer.

No entanto, há os monólogos, que trazem dúvidas, e nas dúvidas suas próprias respostas. Algumas perguntas, em forma de imagens, são auto-explicativas.

Agora me respondam: do que adianta nos fazermos as perguntas certas, obter algumas respostas, se muito do que faria o mundo (o Brasil é um mundo à parte) mudar e evoluir simplesmente é negligenciado por todos nós?? Revejam o vídeo acima.

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4 comentários em “As perguntas movem o mundo!! Será mesmo??

  1. desculpe, mas as perguntas são os cliques iniciais… elas são o motivo, o enredo, mesmo respondendo ou não, elas sempre serão a motivação… a indagação move sim a mudança e se perguntar de verdade, sem preguiça, de forma correta, você vai encontrar o caminho… caso contrário, nada seria criado ou inventado. Tudo seria um eterno ciclo do vazio…

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    1. Fazer perguntas, apenas, não leva a absolutamente nada. Antes, você precisa saber onde está, do que precisa, o que pode fazer e como fazer. Sem fazer estas perguntas antes, qualquer indagação, acerca do que for, será mera tagarelice.

      Se você, num problema prático dado como exemplo, você souber responder a essas perguntas acima, então, estará habilitado a tecer as primeiras indagações específicas.

      Perguntar, todo mundo sabe. Mas quantos sabem o que perguntar?

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  2. Eu vi o video agora, isso é preconceito linguístico… ha muitos brasileiros que não conseguem pronunciar corretamente e as vezes nem sabe ler, isso não impede que essa pessoa tenha ideias e criatividades bem maiores que um doutorando ou cientistas… A história da Arte revela que seus maiores ícones não sabiam ler e nem vieram da academia… mero preconceito linguístico… Desculpe mais uma vez… Felicidades!

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    1. Concordo em parte com você, até porque esta postagem é já antiga. Sim, algumas concepções minhas mudaram, mesmo que em pequena escala.

      Só não entendi você dizer que “os maiores ícones [da Arte] não sabiam ler e nem vieram da academia”. Me cite um que tenha sido grande (top mesmo) em visibilidade na Arte.

      Obviamente, temos artesãos habilíssimos na Arte sem saber ler ou tenham formação clássica. No interior do Brasil, encontramos muitos deles. Mas, dizer que os maiores eram iletrados não é exatamente falar a verdade, muito menos bom exemplo aos mais jovens.

      Um abraço, volte sempre!

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