Inveja do Mar


Por querer seguir os passos de seu ídolo, como todo fã, fiz essa poesia para o Carlos Drumond de Andrade. Uma dulcíssima amiga minha, a Syssim, deixou em um de seus posts uma pegada tímida do Drumond. E baseado nessa pegada nasceu essa pérola:


Inveja do Mar

O Mar é tão vasto, imenso, tão pleno,
E suas ondas se agigantam sobre a janela,
Só para mirar em teu ventre, que se desvela
Sob o úmido lençol, já deveras pequeno.

O Amor é tão casto, intenso, tão sereno,
Seus braços nos envolvem em paz mais singela;
Mas precedido pela Paixão, sempre sentinela
De que o Fogo não se nos torne em veneno.

No teu Mar, o meu repasto, puro ou obsceno;
Em tuas ondas me afogas, mesmo à luz de vela.
És Água da Vida, onde a brasa rubra se anela,
Calma, perseverante, ao meu bravio terreno.

Pastor João e a Igreja Invisível (Raul Seixas)


Não me entendam mal. Não é que eu queira pegar no pé de alguém (ou de alguns), ainda que alguns deixem o rabo para ser puxado… Às vezes, até eu me entendo mal. Porque será que teria de postar justamente um vídeo com o teor como o desse??

Não sei, mas um fogo abrasador arde em meu peito… Parece que estou escutando uma voz conversando comigo…Deixa eu me concentrar.

…Sim, estou uma escutando uma voz… uma voz soando forte e vigorosa em meus ouvidos….uma presença irresistível. Ela está me profetizando algo.

É minha mulher, me atasanando para postar logo esse vídeo infame e ir ajudá-la a fazer o almoço, pois é domingo e eu não tenho desculpa que estou cansado. É melhor eu ir, antes que, ao invés de fogo do céu e dinheiro, o que é mais difícil, chova panelas na minha cabeça.