Andei pelas areias, hoje,
Rindo, Indo e vindo,
Vindo e voltando.
Apreciando o que era lindo,
Sentia o feio se embotando.

As tais areias,
Via e revia, e pulavam
Nos meus sapatos,
Entravam e saíam,
Machucavam, salpicavam.

E as ondas bravas,
monótonas, dançando
Aos olhos, ardendo.
E eu, lendo e relendo
O grave refluxo, espumando.

Me perguntava:
– Vês, agora, Ebrael, o mar??
Como é inexorável a antecâmara do retorno!!
Diante de ti, uma sinopse desses ciclos,
Uma cena da sístole-diástole das águas!!

Veja, Poeta da Ira,
Que teu indignado coração
É instrumento da mesma dor
Que cura,
E depura,
O sangue do Amor 
Que se torna tempestade!!

Se queres flores,
Planta, transplanta
E replanta!!

Inspire a dor,
Aspire Amor,
Transpire suor
E cante o que eu
Já sei de cor.
Trague o ar
E semeie os ventos.
Colha tempestades,
Mas que elas não te deixem
Pra sempre,
Na mesma praia.
Anúncios

Escreva abaixo seu comentário:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s