Lágrima
Desce célere
Como um títere
Bélico.

Íntima
Revolta póstuma
De um esforço máximo,
Titânico.

Fátima,
Pode ser vítima
E Maria a última
Afrodisíaca.

Tétrica
Tentativa do décimo
Soluço de Eurídice,
Lúbrico.

Vértice,
Num eterno ósculo,
Intenso e místico,
Melódico.

Lástima,
Que dareis em dístico
Ao meu pranto satírico?
Fétida!

Música,
Aos ouvidos, mítica;
No Coração, apoteótica,
Ágape.

13 comentários em “Translúcida

  1. Esta deliciosa “refeição entre amigos”, ou seja, compartilhando sentimentos profundos.
    Lágrimas críticas sobre que sofre, a tirania de quem só age por inspiração ou a mando de outrem, sobre a beleza de um sentimento nobre, ou até mesmo um oceano revolto.

    beijos

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      1. Não existe um comentário que vc faça que não fico com sorriso no rosto.
        Adoro a sua sensibilidade, o jeito que escreve.
        Por isso, e por mais do que isso, gosto tanto de ser sua amiga.
        Bjs

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      2. Se for pra responder com um “oi, td bem? tchau e bjs”, prefiro ficar quieto! E ainda tem gente que tem a cara-de-pau de trocar os nomes das pessoas a quem respondem…meus amigos e visitas, todos, merecem resposta e consideração!
        Volta sempre! Bjs!

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      3. Meu codinome eu o criei quando comecei a estudar um dos cânones da Qabbalah para fins de proteção espiritual e como forma de representar simbolicamente as características astrológicas, de acordo com o planeta regente do meu signo (Marte). Sendo assim, Ebrael Shaddai significa Ira de Deus (Ebrah + El) Onipotente (Shaddai). Então, juntando ao significado do nome, procurei um título para o blog que tivesse a ver com o codinome. Achei, então, o poema medieval em latim Dies Irae (O Dia da Ira), baseado numa profecia do Livro bíblico de Sofonias (Antigo Testamento).

        Para saber mais, você pode ler sobre as Memórias do Dies Irae
        .

        Obrigado pela visita de sempre!

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    1. A essência da Poesia é a metáfora – certa vez eu escrevi. E a essência da metáfora são as pequenas palavras, versos. São os pequenos afagos, suspiros, monossílabos, que nos salvam da verborragia onipresente e atual.

      Obrigado, Cris, pela visita de domingo! 😀

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