Não sei se todos vocês têm esta mesma impressão, mas me parece que 2012 está nos passando como um trator sobre nossas cabeças,como um corisco diante de nossos olhos. Quanto mais problemas se acumulam dentro de nossas mentes atônitas, mais as mesmas mentes necessitam se acelerarem para se manter “despertas”. No entanto, a atenção se divide entre tudo e tudo, fazendo-nos perder completamente o foco. Este estado se torna mais agudo à medida que a atividade cerebral aumenta, nos atordoando sobremaneira e acentuando a sensação de aceleração do Tempo.

Isso não tem volta! São muitas pessoas encarnadas ao mesmo tempo neste planeta. Sob um rígido peso magnético nos interligando através dos meios virtuais, estamos vivendo, tudo de uma vez, muito do que milhões de pessoas outrora só viveriam, em suas vidas, décadas depois de nós. Perplexos, nossos olhos não conseguem acompanhar a sequência de tudo que nos acomete. Não conseguimos absorver nem digerir mentalmente tudo o que antes nos era escondido, aquilo de que nossas mães se esforçavam para nos poupar e que nossos pais nos podavam para que não repetíssemos como erros.

2012 - Tempo de Mudança
2012 - Tempo de Mudança

A evolução de nossas Consciências e a sincronização de nossos genes nos arrojam, então, contra rochas e obstáculos antes apenas residentes em folclores e mitos. Antes, a Mula-sem-cabeça era lenda; hoje, animais sem cabeça e com mais de uma cabeça povoam revistas científicas. Antigamente, filhos que levantavam a voz para um pai, idoso ou não, era execrado pela sociedade. Hoje, um pivete, que espanca a avó por causa de drogas, é apenas uma “vítima” da repressão.

***

Costumo me utilizar de um exemplo pontual:

Imaginem-se no corre-corre cotidiano. Tem gente que trabalha em dois empregos, de domingo a domingo. Agora visualizem-se em um ônibus. Cansados de tanto trabalhar, estafados pelo estresse diário, vocês embarcam neste ônibus de volta pra casa. O motorista também está ali no volante trabalhando, querendo chegar logo em casa, e dirige num ritmo alucinante.

O ônibus, cada vez mais veloz, parece nos aliviar a cabeça. As imagens que perpassam nossos olhos, de forma frenética, querem nos anestesiar. Os pensamentos deixam de fixarem-se em algo e as preocupações são proteladas para quando chegarmos à porta de casa ou, no dia seguinte, do prédio onde trabalhamos.

É assim que nos encontramos. Nossos olhos vêem as cenas lá de fora da janela, mas nossas mentes não querem assimilar coisa alguma. Esse ano passa e não conseguimos mais raciocinar sobre quase nada. Não raro, nossas mentes raciocinam sob padrões reacionários, motivados por instintos de defesa ou de subliminar influência das massas. Nos damos conta das coisas quando já passaram. Um raio cai ao nosso lado e sentimos nosso cabelo chamuscado quando vamos lavá-lo.

O Tempo passa e não conseguimos mais ver a que rumo as coisas estão se direcionando, pois que nossos pais não previram que nossas realidades (e o que chegaríamos a ver delas) seriam invadidas por uma monstruosa avalanche de “verdades”, de crueldades e de rompimentos de padrões nunca antes vistos.

Não sei se 2012 será um tal ano de “retribuição”, algum tipo de “ajuste de contas” ou de Juízo Final. Muitos indícios me fariam crer nisso. Tudo pode não passar de um joguete inventado pela mídia Global, que talvez esteja nos preparando para um golpe mortal contra nossa Liberdade (que, na verdade, nunca detivemos). Mas, e se 2012 for mesmo um ano de culminação de nosso Tempo hábil? O que faremos se o cronômetro de nossa evolução estiver preste a ser reiniciado? E se alguém do Céu (Jesus, um E.T. anão ou o Godzilla) vier pra gritar “You lost! Game over!”??

Lembro-me bem da chatice que foi 31 de dezembro de 2011, como se fosse ontem. Uma chuva chata e fogos de artifício quase atingindo a rede elétrica de minha rua. Preocupações e mente longínqua preparavam o início de um ano que prometia, senão emoções reais, ao menos uma bela novela apocalíptica, cujos últimos capítulos teriam data marcada: 21 de dezembro de 2012. Lembro-me de dois meses atrás com riqueza de detalhes, mas não me lembro, ao certo, do que comi ontem no almoço!

Bem-vindo! De passagem (fr. en passant), eis 2012!

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7 comentários em “De passagem, 2012!

  1. Adorei! E é justamente como me sinto e vejo. Você conseguiu retratar o cotidiano daqueles que não vendo, pressentem. Tudo muito acelerado e confuso, por não conseguirmos abarcar com nossa reles mente o manancial de informações e acontecimentos a nível oculto que nos pressiona às escondidas.

    Algo esta acontecendo nos bastidores do mundo e muitos não sabem, nós apenas pressentimos, e os vitimados, enlouquecem, buscam alívio nas drogas, nas atitudes audaciosas, inspiradas por forças satânicas.

    Para onde estamos caminhando? Não me apego a ETs, nem em Gozilas. Aprendi a seguir o meu instrutor e Mestre, que vive em meu coração, aquele que após a Grande Tribulação, irá, segundo Apocalipse 21, restaurar o Plano original, a restauração do Edem Perdido, a NOVA JERUSALÉM.

    Ele, só ele dá-me a paz que excede a todo entendimento.
    A hora esta chegando. Se será em 2012, não sei, mas lendo o livro de Mateus 24, sabemos que todos os sinais já estão visíveis.

    Voce esta certo: Tudo esta acelerado.

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    1. Oi, Leila! Bom dia!

      A missão de quem escreve para seus semelhantes é tentar se colocar no lugar da maioria deles e ser arauto daquilo que os aflige. Sair da “casinha” e ir ver o que incomoda as pessoas não fará mal a ninguém. Ao contrário, nos enriquecerá.

      Bem, não acredito que o que você chama de Éden (nome que veio de Edin, de origem suméria e bem anterior ao termo hebraico), volte antes de um expurgo generalizado. Sinceramente, se le acontecer, não vão sobrar muitos pra contar a história. Mas, os que sobrarem, viverão por muito mais tempo que estamos sobrevivendo hoje em dia.

      Muito obrigado pela visita! Volte sempre! Um abraço!

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  2. Amigo Ebrael! Assino embaixo do que disse Leila: “Você conseguiu retratar o cotidiano daqueles que não vendo, pressentem.”
    E o faz muito bem.
    Tudo isso que está acontecendo é conseqüência da mudança de fase da Natureza, a última grande mudança, pois, dentro dessa mudança haverá outras para adequar todos ao Novo Tempo, um tempo com valores voltados à evolução final do SER.
    Uma mudança de comando de energia. Mas, para entender isso com maior clareza, é preciso ler os livros encomendados pela Natureza e que tratam especialmente do assunto.
    Os que estão tomando conhecimento através desse estudo, não sentem essa pressão tão esmagadora do peso magnético em sua retirada. Tudo para esses, felizmente estou incluída, torna-se bem mais suave e cada vez mais: estamos numa ascensão acelerada, tão acelerada como está a liquidação.
    Com a diferença que a ascensão liberta, traz paz e serenidade, sempre maior. E a liquidação, a perturbação incessante e desconfortante, também sempre maior.
    É preciso nesta fase o desprendimento dos valores tidos como base da vida. Devemos lembrar que todos eles foram maliciosamente manipulados para lapidação da humanidade. E muito temos explicado, com muito carinho, nos sites de Cultura Racional. Mas, o ser humano não se doma. De tão fera que é, acostumou-se com o mal. E mesmo quando lhe é apresentada a oportunidade de sair desse mal, vê-se inseguro, tal como um bicho qualquer que já se acostumou com a sujeira e sofre só em pensar em deixá-la.
    Aí está a dificuldade da recuperação humana: o próprio humano, que trata a si mesmo com desumanidade, devido o seu comodismo, a sua insegurança, insegurança essa devido ao seu desconhecimento absoluto da vida: quem somos, de onde viemos e para onde vamos?
    Conseqüência: esqueceu-se que é forte. Não raciocina que tem toda uma Natureza poderosíssima que está pronta para ajudá-lo nessa mudança ascensional, com três dimensões igualmente poderosíssimas, trabalhando dia e noite, noite e dia para resgatá-lo da inconsciência e dar-lhe, a cada qual, condições de sobrevivência em qualquer situação.
    Porém, há, para tudo isso acontecer, somente uma condição: que a pessoa queira. Que utilize toda a vontade que sempre alimentou para destruir a si mesmo e à Natureza, que utilize essa mesma vontade para querer sair da miséria de vida inconsciente, sem eira e sem beira, que sempre perseguiu a vida de todos viventes nesta Terra.
    Leia Amigo, estude, os Livros Universo em Desencanto. E se optar positivamente por essa empreitada de Verdadeira Luz, faça-o com muita humildade, partindo do ponto zero. Aí beneficiar-se-á, com tudo que procurou e não encontrou por todas essas vidas pelas quais passou nessas milenares idas e voltas, de uma vida para outra.
    Meu sincero e grande abraço. E uma boa viagem!

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  3. Ebrael,

    E mais uns suspiros, poucas horas mal dormidas e tão rapidas, entraremo no terceiro mes do ano, fechando o primeiro trimestre! Caramba!

    Tudo foi realmente tão rapido que mal acredito que janeiro já se foi. O que eu fiz mesmo?! Acredite, comprei um caderno, resolvi passar a anotar meus dias como num diário que fazia quando era mais jovem e com tanto tempo sobrando.

    “Nossos olhos vêem as cenas lá de fora da janela, mas nossas mentes não querem assimilar coisa alguma”. Estou assim, estamos nos sentindo assim e isso é muito assustador.

    Espero que dezembro de 2012 seja só mais um golpe como outros que já passaram e nada aconteceu de fato, pois eu me sinto ainda criança, querendo crescer mais e mais, e ser.

    Beijos

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    1. Sabe o que é 2012? Bem, como estudante de Astrologia, eu teria uma explicação simples, mas prefiro dizer que esse fenômenos são histeria coletiva de todos nós, que queremos mudanças radicais, pois já nos achamos incapazes de limpar tanta merda da Terra.

      Essa sensação de aceleração do Tempo só tende a recrudescer, pois as mentes em tensão tendem a ou deprimir-se profundamente ou entrar em euforia/tensão a cada folha que caia e faça um ruido estranho. Estamos tensos, é isso! Tensão coletiva percorre os ares como rastro de pólvora!

      Obrigado pela visita ilustre! Espero que do caderno de anotações saia mais poemas e belas histórias! Um abço!

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  4. Oi, Ebrael.

    É verdade, o ano começou e já estamos quase em março.:)
    Está tudo muito acelerado. Mas sabe de uma coisa! Com o passar dos anos fica pior.
    Quanto mais velhos ficamos, parece que realmente o tempo encurta. É uma sensação muito estranha. “O hoje já é quase amanhã.”

    Seu texto é muito bom.

    Um beijo.

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