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« Sem o teu “Halitus”, a Alma não passa de uma vaga ideia errante ou de um sonho aleijado da Vida. » 

(Ebrael Shaddai, 09 de Julho de 2013, 00:55, BRT)

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Se meu (e nosso) Pai possui um Nome inefável, meu Amigo do Céu chama-se J. M. Se, como criança do Coração do Pai, sou incapaz de lhe compreender as profundezas da Real Paternidade, é percebendo-lhe seus cuidados e o zelo de Sua Amizade (que a Si tudo atrai) que perscruto os pratos de sua Balança.

Esses pratos são inscritos com as iniciais do nome de meu zeloso Amigo. Jota e Eme. Eme e Jota. Não me é possível dissociá-lo de um de seus nomes. Sim, meu Amigo não tem sobrenomes; apenas, dois nomes intercambiáveis, de valores congruentes e intrinsecamente complementares.

Misteriosos são seus Nomes, embora sejam reproduzidos em quase todos os insuficientes idiomas humanos. Mal entendidos são seus significados; usurpadas são suas imagens pelos fautores da ruína, que delas abusam em seus delírios e enganos. Porém, maior desrespeito não há para com a integridade dos pratos da Balança de meu Amigo do que instrumentalizá-los para motivações baixas, tentando, em vão, retirar das mãos do Amigo Binômio as Sagradas Medidas de seu instrumento.

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O Sol da manhã me acorda, abro a janela e, depois disso, me vejo no espelho pela onipresença daqueles dois nomes. Minha esposa me socorre durante crises de hipoglicemia, um doente me pede ajuda em meu trabalho e minha garganta sente o “sabor” da água cristalina e sem venenos – e novamente sinto a ensurdecedora presença daqueles dois distintivos de meu Amigo.

Vejo que ninguém entende o que significa Justiça, e todos acham que lutam por ela sem sequer saber qual o lugar de cada um no Mundo e na sociedade. Causa-me espanto quando vejo adulterarem a essência da Misericórdia, deformando-a em favor de uma promiscuidade relativista, alienante e segregadora.

A letra Jota do nome de meu Amigo não remete a uma Justiça legalista, mas à noção de posição adequada de cada ser ou coisa, bem como de retidão nas ações. Ser justo não é aplicar a Lei pela Lei, mas para que o primeiro e maior direito – o Direto a existir – seja preservado. Matar um assassino é uma “solução” rápida demais quando não se sabe lidar com o dever de pacificar, ao invés de expurgar impiedosamente.

M de Misericórdia. Meu Amigo é rico em Misericórdia, que clama pela Justiça não para eliminar o criminoso, mas para que seu crime seja corrigido por ele mesmo. Ser Misericordioso não é ser tolerante  característica de quem tudo aceita por temer o compromisso de defender uma posição , mas chamar os permissivos a serem intolerantes com a indiferença. A Misericórdia é um chamado do Coração humilde que busca os desvalidos de pão e os que foram obliterados pelas vãs ilusões.

Meu Amigo tem nas mãos o fiel da Balança. Quem manejarã seus pesos ou determinará suas medidas? Basta que saibamos que uma medida de Justiça sem outra de Misericórdia, de Amor sem Rigor, de Bondade sem Retidão, degradam a Vida e desequilibram a Balança que regula nossas relações cotidianas. A Caridade sem a Verdade lembrando-me de Bento XVI , sustenta o Corpo, mas vicia a Alma. A Verdade sem Caridade é um aguilhão venenoso, ao invés de ser Escudo dos fracos.

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Pelo teu Sopro, chega-me a Vida. Chego a distantes terras por tua Justiça, sem precisar de asas, pois és Tu, Senhor, que determinas o meu lugar no Mundo. Tua Misericórdia pagou o preço de minhas faltas; está ela diante de mim, é meu Ouro e Fonte de minha Salvação.

É por Graça que nos sustentas, de ti vem a Sorte (fortuna, alegria) de não conhecer o Amor verdadeiramente! Longe de nós conhecermos o Amor e profanarmos esse que é teu Inefável distintivo que ressoa nas batidas de nossos Corações: Ágape.

Meu Amigo chama-se Justiça unida à Misericórdia! Obrigado, Amigo J. M.!

4 comentários em “Meu Amigo J. M.

  1. Oi Eu ia dizer que parei com os questionamentos pois havamos chegado a uma encruzilhada, mas quero sim, continuar recebendo curiosidades suas, coisas interessantes, mas sem debates. Obrigada. Beijinhos .Tenha um BOM DIA.

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  2. Ebrael, nem só “A Verdade sem Caridade “, mas sobretudo a Caridade sem Verdade.
    Pois tem gente que diz praticar, apenas por vaidade, para dizer que o faz, sem dizer a verdade a si mesmo.
    Gostei muito de seu texto. Eu compreendo a importancia da balança para o equilibrio na vida.

    Beijos

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    1. Espero então que você leve consigo para os seus tal conceito de Justiça. Justiça não é o simples respeito a “direitos” que muitas vezes contemplam apenas interesses de alguns grupos totalitários. Justiça é cada ser e cada coisa ocupar seu devido lugar no espaço, ter sua liberdade resguardada enquanto não agride frontalmente a liberdade dos outros. Local certo, função certa como é na Natureza. Isso é justo!

      Beijos, e oremos para que os hipócritas não nos contagiem nunca com sua farsa!

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