Tradução livre de um trecho do texto “Almas Ardentes”, de Leon Degrelle, constante no blog Radio Christianidad.

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“Aqueles que hesitam diante do esforço é porque têm adormecidas suas almas. Um grande ideal sempre nos fortalece na tarefa de educar o corpo para suportar o cansaço, a fome, o frio. De que importam as noites passadas em claro, o trabalho anônimo, a dor e a pobreza? O essencial é conservar no fundo do Coração a grande força que nos aquece e impulsiona, que aplaca os nervos em frangalhos, que faz ressoar novamente o sangue fatigado e arder nos olhos, adormecidos pelo sonho, um fogo ardente e devorador.

Então, já nada é tão áspero. A dor se transforma em alegria porque, graças a ela, nos entregamos por inteiro e nosso sacrifício se depura.

A facilidade adormece o ideal. De outra forma, lhe dá fôlego o estímulo da vida dura que nos faz vislumbrar o valor do dever cumprido, as responsabilidade que teremos de enfrentar e a grande missão das quais nos fazemos dignos. O restante das coisas não contam, as honrarias não importam. Não estamos no Mundo para comer em horários fixos, para dormir regularmente, para viver por cem ou mais anos. Tudo isso consiste em vaidade e estupidez.

Apenas um coisa nos deve importar: TER UMA VIDA ÚTIL! Importa que perfilemos a alma, que estejamos atentos a ela, instante a instante. Vigiar suas fraquezas e exaltar seus impulsos, servir aos demais e espalhar ao nosso redor a felicidade e a ternura. Importa oferecer o braço ao próximo para que nos elevemos a todos, auxiliando-nos uns aos outros.

Uma vez cumpridos estejam nossos deveres, de que nos servirá saber se morreremos aos trinta ou aos cem anos? O que importa é sentir o coração aceso enquanto, dentro de nós, grita a besta humana extenuada.

Quando a doçura da Vida nos convida a amar, a beleza de um rosto ou um céu límpido, dá-nos um sinal que, de longe, quando estamos dispostos a ceder na iminência de uns lábios, ou à luz e suas cores, ao descanso de intermináveis horas, então é quando estreitaremos dentro de nossos corações todos os sonhos banhados a ouro dos instantes de suprema fuga.

A verdadeira fuga é renunciar às prendas amadas, e renunciar a elas no instante mesmo em que seu perfume nos faça esmorecer.

Nesta hora é que temos de rechaçar e fundir no mais profundo do amálgama de nosso Ser e se lançar ao Amor por sobre o Coração. E, portanto, quando tudo é dor, então é quando começa a se cumprir o puro sacrifício.

Temos superado nossos próprios limites. Assim, estamos prontos para doar algo. Antes, no entanto, buscávamos a nós mesmos e a esses punhais de orgulho e de glória que corrompem tantas manifestações generosas da alma. Não damos nada simplesmente por dar, sem calcular antes (pois cada coisa se encontra em um dos dois pratos da Balança), mais que no momento em que, previamente, matamos o amor a nós mesmos. Não, isso não é fácil! E não o é porque a besta humana reluta em compreender o que a amargura pretende nos ensinar.

Quão doce é sonhar com o ideal e construí-lo no pensamento! Mas, na realidade, isso não é lá grande coisa. O ideal devemos construir dentro mesmo de nosso cotidiano real, arrancando pedra por pedra para construí-lo sobre nossas comodidades, preferindo-o a elas e também às nossas alegrias, nosso descanso e, até mesmo, ao nosso próprio Coração.

Quando, apesar de tudo, nosso “edifício” já se alça ao fim de alguns anos e, apesar dele mesmo, não nos detemos no trabalho, mas que continua a seguir e seguir avançando, mesmo que a pedra já não se permita polir, é aí que o Ideal começa a alçar voo.

O ideal sobreviverá na medida em que nos entreguemos a ele até a Morte. Que drama, de fato, é a vida reta!”

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