Ah, Joana, nossa mãe!


Soneto postado originalmente por mim neste status do Dr. Romeu Tuma Jr.,  em seu perfil no Facebook:

AH, JOANA, MINHA MÃE!

Oh, Mãe Joana, mãezinha de tantos filhos (da puta)…
Oh, Joana, velha mãe, se tivesses parido um “bacana”,
Terias te rendido às “bacanais”. Mas, lá em Havana
Teriam lhe matado à foice, a marteladas ou com cicuta.

Triste fim está tendo tua “casa”, indolente Joana!
Enquanto se debatem cristãos contra o Aborto,
Aquela que não fora abortada (quem dera!) se ufana
Às tuas custas, sob tuas saias, sobre o pudor morto!

Mas, há ainda na tua cozinha quem se deite com os ratos?
Se fartam da miséria do teu povo, como fígado de patos?
Seguramente, em teus salões já não reluz a Esperança.

Em teus oratórios barrocos, não há Fé, senão na matança;
Mas, se há ainda Amor por tua “casa” dos honestos inatos,
Tal Virtude – o Amor – te salvará da Vermelha e infame lança!

O Maranhão e a Preta Maria


Soneto inspirado no poema “Maranhão, Minha Terra“, de Uiliene Araújo Santa Rosa. Confira aqui.

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O MARANHÃO E A PRETA MARIA

Lembras daqueles Lençóis encharcados
Em suor, em lágrimas, ao Sol bravio?
Se te passasse uma brisa, à beira do Rio,
Te deitarias em mim com olhos marejados.

Sabes como alcanço a Ilha, em pé enxuto,
Quando à maresia estiva se juntam as dunas?
Transpasso, na pele envernizada do astuto
Negro, em meio às saias, alcançando as escunas.

Ó, Grande Mar eu sou, vertendo da Preta Maria,
Do ventre agreste, rasgando-te certo ao meio;
Mais perfume ganhas, em ti me perco em maresia.

Dos caracóis de teus cabelos, surgi à luz do Dia;
Da marca de meu nome, me embrenhei no teu seio
Que da África, a essas cálidas matas, me sobreveio.

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Palhoça, 25 de Janeiro de 2014, 15h25min.

Júlio César Coelho (Ebrael) © Todos os direitos reservados. 

Maçonaria, a mão que balança o berço


A Maçonaria, como ninho incubador do Socialismo Ateísta e de outras aberrações, mune-se do Utilitarismo elevado à enésima potência. Por isso, sem poder discordar de nada, sem poder questionar as regras, sem nem poder respirar sem que o malhete soe na mesa do Venerável, ela configura o oculto e prodigioso ninho de todo o totalitarismo vigente hoje em dia no Mundo.

 Sem contar que, para quem já estudou a respeito do conceito de seita, a Maçonaria se encaixa perfeitamente no perfil sectário, cínico e “brainwashing” dos que defendem a “democracia” como necessária aos outros, mas não dentro da Loja. Dentro da Loja, ou você entra na espiral silenciosa de progressiva despersonalização, ou você terá sérios problemas (sérios mesmo!).

 Defendem que a apologia ao Crime deve ser severamente punida, mas que não podem ser censurados se seus rituais de admissão incluem um juramento de sangue em que o “irmão” neófito jura sigilo de tudo, sob pena declarada de morte ignominiosa e cruel. O pessoal mais antigo e informado deve se lembrar bem da vingança maçônica aplicada ao banqueiro Roberto Calvi em 1982, na Inglaterra, por obra daLoja maçônica P2. Claro, este foi morto por bem mais que violação de sigilo…

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