Ah, Joana, nossa mãe!


Soneto postado originalmente por mim neste status do Dr. Romeu Tuma Jr.,  em seu perfil no Facebook:

AH, JOANA, MINHA MÃE!

Oh, Mãe Joana, mãezinha de tantos filhos (da puta)…
Oh, Joana, velha mãe, se tivesses parido um “bacana”,
Terias te rendido às “bacanais”. Mas, lá em Havana
Teriam lhe matado à foice, a marteladas ou com cicuta.

Triste fim está tendo tua “casa”, indolente Joana!
Enquanto se debatem cristãos contra o Aborto,
Aquela que não fora abortada (quem dera!) se ufana
Às tuas custas, sob tuas saias, sobre o pudor morto!

Mas, há ainda na tua cozinha quem se deite com os ratos?
Se fartam da miséria do teu povo, como fígado de patos?
Seguramente, em teus salões já não reluz a Esperança.

Em teus oratórios barrocos, não há Fé, senão na matança;
Mas, se há ainda Amor por tua “casa” dos honestos inatos,
Tal Virtude – o Amor – te salvará da Vermelha e infame lança!

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