As incorreções dos termos politicamente corretos


Antes de começarmos a tratar dos objetivos propriamente ditos desta postagem, é preciso que repassemos alguns conceitos. Afinal, do que tratam os pressupostos politicamente corretos? Eles são, realmente, corretos, ou apenas tentam remodelar, arbitrariamente (e muito), os valores considerados corretos pelo senso comum?

Basicamente (e segundo a lenda), ser politicamente correto significa tratar a todos como iguais. Iguais perante a Lei, com os mesmos direitos e deveres. Ponto. A partir do momento em que tratamos a todos, segundo o establishment, como iguais, devemos tornar comportamentos particulares, massificados pela mídia e pelo Estado ideologizado, como imperativos, sendo todos arrastados por uma coação onipresente.

Assim, num passe de mágica, por “respeito às diferenças”, vemos triunfar a regra do vale-tudo. Algumas vítimas reais passam a servir de bandeiras a grupos que pretendem as representar e tornar-se inatacáveis, inimputáveis e intocáveis. O que antes significava direito a todos, passa a ser privilégio de alguns, a saber, a liberdade de expressão e de consciência. Para isso, os politicamente corretos têm colaboração explícita da mídia para propagandear seus contra-valores, não obstante considerados politicamente incorretos pela maioria, até então. Desta forma, massifica-se uma mudança de valores, passando-se, sem muitas dificuldade, pelo fraco e desestruturado raciocínio da juventude atual.

Arriscaria eu a relacionar, diretamente, os valores politicamente corretos ao lema da Revolução (sangrenta) Francesa, tipicamente maçônico. Igualdade, Liberdade, Fraternidade. Da máscara da Igualdade, já tratamos acima.

A Liberdade acaba quando você não é mais livre para voltar à antiga Liberdade, pois a “modernidade” não pode admitir “retrocessos e estagnação”. O conservadorismo passa a figurar como mero saudosismo e torna-se, para os idiotas úteis, um transtorno psiquiátrico, algo melancólico, mormente encontrado em pessoas como eu, perigoso por colidir contra os novos valores “livres”. Logo, querer ser livre para atuar como uma pessoa com valores do passado, conservadores, é atentar contra a “liberdade democrática” das pessoas.

Nesse abominável Mundo Novo, a Fraternidade só contempla pessoas com espírito acessível aos novos valores “livres”, sem convicções, pusilânimes, manipuláveis, descoladas, que quebram padrões. Tais pessoas esquecem-se que padrões só deveriam ser quebrados quando destrutivos, e não se eles mantém a memória racial, cultural e os valores de família. Romper com os vínculos que nos ligam ao passado, relegando-os à lata de lixo, neles cuspindo e deles desdenhando, pode indicar um futuro sombrio e sem rumos. Ou pior: podemos estar indo em direção ao Nada, ao mingau aguado da unanimidade burra e inconsciente.

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Analisaremos, nesta oportunidade, alguns termos cunhados pelo establishment politicamente correto:

Preconceito

Toda a estratégia politicamente correta para ganhar terreno sobre outras ideologias se resume em não combatê-las diretamente, desde que elas não sejam ortodoxas, unitárias, mas pluralistas e aceitem quaisquer barbaridades e bizarrices antropológicas. Uma dessas bizarrices consiste em combater o chamado preconceito em todas as suas formas. Mas, o que é o tal preconceito?

A análise do termo (pré + conceito) nos mostra que esta palavra deve significar um “conceito prévio”, uma noção a respeito de alguma coisa, situação ou algum ser com o qual não havíamos ainda mantido contato. Mas, e quando, após termos mantido contato com o objeto do preconceito e conhecido o mesmo, continuamos a manter a mesma noção? Ainda há preconceito ou se trata aí de um posicionamento consciente (e, portanto, livre)?

Obviamente, quando já temos bastante conhecimento e opinião formada a respeito de algo, a pecha de “preconceituosos” já não nos cabe. Poderíamos ser chamados de reacionários, antiquados, retrógrados, recalcados, quem sabe. Mas, não de preconceituosos (pelo exposto acima). Então, podemos nos perguntar: o preconceito é algo sempre ruim?

O preconceito, a princípio, não é bom nem ruim. Ele é uma característica instintiva do ser humano, a qual, quando acompanhada de reflexões, toma a forma de cultura. Assim, o preconceito acompanha o ser humano tanto quanto a busca pela autopreservação, o sentimento de Deus ou o repúdio natural ao que é desarmônico e insalubre. Uma pessoa, por exemplo, que rejeite uma fruta na floresta não se incomodaria de ser tachada de “preconceituosa” por isso, já que poderá estar evitando algo potencialmente perigoso à sua saúde.

O preconceito, antes de tudo, baseia-se nos sentimentos de atração e repulsa que todo o ser humano  usa enquanto julga a realidade ao seu redor. Sim, isso mesmo, disse que todo ser humano, normalmente, é assim. Portanto, poderemos estar correndo o risco de fazer um juízo errado acerca de alguém que vemos pela primeira vez, mas também podemos manter uma distância segura de um potencial criminoso.

Uma pessoa que luta pela “extinção de todos os preconceitos”, na verdade, o faz contra a espécie humana, pois tenta apagar nela umas das características que nos possibilitaram sanear, de tempos em tempos, o repositório imoral e perverso de tendências e costumes, presentes em todas as culturas. E, se essa pessoa luta apenas contra certos preconceitos, mostra o quanto é parcial e contraditória, já que é preconceituosa com outros preconceitos.

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Tolerância

A tolerância consiste no remédio apregoado pelos politicamente corretos para acabar com os preconceitos. Ou será um doce e alegre veneno, um “boa-noite-cinderela” dado a beber ao bom senso? Ora, tolerar significa aceitar os conceitos (e preconceitos) diferentes dos seus como passíveis de validação. Logo, forçar a tolerância é o cúmulo da intolerância, pois joga com princípios contraditórios (liberdade absoluta vs. liberdade relativa) e leva as pessoas a abdicarem de seus preconceitos (constituídos por preferências e aversões) em prol da falta de convicções.

Ter convicções (exceto a convicção anticonvicta) é o extremo da intolerância, segundo os politicamente corretos. Obviamente, esse é um preparativo para um mundo onde será proibida a opinião dissonante da versão oficial ditada pela mídia. Se esses militantes reputam os cristãos como cordeirinhos alienados, eles nem sabem o que os aguarda num futuro próximo, esses espantalhos de araque!

Quando a resistência da moral cristã (a única de pé ainda neste mundo) for derrubada, se darão conta que sua militância só tinha sentido enquanto aquela ainda existia. Por fim, ao tornar a buscar algo contra o que lutar, descobrirão que qualquer convicção, inclusive sua anticonvicção, terá sido proscrita. Sentirão saudades da “intolerância” da Igreja de antanho!

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Afrodescendente

Este termo desnecessário e incoerente é muito usado (e propagado) por movimentos africanistas para se referirem a pessoas, no mais das vezes, de pele negra, com ancestrais sabidamente africanos. Porém, a imensa e esmagadora maioria dos chamados afrodescendentes do Brasil também são, em parte, arianodescendentes. É verdadeiramente muito raro você encontrar alguém no Brasil que tenha tido apenas ancestrais negros, sem nenhum parentesco com o biótipo de pele mais clara (chamado de branco, ariano ou caucasiano).

Mas, por que negros (que também são, em parte, brancos) não podem ser chamados de arianodescendentes? Ter orgulho de ser negro pode (e pode mesmo). Mas, se eu tiver orgulho de ser branco, eu posso ter um dia para comemorar minha “Consciência Branca”, sem ser difamado como defensor da escravidão, nazista ou eugenista?

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Antissemitismo

Palavra usada para designar a conduta de todo aquele que, em tese, persegue, discrimina, humilha, rouba, violenta ou mata israelitas em virtude de sua origem e/ou religião (Judaísmo). Porém, há sérios problemas com essa palavra. Vejamos:

  •  É inadequada para se referir à perseguição aos israelitas ou judeus, pois os sírios, os caldeus, os palestinos, árabes também são semitas. Todos eles descendem de um tronco étnico comum, o semítico, cujo distintivo deriva do nome do patriarca bíblico Sem, filho de Noé. Os israelitas, descendentes de um caldeu (Abraão), formam apenas uma pequenina parte da descendência semítica (falando apenas dos realmente descendentes de Abraão, excluindo os convertidos ao Judaísmo). Dessa forma, o Estado de Israel, é o maior agente antissemita da atualidade, já que persegue, mantém presos, rouba e mata palestinos (também semitas), tratando-os como porcos e cachorros.
  •  Tal termo foi estendido, de forma arbitrária, a todos que ousam criticar publicamente qualquer judeu, ainda que a crítica não seja em tom de ameaça ou não tenha relação direta com a origem étnica do “judeu” em questão. Sendo judaico o mando sobre a maior parte da mídia, fica fácil destruir a reputação de qualquer um que se levante contra a elite judaico-sionista, mesmo que a intenção seja justamente conscientizar os “judeus” de que eles não passam de peões sionistas.
  •  O termo correto para designar a conduta violenta, persecutória ou racista contra judeus (ou mesmo uma simples rejeição aos valores judaicos) deveria ser chamada de anti-judaísmo. Por outro lado, aqueles que apenas criticam e denunciam ações monstruosas de alguns judeus ou falsos judeus (que utilizam o rótulo para fins de auto-promoção) deveriam ser distintos como sendo antissionistas, pois sua conduta, tal como a minha, não é a de perseguir o povo israelita indiscriminadamente, por ódio racista, mas certos grupos dentro desse povo, principalmente aqueles que professam o desumano Talmud.

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Homofobia

Segundo a psiquiatria, fobiaé uma aversão incontrolável e psicopatológica a algo, alguém ou alguma situação específica“. Logo, para muito além do que especifica a psicanálise e a psiquiatria e de acordo com os arautos da pseudofilosofia politicamente correta, a homofobia é a aversão que todos os aqueles que não concordam nem aprovam as práticas homossexuais sentem pelos gays e lésbicas, sendo causa de assassinatos e perseguições contra gays.

Minhas observações e alguns questionamentos:

  •  Com certeza, existem inúmeros casos de ataques homofóbicos acontecendo por aí, da mesma forma que há de uma imensa massa de cidadãos anticatólicos que vocifera e rosna contra tudo que se relacione à Santa Igreja, de maneira, na maioria das vezes, irracional. Seria lícito, portanto, criar leis para proteger, especificamente, os católicos contra ataques catolicofóbicos? Aqui, nesse link e nesse também, temos amostras disso.
  •  A média de assassinatos declarados por motivações supostamente homofóbicas tem se mantido entre 150 a 200 por ano em todo o Brasil. Será que o restante dos 60 mil homicídios anuais não merece mais destaque na mídia e mais esforços legais com fins a debelá-los?
  •  Quando travestis (alguns são bem grandes) matam mulheres ou homens heterossexuais, por que esses crimes não são contabilizados como motivados por ódio heterofóbico? Por outro lado, será que, também, eles não se matam uns aos outros, motivados por rixas, motivações passionais ou por dinheiro?
  •  Que crime pode haver em alguém, que não concorde com as reivindicações, muitas vezes ridículas, dos militantes gayzistas, expressar sua desaprovação em público? Que crime pode haver no fato de eu entender a noção de “direito” de modo diverso da de um gayzista? Onde está a Liberdade de Consciência e Expressão?

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Casamento e Família

Segundo os politicamente corretos, o Casamento é a união “matrimonial” entre duas (ou mais) pessoas que se “amam”, para fins, digamos, livres. Ou seja, vale tudo, quaisquer podem ser os objetivos de tal união: sexuais, afetivos, financeiros. O que vale, para eles, é o tal “amor”.

Ainda para esta trupe acéfala, Família é o ajuntamento, em uma casa (ou não), de duas pessoas que, além de se “amarem” (ou não), querem educar crianças dentro dos princípios que regem os atuais direitos humanos, independente dos sexos, religião ou convicções de seus integrantes.

Agora, paremos para pensar: pode haver casamento entre duas pessoas do mesmo sexo? Casamento, segundo o significado normal e original da palavra, é a união ou conjugação de dois seres ou itens diferentes. Assim, da mesma forma que nunca chegaremos a testemunhar uma compra casada de dois produtos exatamente do mesmo tipo, jamais saberemos da existência de um casal de gêmeos do mesmo sexo ou de dois pássaros do mesmo sexo acasalando. Ao que os gayzistas chamam de “casamento” gay, poderiam, muito bem, denominar união, convivência, pacto ou parceria gay, mas não casamento. Obviamente, o único objetivo é político: quebrar a espinha dorsal dos valores cristãos fundamentais que cimentaram a Civilização Ocidental.

E quanto à Família? Será que Família é um simples ajuntamento de pessoas com ideais e convivência em comum? Não seria essa apenas uma alegoria em alusão a orfanatos, times de futebol ou equipes de trabalho? A Grande Família humana, a não ser que pretenda ter seu fim apressado, prima pela própria perpetuação. Isso é da natureza, é biológico, é instintivo, inerente a qualquer ser humano dotado de cérebro em bom estado de conservação.

Um dupla de gays, ainda que estes vivam por toda a vida juntos e fiéis em sua relação, jamais poderão contribuir com seu DNA para a posteridade, a não ser por inseminação artificial, pela qual, obrigatoriamente, a criança se verá privada (no mínimo, parcialmente) de suas origens. Uma família, de verdade, deve ser, sim, capitaneada por um pai, auxiliado e inspirado por uma mãe, em união sinérgica. Relativizar o conceito de Família poderá significar não termos quaisquer famílias num futuro próximo, onde a homossexualidade terá se tornado padrão (e a esterilidade, consequentemente) para um “mundo sem fome e sem tabus”, com suas crianças nascendo em laboratórios-incubadeiras de um Estado Mundial Todo-Poderoso, divinizado e absolutista.

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