Uma das coisas mais simples de se fazer, hoje em dia, quando você quer encher o saco de alguém ou acabar com uma boa reunião de família, é pegar um adjetivo qualquer e atrelar a ele o sufixo -ismo. Você quer dar uma de intelectual de pijama? Comece por dar asas ao seu intelectualismo. Numa dessas aventuras, alguns retardados, entediados que estavam com suas matinês revolucionárias, resolveram inovar. Criaram os termos MachismoFeminismoSexismo. Vejamos!

Não sou especialista em coisa alguma, muito menos me meto a teorizar em áreas como a Antropologia ou Sociologia. Vou emitir, tão-somente, meu ponto-de-vista, baseado em minha experiência pessoal e observações. Obviamente, já aguardo, ansioso, o advento de cadelas raivosas e miquinhos amestrados da tal Modernidade a esse espaço. Quem sabe, até mesmo, de algum arauto dos “direitos humanos”. Chega de encher linguiça!

As mulheres, há muito tempo, vêm reivindicando mais espaço participativo na sociedade global. Ou melhor, alguns setores que dizem representá-las o fazem freneticamente. Nada mais natural: as mulheres são, proporcionalmente, mais organizadas no trabalho que os homens, mais inteligentes, mais cuidadosas, ainda que percam em arrojo, frieza, objetividade e força física para os machos.

As mulheres, sim, devem ser respeitadas como tão legitimamente humanas como o são os homens. É imoral espancá-las, é desumano violentá-las, é hediondo diminuí-las em sua dignidade, como é flagrante injustiça conferir-lhes soldos menores que os auferidos pelos homens em funções equivalentes. Mas, há certos aspectos incompreensíveis nesse ativismo todo. Reflitamos um pouco no que Chesterton diz acerca do Feminismo [1]:

O Feminismo trata-se da confusa ideia de que as mulheres são livres quando servem seus empregadores, mas são escravas quando servem seus maridos.

Revolucionários(as) cunharam, para simbolizar a “luta” por mais “direitos” para as mulheres, a palavra Feminismo. Ou seja, isso deveria exaltar, pelo que se poderia (ingenuamente) deduzir, a feminilidade natural das mulheres diante do Mundo, afirmar sua dignidade enquanto mulheres, não como mão-de-obra barata e massa de manobra para a destruição da sociedade.

O que, porém, deveríamos pensar das tais feministas, quando pintam em seus corpos, orgulhosamente, o termo Vadia? Querem respeito por se auto-afirmarem como vadias, vendendo barato um coito com qualquer ser que lhes pague alguns trocados? Será que mulheres, que reivindicam o “direito” de matar suas crias em suas barrigas, tendo tido elas mesmas o “direito” de nascer, podem ser chamadas de “mulheres”? Querem viver a feminilidade natural, o sexo livre, mas qual fêmea na Natureza provocaria um aborto de suas crias, por mero desejo de trepar ?

O que vejo é que o Feminismo visa:

  • Arrancar as mulheres de dentro de suas famílias, de suas casas;
  • Fazê-las odiar sua vocação natural, a saber, a Maternidade, que garante a perpetuação da espécie humana;
  • Fazê-las abominar seus filhos nascidos, inconscientemente, como resultado da “opressão” sofrida nas mãos dos homens;
  • Fazê-las odiar a si próprias como mulheres, culminando pela rejeição ao sexo conjugal e aos homens, seus parceiros naturais e complementares;
  • Destruição da feminilidade natural e, por extensão, da masculinidade, causando uma inversão de valores e incutindo novos contra-valores (tais como a aceitação do homossexualismo como padrão simbólico da Modernidade);
  • Anular a capacidade de julgamento baseado na realidade objetiva e natural, transferindo todas as decisões para o sempre instável e insidioso mundo subjetivo dos desejos desordenados.

O Feminismo não foi, definitivamente, uma corrente de pensamento sócio-político nascida espontaneamente. A prova está nos escritos de Simone de Beauvoir, talvez a mais conhecida personalidade (doentia) do Feminismo do séc. XX. Esta senhora dizia defender os “direitos” das mulheres, mas era uma amante de ocasião de Jean-Paul Sartre, de quem era também secretária e exímia aliciadora de menores. Foi despedida de seu emprego como professora por molestar meninas adolescentes (Simone era bissexual). Sim, para o vagabundo Sartre, Simone levava meninas virgens. Ao assistir Sartre as seduzindo e delas abusando, Simone se excitava e desfrutava de sua libertinagem sexual e seus fetiches [2].

Simone trabalhava politicamente, financiada por dinheiro graúdo de fundações internacionais abortistas [3], para a subversão das mulheres de todo o mundo, buscando arrancar-lhes de seus filhos e fazendo com que o máximo de casamentos (horrível opressão!) findasse das formas mais chocantes e deploráveis. Mas, claro, ela sabia que isso seria um trabalho de formiguinha, que levaria mais do que a sua vida para se concretizar em seus objetivos nefastos. Abaixo, em um diálogo com outra feminista, Betty Friedan [4], ela diz:

Não, não acreditamos que qualquer mulher devesse ter sua escolha.  Nenhuma mulher deveria ser autorizada a ficar em casa para criar seus filhos.  A sociedade deveria ser totalmente diferente.  Mulheres não deveriam ter essa escolha, precisamente porque se há uma tal escolha, tantas mulheres a farão.  Isso é um meio de forçá-las numa direção precisa.

Em minha opinião, enquanto a família e o mito da família, da maternidade e do instinto maternal não forem destruídos, as mulheres serão oprimidas.

 

Pelo tal Relatório Kissinger [5], fica fácil perceber que a redução populacional (um das obsessões da ONU) através da mudança cultural passava, obrigatoriamente, pelo esfacelamento do modelo de Família nuclear e rejeição à instituição do Matrimônio. De um mesmo pacote de medidas, conseguiria-se enfraquecer a Igreja (que tem como modelo a Sagrada Família), perverter a moral feminina, profanar a Maternidade, criar um vasto mercado de orgulhosa putaria midiática (sem reprovações, sempre amparado nos tais “direitos humanos”), desestigmatizar a prostituição, confundir o Destino dos homens (que se movem, inconscientemente, para o casamento), fomentar a indústria abortista e — claro, contra todas promessas —, escravizar as mulheres, criando uma classe de mulheres obcecadas por serem iguais aos homens em tudo, inclusive na necessária sujeição a um mercado de trabalho sempre mais concorrido.

Sim, a tal “independência” financeira das mulheres solteiras, que criam sozinhas seus filhos por opção, tornou-as escravas de uma competição agressiva demais. Se sentiam-se sozinhas antes, agora estão ainda mais. As mulheres, hoje, trabalham anda muito mais que antes, quando eram somente donas-de-casa. Trabalham, estudam, chegam em casa e ainda têm de cuidar da casa sozinhas. Obviamente que antes os custos não eram tão altos, mas os salários eram proporcionalmente maiores, pois havia menos concorrência. Assim, todos saem perdendo, homens, crianças, mas, principalmente, as mulheres. A tal independência feminina custou mais caro do que previam as tais feministas.

O Feminismo, se assim entendo, deveria se limitar a proteger as mulheres das agressões que sofriam mais sistematicamente em outras épocas. Não deveria ter pretendido subverter as funções naturais das mesmas, a saber, a maternidade e a de ser o eixo de equilíbrio dos lares. Não adianta tentar esconder: cedo ou tarde, o instinto materno gritará alto no âmago da mulher, acredite ela ser heterossexual ou homossexual. E, se isso é ser machista, sou machista, sim, graças a Deus (o qual me fez macho)!

Ser machista é ser macho, pura e simplesmente. Mas, ser macho não implica em ser covarde, prato cheio para aquelas revolucionárias que querem ver as mulheres longe dos homens, que não gostam de ver as pessoas felizes e que, no fundo, odeiam a si mesmas. Ser macho é ser macho para a fêmea, pela fêmea, por suas crias com sua fêmea, pelo núcleo social (lar) formado com ela. É proteger, decidir, dar sempre a última palavra, assumindo  a responsabilidade pela mesma, chamando para si as consequências, boas e ruins, de ser provedor, apoiador, defensor, disciplinador. É ter os pés no chão em todas as ocasiões em que a criatividade da fêmea exceder as fronteiras do útil, agradável, possível e palpável. É justamente gritar mais alto a cada vez em que ela disser “coitadinho” para o filho, que acabou de dar um tapa na cara dela. É corrigir, ainda mesmo que com rigor, os filhos que desejam testar o coração de manteiga da mãe, que perdoa todas as afrontas. É dizer: “Agora chega, vamos sentar à mesa, vamos comer! A primeira a comer é a mamãe!”.

Machos que espancam mulheres, vivem em botecos e chegam bêbados às suas casas, tropeçando em seus testículos, que não ajudam, não assumem riscos, responsabilidades, que se escondem debaixo da mesa quando a mulher é afrontada, ou mesmo abusada, que não sabem agradar. Esses não são machos; são apenas hóspedes, muitas vezes violentos.

Sou machista, sim, e acho que quem nasce homem deve ser homem, agir como homem, independente de seus impulsos sexuais. E, ao contrário do que dizia a pedófila Simone de Beauvoir, a mulher não torna-se mulher, ela nasce mulher. O homem nasce macho, mas deve provar que mereceu vir ao Mundo com algo a mais entre as pernas.

***

REFERÊNCIAS

[1] CHESTERTON, Gilbert K. Social Reform vs. Birth Control.  (Artigo). 1927.  Disponível em: < http://www.cse.dmu.ac.uk/~mward/gkc/books/Social_Reform_B.C.html >. Acessado em 13 de dezembro de 2014.

[2] SEYMOUR-JONES, Carole. Uma Relação Perigosa. São Paulo: 2014, Record.

[3] VALERIO, Marcus (XR). A Fundação do Feminismo de Segunda Onda. (Ensaios). Disponível em: < http://www.xr.pro.br/Ensaios/Fundacao_do_Feminismo.html >. Acesso em 13 de dezembro de 2014.

[4] BEAUVOIR, Simone de. O Segundo Sexo.  Paris, 1949.

[5] Relatório Kissinger: Relatório de Henry Kissinger, Secretário de Estado dos EUA, ano de 1974. Propunha limitações ao crescimento da população dos povos subdesenvolvidos para assegurar a hegemonia política e econômica dos Estados Unidos. Este documento tem orientado a conduta daquele país frente aos mais pobres, incluído o Brasil, onde se têm debatido calorosamente questões relativas à vida, à família e à sexualidade. Para mais informações, sugiro a leitura deste documento: < http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?num=1612&pref=pdf >.

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Um comentário em “O que é o Feminismo? (Sou machista, graças a Deus!)

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