As águas da chuva da madrugada inteira açoitavam meu lombo impiedosamente, encolhido que estava eu sob os escombros de uma cabana. A tormenta da semana anterior, com seus vendavais, havia deixado monturos por toda parte. A chuva me castigava e era, ao mesmo tempo, a fonte misteriosa e anônima de minha força. Abri a boca, então, e bebi a água diretamente do ar que me unia a ela.

Acaso, dancei eu no meio da chuva? Não! Mas, certo estou: a chuva dançou em mim.

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