O pensamento humano é linear ou cíclico?


Uma pergunta simples: conhecendo as causas de algo, saberíamos, inevitavelmente, quais seriam seus efeitos?

A resposta parece ser óbvia, segundo a lógica. Numa abordagem linear da realidade, é natural que respondamos que sim, conhecendo a origem de um fato, poderemos deduzir seus prováveis desdobramentos. Repetindo: essa resposta vale para um contexto linear, ou seja,  pancada-dor,  1 + 1 = 2, etc.

Poderíamos, no entanto, fazer outra pergunta: por que contextos tão óbvios recebem interpretação diversa ou são percebidos de formas divergentes por diferentes observadores? Acaso, se eu somar a uma laranja que eu tenha uma outra laranja, terei um número de laranjas diferente de dois?

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A abelha, a coruja e a vara


O menino era ladeado, à média distância, por seus dois preceptores, Merum e Nagad. Os três permaneciam na praça deserta da pequena cidade há mais de um mês. Graves testes deveriam assaltar o garoto em preparação para voltar ao seu país nas montanhas do Leste do Rio, onde esperavam-no para assumir o trono no lugar de seu regente atual. Assumiria ou não?

No âmbito das provas morais e espirituais, bem como da práxis mística que deveria exercitar, seus dois preceptores assentaram-se, lado a lado, diante do menino vestido com uma túnica azul e coberto com malha fina de ferro. Calçava sandálias de couro cru. Merum, então, propôs ao garoto um súbito enigma, apontando para a palmeira solitária no meio da praça:

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O Portador da Promessa


Os anos passam e todos nós, se não mudamos, temos de nos adaptar à vibração dos anos. Nossos nervos se adaptam às porradas da Vida e, assim, a abordagem que fazemos às curvas do Caminho vai se modificando. Não permitimos que nossa essência se dilua diante dos desafios, mas ela deve continuar seguindo o melhor Caminho, ainda que fluindo como as águas de um rio ou irrompendo como meteoro pelos Céus. O Caminho tem sempre seus pontos altos e baixos, sejam eles acentuados ou suaves.

Quem me acompanha desde o início deste blog talvez se lembre dos motivos de eu ter adotado esse nick, Ebrael. Foi para, ao mesmo tempo, funcionar como “amuleto” e pseudônimo, já que não gostava de assinar minhas poesias e relatos com meu nome de batismo. Paralelamente, o título do site, DIES IRÆ (em lat., “Dia da Ira”), que é o título de uma obra sacra do séc. XIII, funcionou como sinalizador do espírito do que viria a ser escrito aqui.

No entanto, visando acompanhar a evolução natural da Vida e consoante as peças que a mesma me pregou até hoje, acho por bem modificar o nome que está à porta desta “casa” virtual. Esta não perderá seu caráter ácido, inerente ao espírito daquele que dela cuida, mas deixará de lado a impessoalidade aparente para assumir, de uma vez, a personalidade de quem vos fala. A partir de hoje, pois, esta “casa” será do “Portador da Promessa”.

Mas, qual é o motivo por qual é atribuído este título ao site?

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Lições jamais aprendidas


A fama de Roma surgiu com o desenvolvimento de um punhado de povoações da planície do Lácio (região central da Itália). Uniram-se, elegeram seu rei e iniciaram seu crescimento, o qual só pararia aproximadamente 900 anos depois, no séc. II d.C. De uma população pastoril, surgiu uma civilização, uma cultura de alcance mundial e duração que exorbita os 2.750 anos.

Mas, em que o potencial do Brasil poderia ser menor ou o nosso desenvolvimento menos bem sucedido do que os dos romanos? Em que teríamos errado, quais as boas condições e as não tão favoráveis em nossa caminhada rumo ao desenvolvimento? É o que tentaremos demonstrar a seguir.

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O Brasil e alguns de seus ritos de passagem


Acostumamo-nos a pensar sobre nossas vidas e sobre a história desse país de forma análoga, por períodos, marcos, fases, datas, etc. Seriam semelhantes aos ritos de passagem da vida de um jovem. Tal qual é nossa nação tupiniquim, um mancebo exposto a provas esdrúxulas e incompreensíveis na maloca onde vive (oh, saudosa maloca, maloca querida!), dotado de muita energia, valor e nenhum juízo.

A letra do Hino Nacional poderia nos servir de bela inspiração para esses devaneios, mas prefiro não me entranhar nas matas do desassossego e da heresia. Fico com essa perplexidade de filho do índio que, entendendo que nada é o que parece, sente-se inquieto com as batalhas que se travam pela alma e corpo desta sua terra continental.

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Dilma, a Casa caiu!


Sem muito palavrório, quero deixar registrado o orgulho que senti ao ver, a despeito de quaisquer consequências, o teor genuíno e a pujança das manifestações deste dia 15 de março, em rejeição à presidente Dilma e à sua panaceia socialista de merda.

Sem pão com mortadela, com Consciência e sem preços, sob sol e/ou chuva. De carro, a pé ou via metrô. Na praia ou na cidade. Foram milhões em um só dia, a uma só voz, a exigir a renúncia de Dilma Rousseff e a extinção do PT e de outras quadrilhas similares.

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