Por que sou contra a redução da maioridade penal?


Diz-se que a espécie humana tende, sempre que possível, a fugir da dor e buscar o prazer, não necessariamente nessa ordem. Numa sintonia fina: evitar o Caos e trabalhar pela estabilidade, sempre visando o progresso. Quando não pode conseguir ambas as condições, se concentra em uma de cada vez, dependendo da situação. Finalmente, na impossibilidade de ambas, o ser humano desespera-se.

Aqueles grupos que buscam a dominação da raça humana, espoliando-a ao nível da escravidão total (em curso), sabem bem de tudo isso. Por isso é que o lema máximo do pensamento sinárquico é o adágio latino Ordo ab Chaos. Ou seja, obtém-se a “ordem a partir do Caos”. Do conflito constante de valores e emoções humanas, num estica-e-puxa macabro, conduz-se a humanidade não ao nivelamento pelas melhores opções, mas à rendição por concessões ao “menos pior”. Assim ocorre nas eleições, bem como nas políticas de austeridade em nome da expropriação (seja essa via socialismo ou capitalismo, ambos braços da mesma Besta faminta).

Mas, a quais fatores a “Besta” atribui tamanha dissonância entre os seres humanos? Claro, ela culpa sempre os vícios e excessos, a “diversidade” que ela tão bem alimenta sob a forma de multiculturalismo, disfarçado de democracia, e de guerras “libertadoras”, enquanto insufla o ódio ao roubo que seus agentes políticos, mundo afora, perpetram.

***

Os leitores mais atentos perceberão que tudo o que hoje acontece nos encaminha para a escravidão completa da humanidade. É bem óbvio que a “Ordem” que as gangues políticas querem para o Mundo não é a harmonia como a desejamos, nem a Paz, mas aquela em que os seres humanos não mais contradigam o que é estabelecido como padrão de valores, de pensamentos e de atitudes. E, para isso, é fundamental que o Estado totalitário obtenha dos pais, chefes do atual núcleo formador da sociedade humana — a Família —, todo o poder, docilmente, de doutrinar os cidadãos desde o berço (ou seja, de “educá-los”). O que a criança receber de instruções até os 7 anos de idade, dificilmente poderá ser revertido em suas mentes na adolescência ou idade adulta.

Quando os pais, achando que devem cumprir a Lei dos homens como manifestação da “ordem” instituída por Deus (e assim ensina-se no Novo Testamento cristão), entregarem seus filhos desviados ao mandato do Estado, então aqueles já não terão poder algum. Terão renunciado ao seu dever extremo (o de tutelar uma alma de Deus) em favor de um falso legalismo irracional, como se fossem zumbis ou robôs programados para obedecer.

Pensem em pais que perdem seus entes queridos, assassinados por adolescentes e crianças drogadas, cruéis e animalizadas. Certamente, os pais das vítimas chegam às raias do desespero, tamanho é o choque ao qual são expostos. Mas, e aqueles pais, indolentes ou não, que veriam seus filhos trancafiados por toda a vida ou, mesmo, condenados à pena capital? Serão eles menos pais que os genitores das vítimas? Estarão os assassinos menos expostos à ação hipnótica das elites, só por que essas detém o controle da imprensa e dos bancos, supostos apoiadores da “liberdade de expressão” e fomentadores do “progresso”?

Acho que seres humanos em desespero deveriam agir menos com seus nervos e perseguirem as raízes dos problemas com a Razão. É muito fácil apontarmos o culpado quando ele se apresenta assim, tão aparentemente debochado, impune. Mas, mata-se uma mosca e vem, certamente, outra em seu lugar, até que a carne da vítima esteja tomada de vermes. Tudo que aí se apresenta, toda essa violência e esse proposital sentimento de impotência que nos é incutido pelos crimes, se destina a apenas uma coisa: a entrega de todo o nosso poder discricionário, inclusive os destinos de nossos próprios filhos, desviados ou não, ao Estado. Seja para doutrinar, alimentar, vigiar, ou seja para punir e matar.

Ao solicitarmos o aumento da imputabilidade de menores (ou redução da maioridade penal), adolescentes de cada vez menor idade serão recrutados para as hordas do crime, este financiado e protegido pelo Estado (socialista ou liberal, não importa). Se, hoje, crianças de 4 ou 5 anos já ensinam aos pais como usarem computadores, imaginem se não saberão manejar uma arma ou esfaquearem-nos! Se hoje a mídia tolera putaria em horário nobre, imaginem se logo, cada vez mais cedo, não estarão entupindo nossas meninas com anticoncepcionais e defendendo o aborto desde a infância, sob a desculpa de que elas também têm “sentimentos” e “direitos sexuais”!

Anúncios

3 comentários

  1. Amigo, sou a favor da redução de maioridade penal para 16. Pode dirigir, pode votar, então pode ser responsável. Pais sofrerão com filho preso seja com 16, 18, 30 ou 50. Sobre bandidos recrutarem jovens cada vez mais jovens, já o fazem, porém com perda da mesma habilidade e, consequentemente, menor expectativa de sucesso do ato.
    Abraços! 😉

    Curtir

    1. Mas aí é que tá, Meri! Não é razoável pensar que jovens de 16 anos de idade saibam votar mais que um de 30, muito menos dirigir melhor. 😉 É óbvio que esse trabalhinho tem um fim objetivo de emancipar esses adolescentes, à revelia dos pais, e jogá-los à tutela amoral do Estado. Não penso que pais de presos de 30 anos de idade sofram menos que de presos de 16 anos, mas com a diferença de que, aos 16 anos, têm ainda menos maturidade que os de 30 anos.

      Sim, sobre criminosos recrutarem jovens com cada vez menos idade e com menos competência, isso é fato. Mas, de que importa aos criminosos a idade e a “habilidade” dos menores infratores se o que lhes interessa é o lucro e a vida alheia é descartável??

      Agora, pergunto: o que é importante aos pais das crianças mini-traficantes: tirar o lucro do traficante ou salvar a vida do filho? Será que teremos de ver primeiro com que idade aumentará a incidência de mortes entre as crianças do tráfico para somente depois nos darmos conta de que estamos falhando em nossa responsabilidade como pais e como cidadãos?

      Reflexão, cabe aí algumas outras perguntas em cenas dos próximos capítulos! 😀

      Um abração!

      Curtir

      1. Mas então, se for assim como vc diz, os de 18, 30 ou mais tbm deveriam ser desculpados, pois tem gente mesmo que tem desculpa p tudo, passado de miséria, violência, (e até imaturidade tbm) etc. Não, não, não concordo com vc, meu amigo. A redução de maioridade penal é justa, pois um jovem de 16 (independente de ser forçado ou não a cometer um crime, pois qualquer um pode ser forçado, independente da idade) já sabe muito bem que roubar, matar, estuprar, etc é crime. Sem essa de imaturo, de ser “criança”. É fato que muitas coisas devem ser melhoradas para combater o crime, e para mim, a redução de maioridade penal é uma delas.
        Abraço! 😉

        Curtir

Escreva abaixo seu comentário:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s