Menina dos olhos


Um homem beija a esposa e sai para o trabalho. A Morte sem vergonha, mal vestida, maltrapilha, o espreita junto do poste ao lado do portão de sua casa. O carro do homem sai, de ré, e ele não vê a Morte, mas ela lhe espera. É um assalto ao carro, o bandido ordena que o homem levante os braços. O carro se movimenta sem comando, a Morte se afoba e resolve tomar de assalto o marido e pai de família, cravando-lhe uma azeitona de chumbo na têmpora esquerda. É o presente que se vai e a esposa, desconsolada, requer o marido em seu presente. O presente da esposa nunca mais contará com a presença daquele que ela pensava ser seu. O presente tornou-se uma carcaça inerte aos olhos dos outros.

Publicado em
Categorizado como Crônicas Tag

Carta aberta a Joaquim Barbosa


Florianópolis, 24 de maio de 2015.

Ao Sr. Joaquim Barbosa,

Outrora Ministro e Presidente do Supremo Tribunal Federal.

Brasília, DF.

Caro Sr. Joaquim Barbosa:

Eu, como cidadão brasileiro que busca estar minimamente informado e interagir através da internet ainda livre (mas, sem mais qualquer privacidade), acompanho o que o senhor e outras pessoas conhecidas falam nas redes sociais, blogs e outros veículos da mídia corporativa. Tento buscar os fatos em suas fontes e opiniões sobre as quais possa basear meu julgamento. Em vão. Confesso que me entristece, sobretudo, constatar como o povo é ingenuamente otimista. Explico.

Conselheiros tutelares, em sua maioria, não passam de lacaios de bandidos!


Antigamente, os conselheiros tutelares faziam um serviço digno de apoio a pessoas desamparadas e eram como pontes entre o Poder Público e os cidadãos carentes, principalmente as crianças vítimas de violência doméstica. O tempo passou e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que nos foi “presenteado” pelas entidades estrangeiras de “direitos humanos”, e os conselheiros tutelares começaram a inverter os papeis: as vítimas de antes se tornaram os bandidos de hoje, pois retiraram, junto com a violência dos pais brutos, a autonomia dos pais quando da educação dos filhos.

Hoje, as crianças e adolescentes, quando repreendidos pelos pais, já saem logo a vituperá-los: “Vem, se me chamar de novo de vadio, te denuncio e vais para a cadeia!”. Se um mini-assassino mata um pai-de-família ou violenta uma mãe diante de toda a família, feita refém, ele vai de punhos livres para a delegacia, debocha dos policiais e sai no dia seguinte por ser menor de idade, quando deveria ir para uma entidade de reeducação (que nunca reedeuca).

Meditações para nós mesmos


Transcrição do Podcast #2: Meditações para nós mesmos, sobre as “Meditações” de Marcus Aurelius, imperador romano do séc. II. Estoicismo na base do pensamento ocidental para suavizar nossas vidas diárias. Ouça e faça você mesmo(a) as suas meditações. Não esqueça de dar um like no vídeo!

***