Treze de Maio e o Valor da Liberdade


Hoje algumas pessoas lembram da Abolição da Escravatura no Brasil, mas poucos falam da Lei Áurea, que foi o ato de S. A. R. Princesa Isabel que oficializou o que o Império já sinalizava há algum tempo. Mas, por que será que muitos dos movimentos da Consciência dita Negra não exaltam a memória de sua benfeitora? Acaso, será por ela ter sido branca, europeia, bem-educada? Talvez, a parte rançosa desses escravos ressuscitados não tolere o fato de ela, a Princesa dos escravos, ter sido uma pessoa íntegra, fina, caridosa, culta e católica.

Ora, os negros de um século atrás lembravam com muito carinho da nobre filha de Dom Pedro II. E por que não os de hoje? O que mudou? Talvez seja porque o sentimento de contestação de nossos dias tenda a levar os jovens a tornarem-se massa de manobra, gente sem causa, sem lenço, documento. Um povo sem memória esse povo brasileiro, um povo em processo de emburrecimento.

Isabel do Brasil, princesa imperial, filha de D. Pedro II e D. Leopoldina.

Sim, uma nação sem memória é uma nação sem futuro. Temos de planejar o futuro como aperfeiçoamento do passado. Mas, há quem viva remoendo o passado como se as pessoas de hoje, mais de um século após o fim do regime de servidão dos negros, tivessem de pagar um preço indefinido por toda a opressão sofrida pelos escravos. Para eles, basta ser branco que se é culpado, escravocrata, racista. Basta que não concordemos com seus pleitos cada vez mais debochados, por direitos sempre mais exclusivistas, que então nos tornamos fascistas, opressores de negros e pobres, amantes da ditadura ou nos aplicam pechas de tipos mais sórdidos.

A Liberdade, amigos, eu já tentei delinear por escrito aqui, neste site. Mas vou repetir o que entendo. Ser livre é não ter impedimentos para fazer o que deve ser feito. Com o dever cumprido, com nossas responsabilidades pessoais em dia; com nossas famílias alimentadas, amparadas; cumprindo a Lei se essa estiver em trégua com nossa Consciência; então, podemos reivindicar nossos direitos proporcionalmente. Não podemos pedir, exigir aquilo de que não nos fizemos merecedores. Não podemos chantagear pessoas com fantasmas do passado, apelando para artifícios sentimentaloides.

Não existe almoço grátis, a não ser para aqueles que não podem se sustentar sozinhos por incapacidade comprovada. Acaso, quem de nós, sem deficiência física ou mental ou por idade avançada, pode se declarar incapaz de trabalhar?

Se o trabalho forçado é ofício de um escravo, o trabalho livre nos torna livremente responsáveis, ao menos, pela comida que nos mantém vivos, sem dever nada a filho da puta algum. É por isso que, contraditoriamente, a esmagadora maioria dos escravos permaneceu trabalhando nas fazendas onde antes serviam como escravos. Ao menos, aqueles que sabiam que o trabalho é compulsório na Natureza e compreenderam o verdadeiro sentido da Liberdade.

Para terminar, refletindo, posso dizer a vocês que “o vento é livre quando vai numa direção determinada; se sopra sem direção certa, vira furacão e a tudo destrói”. Tenhamos todos nós uma boa noite e possa Miguel Arcanjo iluminar o Caminho das pessoas de boa vontade! Amém!

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3 comentários

  1. É isso aí, enquanto houver pessoas pleiteando vantagens por conveniência pessoal ou de grupo, não haverá liberdade, pois, somos todos irmãos, filhos de um mesmo PAI (DEUS) e de uma mesma MÃE (A NATUREZA), devendo cada filho fazer por onde merecer o que quer, é assim que funciona em sintonia com as leis universais – MERITOCRACIA – e PONTO FINAL! Abraços, Júlio, com elevado carinho!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Se quisermos liberdade e mudanças, em primeiro lugar, precisamos cobrar de nos mesmos, as responsabilidades dos nossos atos. A ausência de responsabilidade coletiva, o individualismo, muitas vezes é a causa dos conflitos e desentendimentos. Esse e o maior sintoma de uma sociedade em que as pessoas crescem sem ter noção de q toda ação reflete sobre os demais e tem consequências, algumas de longo prazo, outras de curto prazo. A liberdade e ter responsabilidade. A responsabilidade do ser humano não e só consigo e com a família, é com o mundo e com as gerações que nem nasceram ainda. Cada um tem compromisso com o futuro da humanidade. Num plano individual, a questão esta relacionada c a habilidade de lidar com as frustrações, os complexos, traumas de infância, recalques, etc. Queremos projetar nos outros responsabilidades e cobranças que muitas vezes não tivemos potencial p resolver e q são apenas nossas frustrações interior, achando q o mundo poderá “concertar”. Uma mente imatura não consegue lidar com as frustrações. A frustração é necessária. A incapacidade de lidar com ela e uma das principais causas de desentendimentos, cobranças, acusações, estresse, depressão, ódio, drogas, álcool, suicídio, comportamento de risco… Acredito q a falta de habilidade p lidar com a frustração é a principal causa q gera a ausência da verdadeira liberdade.

    Parabéns, seus textos são ótimos!

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    1. Sim, concordo com você. Se bem que a frustração pode advir de um sentimento de injustiça pelo bem que fizemos e que nos devolvem com ingratidão. A ingratidão e a violência são ações e reações em cadeia.

      Leia comigo, Maria, as “Meditações” de Marcus Aurelius. Já escutou meu podcast sobre elas?

      Beijão e boa semana! 😀

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