Enquanto algumas almas ranzinzas ficam resmungando por outras pessoas estarem entusiasmadas com a “descoberta” (!!) de água em Marte e falte água na represa Guarapiranga, em São Paulo, eu fico, sim, estupefato com a notícia. Ainda que eu suspeite que essa informação já fosse, há algum tempo, de conhecimento da NASA e tenhamos sido os últimos a saber (como sempre), antes tarde do que nunca.

Os seres humanos são movidos a sonhos, a aventuras. O homem é um ente sempre “fora da casinha”. Sempre. De um lado, a Física Quântica, quase a provar a sobrevivência da mente à morte física e fazer ruir o edifício dos céticos. De outro, a Astronáutica moderna a fazer babar de raiva as almas envelhecidas e amarguradas, sem doçura em suas essẽncias e com inveja dos sonhos alheios. O Além-Vida não está mais tão distante, enquanto o distante planeta Marte nos aproxima da realização do que antes não passava de literatura de banca de jornais.

Foto: NASA/JPL, by Curiosity Rover on Martian landscape.

Evidências fortíssimas de água no estado líquido na superfície de Marte foram encontradas por câmeras do laboratório da NASA que orbita o Planeta Vermelho. Essa água, pela presença de percloratos (um tipo de sal), aparece no Verão e some no Outono marciano. Ou seja, é sazonal, mas é suficiente para quase declararmos, com certeza, de que há, sim, vida em Marte. A Terra não é mais a “coroa da Criação”. Ela pode ser uma escala da Vida, mais uma entre possíveis bilhões em todo o Universo conhecido (e ainda por conhecer).

Em minhas reflexões sobre Marte, uma abordagem sempre me causa perplexidade: a de que pisar em Marte é pisar em um outro Mundo, um outro solo, dormir sob um outro Céu, com nuvens de cores diferentes e nos orientar por um Mapa Mundi totalmente novo. Acaso, a vida de um ser humano ali seria a mesma? Ou melhor: o ser humano ali continuaria o mesmo? Creio que sim, mas a percepção mudaria, os ritmos biológicos da mulher, principalmente, seriam totalmente diferentes sem a presença da força de maré da Lua. A gestação, a menstruação e o crescimento das plantas se dariam de forma ainda mais diversas, pois as estações durariam praticamente o dobro do que na Terra. Aí, pergunto: como nos adaptaríamos lá?

Com ciclos biológicos humanos ocorrendo em intervalos diversos, a noção de passagem do Tempo mudaria, a resistência a condições extremas seria testada. Não teríamos como pegar um trem de volta ou uma ponte aérea direta para São Paulo ou Rio de Janeiro. Não teria volta! No way back! Seria como morrer, mas não fisicamente. Seria como ir para o fascinante e atemorizante Mundo do Além sem sairmos de nossos corpos mortais. Experimentaríamos uma “passagem” para outro Mundo em corpo presente e vivo, de forma consciente, terrivelmente consciente. De salto em salto, de planeta em planeta, o ser humano perderia o medo da Morte. A alma seria mais um corpo, e o corpo mais uma alma. O Mundo adentro de nós mesmos seria explorado como o Mundo de fora, e vice-versa.

Foto do por-do-sol em Marte, tirada pelo robô Curiosity.

O medo de estarmos sozinhos no Universo influencia, mais do que imaginamos, o medo que possamos, em maior ou menor grau, ter da morte física. O ser humano reflete o repositório de sentimentos de seu grupo, primeiramente familiar, depois regional ou religioso, e racial (no sentido de raça humana, ou seja, de todos). O medo que o ser humano tem de destruir tudo ao seu redor e não deixar nada aos descendentes torna-o cativo de uma luta encarniçada pela acumulação de coisas e objetos, ao invés do usufruto de sua existência. É a experiência que enriqueceu o ser humano durante sua evolução. Este involuiu quando começou a acumular tesouros de areia sob o colchão ao passo que não cuidou de manter limpa a Casa terrena.

Ir à Marte será um passo mais do que valioso para a humanidade. Será a verdadeira garantia de adaptação aos duros tempos que virão e aos novos desafios que nos aguardam. Desafios, esses, sejam pela Liberdade de Consciência, sejam pela sobrevivência da espécie em franco risco de auto-extinção.

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2 comentários em “Marte: um Mundo Além da imaginação

  1. “De um lado, a Física Quântica, quase a provar a sobrevivência da mente à morte física e fazer ruir o edifício dos céticos”.
    Diga-me o que sabes sobre a existência de espíritos. Tenho um amigo muito sério que diz conversar com entidades. Há algum estudo sobre isso? Obrigado.

    Curtido por 1 pessoa

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