Sem lenga-lenga: a noção da passagem do Tempo é algum resultado misterioso da nossa percepção ao ser sensibilizada pelos elementos à nossa volta. Acaso, não é disso que damos conta ao compararmos, por exemplo, um estado febril e outro de euforia? Falo, abaixo, um pouco sobre isso. Carpiamus diem!

Acordei hoje e fui fiscalizar o relógio. Pelo que pude perceber, os segundos pareciam passar normalmente, conforme o ritmo costumeiro. Mas, ao executar, em seguida, pequenas tarefas, percebi quanto tempo essas pequenas tarefas tomaram de meu tempo. Ou terá sido minha percepção dele que havia sido mais lenta ao executar tais tarefas? Tomar banho, vestir a roupa para sair a trabalhar, tomar aquele café tranquilamente. Nada, nada mesmo, parecia “render” resultados dentro do tempo disponível.

Dependendo de nosso estado de espírito, as coisas mais difíceis, quando executadas de forma ordenada, demandam pouco esforço, enquanto coisas aparentemente simples levam uma eternidade por não sabermos como executá-las ou sem estarmos decididos a isso.

O Tempo, em si, não é o “culpado”, mas sim o “nosso” Tempo. Hoje em dia, acordarmos sem saber o que fazer ou hesitarmos em fazer o que tem de ser feito já implica, assim, em uma “perda” de tempo, uma irreparável perda de tempo. Se nos levantamos para algo, que façamos aquilo logo!

2 comentários em “Que culpa tem o Tempo?

  1. “O Tempo não é o “culpado”, mas o “nosso” Tempo. Hoje em dia, acordarmos sem saber o que fazer ou hesitarmos em fazer o que tem de ser feito já implica, assim, em uma “perda” de tempo, uma irreparável perda de tempo. Se nos levantamos para algo, que façamos aquilo logo!” – Simplesmente perfeito e de uma elevação que, tomara, muitos venham a perceber. Aí saberão o porquê tanto sofrimento no mundo, cada sofrimento, ENFIM TODO O SOFRIMENTO NO MUNDO, é a consequência da soma de todas as perdas de tempo, em não quererem se conhecer e conhecer a vida como ela REALMENTE É!
    PARABÉNS, Júlio, por mais esta excelente postagem!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Se as pessoas pudessem sentir apenas uma fração sequer do alívio/prazer de ver o dever cumprido, não seriam tão indolentes. Aliás, confesso que, às vezes, também protelo indevidamente as minhas obrigações. Resultado: o tempo me cobra “juros”.

      Um abraço!

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