Soneto Sinuoso


Estranhos são os Caminhos da Vida,
Esses que dizem perfazer o Destino:
Afastam-nos da meta tão querida
E nos fervem os pés em desatino.

Tão doce é a mais amarga bebida
Que bebo por mim, assim, pequenino.
Grande sou contra meu assassino,
Aquele de minha alma combalida.

Não subverto minha mente em vão,
Num vão acerto do egoísmo cretino,
Nem chamo boa à perversa descida.

Nutro o desejo de cumprir aquela lida
Do soldado que ainda parece menino,
Assim na estrada como no Coração.

***

Angeli non aiunt, sed agunt. (“Os anjos não dizem amém; eles agem.”)

(Ebrael Shaddai, 1 de abril de 2016)

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