(Ou, Por que eu escrevo?)

Writing is not a craft, but an attempt, sometimes useless, to dispel the fear of a sudden annihilation. We tried to make evergreen those ideas expressed by the mouth and on paper, both these always insufficient and finite means. Christ said: “The mouth speaks what overflows in the Heart.” I would say more: when the mouth becomes obsolete, the stones and the letters, all, take the feature of our deepest feelings.

(Escrever não é um ofício, mas uma tentativa, por vezes inútil, de dissipar o medo do aniquilamento súbito. Tentamos tornar perenes aquelas ideias expressas pela boca e no papel, ambos meios sempre insuficientes e finitos. Dizia o Cristo: “a boca fala do que transborda no Coração”. Eu diria mais: quando a boca torna-se obsoleta, as pedras e as letras, todas, tomam a feição de nossos sentimentos mais profundos.)

I write to hold back the essence of Time, that secures to us the ability to become what we want to be instantly without losing sterile materiality. We fertilize seedless, sow without hands and handle the unthinkable. Before falling in the webs of the impersonal Chaos, which my Soul shall taste when dissolved in Ether, I’ll throw my Matrix of Feelings against this barren wall of the World. I get ideas as input, process the sunlight and, suddenly, give out the springs to Sunflowers.

(Escrevo para não perder a essência do Tempo, essa capacidade de sermos o que desejamos ser, instantaneamente, sem perder a materialidade estéril. Fertilizamos sem sementes; semeamos sem as mãos; manuseamos o imponderável. Antes de cair nas teias do Caos impessoal, que a Alma experimenta ao dissolver-se no Éter, ouso lançar minha Matrix de sentimentos contra essa parede árida do Mundo. Entro com ideias, processo a Luz do Sol e, súbito, dou saída aos nascentes Girassóis.)

I write to remind me of the three Loves – Eros, Philia and Agape. I fade myself beneath their wings as an extension of a dream within another broader dream. Whom from them should I listen to? Wouldn’t they be faces of the very primordial impulse which ecstasize this psychographer of the Muses, as a faithful messenger between Heaven, Earth and Hades?

(Escrevo para lembrar-me dos três Amores — Eros, Phília e Ágape. Desdobro-me nas asas deles como prolongamento de um sonho dentro de outro sonho maior. Ao qual devo escutar? Acaso, não são eles faces do mesmo impulso primordial que extasiam o psicógrafo das Musas, tal qual verdadeiro mensageiro do Céu, da Terra e do Hades?)

Nietzsche used to exhort us all: Become what you are. Thus, I am me. Interpreter of my Shadow, ultimate goal of Sunflowers, as such a Promise Carrier. I write to know myself, the Gods and the eternity of a Dream.

(Exortava Nietszche: “Torna-te no que és”. Pois, eu sou eu. Intérprete da Sombra, meta suprema dos Girassóis, tal qual o Portador da Promessa. Escrevo para conhecer-me, a mim mesmo, os deuses e a Eternidade de um Sonho.)

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5 comentários em “Why do I write?

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