Há quanto tempo não escrevo para ti, não é mesmo? Digam o que quiserem, meu Senhor, a teu respeito. Ainda assim, eu sempre estarei olhando para o Alto à procura da Luz inspiradora de teu Rosto, exatamente como o faço agora.

Acaso, és um mito rebuscado de lendas semíticas? És tal herói simbólico da raça escolhida e separada, qual aquela das “almas antigas” de outros orbes?

Ah, temível Mikhael, se és uma falácia, eu o sou ainda mais! Sou eu algum filho espiritual de uma brilhante anedota, uma alegoria paciente, à espera de redenção. É por tal suspeita inquietante que padeço essa síndrome de Davi, um conjunto de sintomas que ilustram essa mania de ser herói portando um reles estilingue remendado com retalhos antigos, a perseguir, de forma imprudente, quimeras na calada da noite.

Tal qual bocó, “olho para os montes”, tentando projetar o meu socorro em ti, que não consigo perceber (Salmo 121: 2.3). O que fizestes? O Céu e a Terra? Por que adotastes esta vil alma através de teu Servo, o Alquimista? Quando aparecestes tu em alguma de minhas 13.279 noites atribuladas neste planeta (sem contar esta, em que me dirijo a ti), estava eu pronto como discípulo? Pronto, para o quê?

Tu que não dormes, me fortaleces para que eu tampouco durma? Por que insistes tu em levantar meus olhos cegos em direção a uma névoa, além daquela que me oblitera as retinas?

Michaele Archangele, defende nos in prœlio!

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