Epílogo


Não ouso despedir-me já, embora você já o tenha feito ontem. À noite, assisti ao crepúsculo inenarrável e terrível do meu Sol. Esta manhã chove, é o quinto dia sem trégua dos Céus. Chove lá fora, chove torrencialmente em mim.

Não tenho sequer vergonha na cara mais do que no Coração. Coração desobediente e incrédulo, irreverente e cético. Coração que engana, mas não mais do que ama. Ama e se revira na Caverna do peito mais do que o corpo na cama.

Começa a trama louca de fugir da visão do futuro do qual não participarei, da Vida (minha Vida, por sinal) da qual não poderei cuidar, das tarefas que não sentirão minhas mãos a executá-las. Enfim, a sensação egoísta de não querer contemplar seu riso a abrir-se pelo riso de outro enamorado.

Afinal, de que vale dizer que só eu te amo mais do que eu, se, de você, saberei menos do que sabem seus colegas desconhecidos de classe?

Até…

Sonhos como esses,
De Girassóis esvoaçantes,
Casas de campo em tijolos crus,
Até quando?

Brigas e feridas,
Que fazem as almas cativantes
Brilharem em nossos corpos nus,
Até a madrugada.

Sei que não passa!
Não, não s’ esvazia essa taça
De beijos em você, sem querer,
Até amanhã.

Não há nada que eu faça
Que termine essa bendita caça
Por soluções, por te querer
Até sempre.

Agora, deito no colo
Da mulher por qual encontrei
Uma Vida, uma aventura de Rei.
Até nunca.

 

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