Metas e capacidades necessárias


As metas não podem ser definidas a priori, já que, se alguém não conhece o Desconhecido (ou seja, aonde precisa-se ou quer-se chegar), não poderá ter um plano de metas. Logo, não se saberia que conhecimentos são úteis, ou não.


Na verdade, as lições (dificuldades, obstáculos) a serem superadas nos mostram, numa série lógica delas, aonde a Vida diz que devemos chegar. Ou melhor, a Vida mostra qual frio corresponde ao nosso cobertor, e que cobertor é esse. As minhas e suas capacidades nos dizem quais são as metas possíveis de serem batidas. Alguém achar que ser um mago, numa matéria mentalmente doente, é algo possível não é o mesmo que afirmar que é cabível.

Por isso que, em nome das possibilidades, todas as capacidades devem ser, no mínimo, asseguradas. Do contrário, é se jogar nas pedras, achando que seu Destino é ser cimento da Votorantim. Se fosse assim, porque cantamos, todos seriam astros pop desde o berço. O próprio conceito de astro pop, pela sua qualidade artística superior e representatividade, seria esvaziado.

Quando todos forem tudo o que querem, pelo exemplo ou pela ilusão de tudo poderem segundo o desejo, logo todos seriam coisa alguma. O ser humano não é um líder por natureza; mas, a espécie reserva, a alguns, a peculiar missão de serem ícones para outros, exemplos numa arte. A Música, por exemplo, tem seu distintivo inspirado nas musas. Assim, a Música só inspira porque nos eleva acima dos demais, tanto em qualidade de espírito quanto em responsabilidade. Pergunto: quantos de nós conta com a responsabilidade de guiar os que já estiverem se guiando a si mesmos?

Se todos forem livres, logo não haverá amarras. Logo, a palavra liberdade não terá valor algum e ela, por si só, desvanecerá como mais uma ilusão. Devido a isso que a tentativa de tornar, dentro do grupo humano, as pessoas plenamente iguais redundará em aniquilamento mútuo das mesmas. Os seres humanos são desiguais justamente para que uns sirvam de referência a outros. Quem dera tais referências fossem sempre salutares!

Ser referência aos outros é tornar-se melhor do que ontem e estar a caminho da Maestria sobre si mesmo amanhã, pois nisso, sim, todos os seres humanos são iguais, a saber, na imperfeição. Se todos forem perfeitos, as pessoas não precisarão mais umas das outras. Cada um terá seu “mundo melhor” e cada um destruirá o mundo do outro (não melhor que o seu próprio). A comunidade humana não pode prescindir das necessidades. Sem elas, não haverá por que trabalhar, melhorar e, nem mesmo, fruir algo.

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