Tudo é fecundo, nada é vazio


Para quem amo (A. V. V.).

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Esta manhã,
Como nas manhãs últimas,
Senti vontade de te mostrar
Quanto este peito é fecundo.

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(Sei, sei bem!)

Nesta manhã,
E em todas as próximas,
Não importa escrever, falar,
Mas atitude de homem, profundo.

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(Não sei bem,)

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Não há vazio,
Nem descanso póstumo,
Nessa Alma, que possa calar,
Conter Amor maior que o Mundo.

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(Meu bem,)

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Enquanto almoço,
Lembro daquele medo frígido
Que, ora em ti, a clamar,
Invade e resseca, até o fundo.

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(Bem, bem, bem…)

.

Largo, agora,
Descanso, enfim, sem rimas.
Não há rimas, nem versos,
Não há tempo para nós.

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(Sei, Amor meu, eu sei,)

.

Que, no fogo das palavras,
Aguardamos o tição da Ação.
Não leias, não mais sintas:
Deixe renovar-se a crescente,

.

Semente do Girassol.

 

2 comentários sobre “Tudo é fecundo, nada é vazio

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