Alma nua e sem palavras vãs, sem armaduras de desculpas, sem explicações para o avião que voa e para a lágrima que, travessa, atravessa o vale do rosto marcado pelos acidentes de percurso.

Quando não sobra coisa alguma; quando o fôlego é dispensável e os olhos fixam o horizonte sem interesses vários, delirantes e inquietantes, então, eis o fruto maduro.

Há anos atrás, falava eu que o fruto fica maduro com o Tempo, tal qual jacaré cujo couro, quanto mais surrado é, tanto mais duro fica. Terra socada com pilão de tronco. Água decantada em cisterna de diamante. Eis a Alma nua, madura e pura em seu Deserto.

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Um comentário em “Sobre a Maturidade

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