De Sacro Officio (Sagrada Arte)


Daqueles que chamam o deus deste Mundo de Tributo, aprendemos que a Vida na Terra é um grande Mercado de trocas. Trocas de socos e beijos; comércio de valores e quinquilharias inúteis; intercâmbio de sensações.

Acaso, haveria algo de sagrado em meio a essa barganha diária entre os animais humanos e seus míticos criadores imaginários? Que há de superior na religião nutrida por nossos Corações?

Brincadeira sem graça


Há uma coisa que os que nasceram depois de nós, dez ou vinte anos, não compreendem, e que costumam chamar de velhice, de caretice ou pessimismo. Cheguei a essa ‘coisa’ faz tempo, e resumo esse estado em uma frase: ‘Já vi esse filme antes’.

Para voltar


Para voltar,
Você me pede para voltar.
Voltar aonde,
Para o quê, para quem?
Naquela noite,
Pelo reflexo de uma janela de ônibus,
Vi uma flor atômica se abrir no horizonte.
Ao tom calmo de uma eutanásia anunciada,
Recebi um decreto:
“Exploda esse campo! Não dá para suportar!”

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Náufragos sem fronteiras


Sim, essa postagem é uma crítica, além de simples reflexão. Sim, ela se aplica aos seres humanos ansiosos, perdidos e confortavelmente à deriva em meio a esse grande Oceano de gente em que vivemos. Náufragos, de todas as idades, de todos os lugares, de todas as redes.