Por quê me tornei liberal


Para aqueles que me acompanham há algum tempo, pode soar surpreendente eu declarar adesão ao Liberalismo. Porém, como me considero conservador (mas, como é ser conservador?), a despeito de minha disposição em denunciar a Nova Ordem Mundial, é quase inevitável optar pelo liberalismo em face da defesa da liberdade do indivíduo (ao menos, na teoria).

A seguir, explico as razões que me levaram a adotar uma postura liberal, na economia, enquanto mantenho o conservadorismo como bandeira social.

Como dizia Olavo de Carvalho, a não ser que você seja capaz de criar um novo sistema no qual possa viver blindado, isolado do mundo exterior e de suas ameaças, você não será capaz de transformar o sistema vigente (dominado pela Nova Ordem Mundial) por si só, a não ser fortalecê-lo ainda mais.

O que disse acima não significa que eu aceito o sistema tal qual ele se apresenta, mas que, vivendo dentro dele e segundo suas condições, busco ajudar as pessoas a viverem melhor suas vidas passageiras, como a minha própria o é. Nossas vidas de nada valem para os donos do Mundo. Às três cidades-Estado, que governam a todos, não importa saber por quais formas morremos ou padecemos. Porém, de nossas reações, depende o esclarecimento dos que nos são caros.

Estado vs. Indivíduo

Estado é o capataz que administra os ativos no pasto, formado pelos recursos naturais e pelos ativos vivos (o gado humano e animal). Para o cidadão comum, é o auxiliar que deve regular as relações entre os membros da sociedade e promover seu bem-estar. Para os metacapitalistas, donos do Mundo, o Estado é o instrumento que executa seus ditames econômicos e de Poder.

O indivíduo é cada um de nós, em tese. Para o topo da Pirâmide, somos números, códigos de DNA vagando pelas cidades e pastos nacionais. Para nós, o indivíduo deve ser protegido da tirania do Estado.

Liberalismo

Liberalismo, corrente de pensamento econômico, cujo representante admirado por mim é Ludwig von Misesprega que quanto menor o Estado, maiores são as liberdades individuais e mais duradouro o bem-estar social. Por quê?

O Estado não é uma empresa e, portanto, não deve administrar empresas. Se o Estado, que não deve visar o lucro, senão fomentar o lucro dos cidadãos, administra empresas, ele mistura dinheiro e poder político, o que aumenta a incidência de corrupção. Quanto maior o Estado, mais dinheiro correrá em suas mãos, e mais políticos vão ser corrompidos por esse dinheiro.

Se o Estado passar as atividades econômicas para a iniciativa privada, terá menos gastos e precisará cobrar cada vez menos impostos do cidadão mais pobre. Com isso, o cidadão terá mais dinheiro em seu bolso e poderá escolher como usá-lo. Além disso, com menos impostos sendo cobrados das empresas, postos de trabalho serão abertos, mais pessoas poderão adquirir bens e isso estimulará a concorrência.

O cidadão deve poder escolher onde consultar um médico, onde colocar seus filhos para estudar, podendo pagar pelo que achar conveniente. Mesmo se seus salários, numericamente, diminuírem, a tendência, em um cenário liberal, é a moeda se valorizar e seu poder de compra aumentar. Com um trabalho forte de educação das novas gerações, os jovens dependerão menos do Governo, aprendendo a andar com as próprias pernas. É nisso que se destacam as nações desenvolvidas: educação, tecnologia, moeda forte, liberdade econômica e Estado mínimo.

Nas esferas governamentais, os liberais priorizam os cortes de gastos com o que é desnecessário e, na medida do possível, privatização de empresas de áreas não essenciais. Isso faz com que o cidadão tenha que pagar menos impostos, com a conta das dívidas feitas por políticos incompetentes não tendo que pesar, compulsoriamente, mais sobre o ombro do trabalhador. (Sim, todos pagam a conta por serviços mal distribuídos, verbas mal empregadas e atividades que deveriam estar sob regime de livre concorrência.)

Importante, também, declarar que o Liberalismo prega a meritocracia como prática mandatória na lida com a coisa pública. Não há que se nomear políticos para funções não condizentes com suas formações, mas técnicos experientes, contratados ou concursados, voltados para a área em que irão atuar. Assim, deveríamos ter um médico no comando do Ministério da Saúde; um educador no Ministério da Educação; um Militar no Ministério da Defesa; um engenheiro no Ministério da Infraestrutura, etc.

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Opção adotada: Partido NOVO

É, justamente, pelas razões elencadas acima que eu resolvi me filiar a um partido liberal, o NOVO, cujas propostas não apenas contemplam os paradigmas liberais já consagrados, mas cujos membros os colocam na prática. Entre as ações do NOVO, destaco:

  • vedada a reeleição de membros do NOVO para o mesmo cargo;
  • financiamento do partido pelos próprios membros e por doações, sem usar sequer um centavo do Fundo Partidário (cuja extinção defendemos);
  • privatização do maior número possível de estatais;
  • estímulo máximo ao empreendedorismo;
  • submissão das ações dos candidatos eleitos ao Programa do NOVO, votado em Convenções;
  • cortes radicais no uso das verbas de gabinete;
  • assessores parlamentares e de gabinete contratados por processo seletivo;
  • filiação condicionada a critérios legais (não ter pendências judiciais, de acordo com a Lei da Ficha Limpa).

Dúvidas?

Assista à playlist abaixo e saiba mais:

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