O Tempo e o Rio


O Tempo passa, flui como um rio. Sabe quando você tenta caminhar dentro da água e ela pesa sobre seus músculos, e você fica cansado? Parece que nossos corpos atravessam o Tempo como se este fosse, de fato, um rio caudaloso.

A gente cansa (e como cansa!). Pedaços de nós começam a se desprender em meio à correnteza, deixando outros resquícios desconexos. Vamos sendo despidos de tudo quanto coletamos e guardamos, seja material ou imaterial.

Resta a gratidão por estarmos vivos; mas, com ela, uma incômoda angústia ou inquietude, silêncio incômodo (não mais calmante como antes).

O Rio do Tempo nos silencia, arranca nossas escaras. Gritam apenas as quimeras em nossas mentes, que se regozijam, aliviadas, pelo fim próximo de nossos teatros particulares.

Por Júlio [Ebrael]

Blogger, amateur writter, father of one. Originally Catholic, always Gnostic. Upwards to the Light, yet unclean. // Port.: Blogueiro, poeta amador, pai. Católico, casado. A caminho da Luz, mas sujo de lama.

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