Ensaio especulativo sobre o filme “A Origem”


Boa noite a todos!

Como todos sabem, elaborar ideias e colocá-las no papel (ou no computador) não é sempre algo simples. Ou melhor: geralmente não o é! Na internet, estando o trabalho redigido, temos ainda que nos esforçar igualmente na divulgação do mesmo. Assim, após ter postado no Claustrum Secretum um pré-ensaio sobre o filme A Origem (Inception, em inglês) e publicado uma nota no Facebook sobre o mesmo tema, resolvi republicar esse trabalho aqui, no DIES IRÆ, por ser meu porto seguro.

Abaixo, segue incorporada a nota publicada hoje, compartilhada pela página do DIES IRÆ no Facebook. CURTAM E COMPARTILHEM!

Sobre o livre arbítrio


Como nada é absoluto e isolado neste Universo, essa regra também se impõe ao livre arbítrio ou ao determinismo. Não pode haver livre arbítrio se esse não se mover para além dos limites da fatalidade e do automatismo instintivo. Aliás, a liberdade só tem sentido, como bem humano, enquanto soergue-se para derrubar limites.

Mas, tomemos cuidado: romper limites não significa demolir a casa, mas saber abrir e fechar as portas, sair de casa e voltar para ela na hora segura. Não há liberdade no Caos, bem como não há progresso na desgraça! Ao sairmos pela soleira da frente de casa, tomemos cuidado para que as portas não se tranquem por dentro, ficando então nós “sem pai nem mãe” no Mundo.

“A Liberdade é a primeira Guardiã do Dever, pois somente assim pode reivindicar Direitos”.

A Cruz invertida e a retórica do escárnio


Dentre as táticas preferidas da Sinagoga de Satanás para a desmoralização de seus opositores (dentre eles, o principal é a Igreja), está o escárnio. O escárnio é a forma vil de ridicularizar algo, alguém ou algum grupo de pessoas, usando-se do que esses tenham de característico, não se preocupando se se está fazendo alusão a fatos reais, meias verdades ou folclores. O escárnio é o que dá origem à popular fofoca de comadres.

Este conteúdo mudou de endereço!

O ser humano existe?


Presente em meus devaneios quase filosóficos, um problema sempre me desconcertava: era o uso do termo existência e outros que se relacionavam com este nos discursos sobre os seres e suas relações com a natureza. Parecia igualmente ilógico perguntar a mim mesmo se Deus existe ao mesmo tempo que indagar se o homem existe. E por quê? Porque significaria colocar ideias diferentes sob o mesmo escopo de investigação, sob o mesmo critério, indicado pelo verbo existir.

A validade das duas questões, apenas aparentemente idênticas, seria posta em dúvida quando eu perguntasse o que teria nascido primeiro, o ovo ou a galinha. Mas, é garantido que assim como o ovo, a galinha também tenha nascido (ou seja, em sua forma de manifestação)? Seria válido usar o mesmo verbo nascer para ambos? Assim, porventura, seria válido usar o verbo existir na questão sobre a essência Deus e do homem?

No latim, assim como em português e em outras línguas próximas, um verbo (exprimindo ação ativa ou passiva) é modificado pelas circunstâncias, as quais eu ousaria chamar, como no Livro bíblico da Sabedoria, de peso, medida e profundidade. Usam-se, então, nas línguas, os números, os casos, as pessoas, os prefixos, os modos, os advérbios, etc. Assim deve acontecer com as ideias que a investigação filosófica (e também, através da Dialética) pretende elucidar.