Glastonbury, a mítica ilha de Avalon


Há várias formas de lançar uma história real ao domínio do descrédito. Uma delas é eivando-a de contornos lendários. De uma só vez, blindava-se testemunhos orais e fatos históricos verídicos com detalhes que não se podiam comprovar (por falta de meios para isso) e impunha-se o selo do “sacrilégio” às populações impressionáveis que se atrevessem a contestar as versões oficiais, por profanarem a “santa” versão.

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Treze de Maio e o Valor da Liberdade


Hoje algumas pessoas lembram da Abolição da Escravatura no Brasil, mas poucos falam da Lei Áurea, que foi o ato de S. A. R. Princesa Isabel que oficializou o que o Império já sinalizava há algum tempo. Mas, por que será que muitos dos movimentos da Consciência dita Negra não exaltam a memória de sua benfeitora? Acaso, será por ela ter sido branca, europeia, bem-educada? Talvez, a parte rançosa desses escravos ressuscitados não tolere o fato de ela, a Princesa dos escravos, ter sido uma pessoa íntegra, fina, caridosa, culta e católica.

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Lições jamais aprendidas


A fama de Roma surgiu com o desenvolvimento de um punhado de povoações da planície do Lácio (região central da Itália). Uniram-se, elegeram seu rei e iniciaram seu crescimento, o qual só pararia aproximadamente 900 anos depois, no séc. II d.C. De uma população pastoril, surgiu uma civilização, uma cultura de alcance mundial e duração que exorbita os 2.750 anos.

Mas, em que o potencial do Brasil poderia ser menor ou o nosso desenvolvimento menos bem sucedido do que os dos romanos? Em que teríamos errado, quais as boas condições e as não tão favoráveis em nossa caminhada rumo ao desenvolvimento? É o que tentaremos demonstrar a seguir.

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O Brasil e alguns de seus ritos de passagem


Acostumamo-nos a pensar sobre nossas vidas e sobre a história desse país de forma análoga, por períodos, marcos, fases, datas, etc. Seriam semelhantes aos ritos de passagem da vida de um jovem. Tal qual é nossa nação tupiniquim, um mancebo exposto a provas esdrúxulas e incompreensíveis na maloca onde vive (oh, saudosa maloca, maloca querida!), dotado de muita energia, valor e nenhum juízo.

A letra do Hino Nacional poderia nos servir de bela inspiração para esses devaneios, mas prefiro não me entranhar nas matas do desassossego e da heresia. Fico com essa perplexidade de filho do índio que, entendendo que nada é o que parece, sente-se inquieto com as batalhas que se travam pela alma e corpo desta sua terra continental.

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