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My All Saints’ Ballad


Although eleven chimes meant not midnight,
That vision did, for me, a lifetime, My Delight.
So it was not just thirty-first the last one,
But the startup of my nightmare,

Collapse of a dream, of our dream.

Everything looked perfect, redeemed,
But a fever has taken me suddenly,
So that I could throw up this heart pump
And scatter this looking glass of my iris,

Desire of ice-cream, more ice-cream.

By these arrhythmic pulses and verses,
I want to leave this pain all aside;
To create a scape-thru by the tide
From that red scented sheet

While I scream, while I scream.

(Ebrael Shaddai, November 1st 2014, 09:20 p.m., BRT)

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A Noite Escura da Alma


Simplesmente, um dos poemas mais lindos e perfeitos que já li! Saboreiem!

***

São João da Cruz, Doutor da Igreja.

A Noite Escura da Alma (em espanhol, La Noche Oscura del Alma) é um poema do escritor e místico espanhol São João da Cruz, datado do séc. XVI, que daria origem a um livro, em dois volumes, com comentários do Autor sobre o dito poema. Trata da jornada épica da Alma (a “amada”) em busca da união com seu (e nosso!) Criador (o “Amado”). A “noite” é escura, pois há muitas dificuldades em encontrar um caminho seguro dentre tantos apegos e amarras (armadilhas) com que a Alma, deveras, se depara.

Falar, comentar, divagar sobre o poema são expedientes desnecessários diante de uma construção literária ímpar, seja pela beleza, pelo estilo, ou seja pelo conteúdo absolutamente espetacular. Não foi à toa que João da Cruz, contemporâneo de Santa Teresa d’Ávila (autora do Livro das Moradas ou Castelo Interior), fora canonizado (declarado como tendo morrido em “odor de santidade”, ou seja, com alma santa).

Sem mais, as oito estrofes deste lindo edifício de inspiração:

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O Maranhão e a Preta Maria


Soneto inspirado no poema “Maranhão, Minha Terra“, de Uiliene Araújo Santa Rosa. Confira aqui.

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O MARANHÃO E A PRETA MARIA

Lembras daqueles Lençóis encharcados
Em suor, em lágrimas, ao Sol bravio?
Se te passasse uma brisa, à beira do Rio,
Te deitarias em mim com olhos marejados.

Sabes como alcanço a Ilha, em pé enxuto,
Quando à maresia estiva se juntam as dunas?
Transpasso, na pele envernizada do astuto
Negro, em meio às saias, alcançando as escunas.

Ó, Grande Mar eu sou, vertendo da Preta Maria,
Do ventre agreste, rasgando-te certo ao meio;
Mais perfume ganhas, em ti me perco em maresia.

Dos caracóis de teus cabelos, surgi à luz do Dia;
Da marca de meu nome, me embrenhei no teu seio
Que da África, a essas cálidas matas, me sobreveio.

***

Palhoça, 25 de Janeiro de 2014, 15h25min.

Júlio César Coelho (Ebrael) © Todos os direitos reservados. 

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Pedras queimadas


PEDRAS QUEIMADAS (*)

DOCE ELEGIA DE AMOR
OU AMOR EM PANDEMIA?
RETRATA A ALERGIA À DOR
DE FICAR PRA SIMPLES TIA?

SINCRONIA DE SABORES,
NO POR-E-NASCE, SENTIA,
FICA À MERCÊ DE CORES
DO SOL QUE SÓ ARDIA.

NUM DUETO, EXTINTORES
DE ALMAS, CANTANDO, VIA
ZÉ, ELBA E UMA COTOVIA.

SE FOSSE COMO TENORES,
QUE POETIZAM OS AMORES,
EU O FARIA À LUZ DO DIA.

*******

(*) Soneto composto a partir da música “Chão de Giz”, de Zé Ramalho.