Sobre o Amor Líquido


Líquido, por se esvair pelo ralo do chuveiro ou sumir em meio ao barulho de uma balada noturna; e doce, como uma champagne francesa, plena de ilusões entre suas bolhinhas que nos fazem cócegas no Ego. O Amor Líquido é a expressão que distingue esta era de imbecilidade.

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De Sacro Officio (Sagrada Arte)


Daqueles que chamam o deus deste Mundo de Tributo, aprendemos que a Vida na Terra é um grande Mercado de trocas. Trocas de socos e beijos; comércio de valores e quinquilharias inúteis; intercâmbio de sensações.

Acaso, haveria algo de sagrado em meio a essa barganha diária entre os animais humanos e seus míticos criadores imaginários? Que há de superior na religião nutrida por nossos Corações?

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Náufragos sem fronteiras


Sim, essa postagem é uma crítica, além de simples reflexão. Sim, ela se aplica aos seres humanos ansiosos, perdidos e confortavelmente à deriva em meio a esse grande Oceano de gente em que vivemos. Náufragos, de todas as idades, de todos os lugares, de todas as redes.

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Brilho de faca


Poderíamos elencar conceitos, atitudes e sentimentos por aquilo que o senso comum aceita deles como válido e por seu oposto reconhecido. Há, no entanto, aqueles conceitos que tendem a promover sentidos aceitos como padrões aromatizados artificialmente e que apelam ao sentimentalismo típico de mentes alienadas da realidade, com pouca ou nenhuma compreensão do íntimo de si mesmas.

Um desses conceitos superestimados, e que podem camuflar sombras da psiquê humana, é o perdão, que figura, ao meu ver, como uma faca de dois gumes.

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O Amor e nossos bisturis


Estarrecidos, assistimos o trivial das relações humanas nos dias atuais: muita argumentação fútil, pouca ação, quase nenhuma boa vontade e milhares de empecilhos inventados a toque de caixa. E eis que poucas são as pessoas que realmente sabem o que querem e se decidem a abrir caminho onde não há sequer atalhos.

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