De Beatitudine


— Sobre a Felicidade.

À pergunta sobre como ser feliz, todo mundo tem sua receita a apresentar. Quando são bem-sucedidas em seus projetos, pessoas ufanam-se por terem, supostamente, encontrado seu elixir mágico, seu pó milagroso ou seu estilo de vida perfeito.

Será, mesmo, que tais pessoas são felizes? Abaixo, exponho minha visão sobre o que é a tal felicidade.

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Considerações sobre o Karma


Mesmo tendo uma alma com raízes católicas, nunca me desliguei totalmente das reflexões sobre a Justiça e as Leis Universais que regem a Criação. No que toca, especificamente, à humanidade, escrevi recentemente sobre as tais Penas Eternas. Agora, me volto a pensar sobre as “penas pagas em prestações”, as quais são relacionadas ao que se chama Karma.

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Vós sois deuses!


“Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós outros sois Filhos do Altíssimo” (Salmos 82, 6).


salmo82-6

“Ani amarthi: Elohim áthem u-vnei Elion kulkhem!”

Eu junto esse versículo dos Salmos àquele em que o Mestre nos declara que o Reino de Deus está dentro de cada um de nós. Ora, devemos manifestar essa natureza divina inerente à nossa Alma, seja por virtudes, pensamentos e palavras.

Ao invés de focarmos com nossos sentidos falhos a turbulência mundana com falta de fé, devemos nos lembrar que o Criador originou tudo, e organizou, a partir do Caos e do Nada. Devemos transformar, com confiança, o que está em desarmonia em uma realidade plena de Ordem, que é o primeiro sintoma da ação do Amor. Devemos manifestar essa filiação divina, colocando ordem no Mundo, com a mesma certeza de quando o Senhor disse: “Haja a Luz”.

Salmo 121 em Hebraico (melodia linda)

Havia dito essas coisas a uma amiga querida, por e-mail, que está passando por problemas, aos olhos dela, insolúveis. Nesse mundo, não se resolve apenas os casos de morte que, por si mesmos, já estão resolvidos. Eu não chamo Morte à cessação da manifestação de uma alma em um corpo físico, mas apenas Transição, como o fazem os Rosacruzes.

O cerne do sofrimento humano é a separação de sua compreensão da presença da Divindade em si mesmos. A essas pessoas, dizem que Deus criou o Universo a partir de seus próprios pensamentos e de sua própria substância. Elas se decepcionam quando, por sua incompreensão e incapacidade de perceber a Divindade, e manifestá-la por efeitos objetivos, não conseguem vislumbrar nada além das nuvens espessas que se transformam em tornados, frente à inércia de suas Vontades.

Quando as pessoas sofrem, elas podem até se abrir com outras pessoas, mas acabam se fechando em si mesmas. Devem, então, parar de focar no sofrimento, para que de sementes boas, surjam soluções para aquele terreno com problemas. Focar o Bem, as pessoas que podem ajudar, o Amor que transforma. Ele (o Amor) colocou tudo em ordem, aquilo que fora criado pela Luz e animado pela Vida, e haverá de renovar todas as coisas do Universo, até que cheguemos à Noite de Deus e tudo volte a dormir em sono profundo. Até lá, o Amor restituirá tudo, as alegrias e as dores, e todas as provas necessárias para passar de Ano na Escola do Universo.

Sonho dentro de um sonho?


Após assistir ao filme A Origem, do diretor de Amnesia e Insomnia, Crystopher Nolan, protagonizado pelo hollywoodiano Leonardo Di Caprio, muitas questões filosóficas e existenciais começaram a pulular em minha mente. Seríamos todos partes do “sonho” de Deus? Afinal, Deus “acordado” seria eterno. Para que partes da essência eterna de Deus pudessem se manifestar em estado diferente, Deus (o Todo não-personificado) teria de “dormir” também.

Essa e outras ideias minhas não podem, ainda, ser objetivadas aqui. Elas estão em latência, sendo gestadas na minha mente. Mas, fiz questão de vir postar aqui uma poesia do célebre escritor Edgar Allan Poe (quem leu Histórias Extraordinárias e se encantou pelos habitantes de Liliput, sabe de quem estou falando). A poesia apresento aqui na versão original, em inglês, em primeiro plano. Em seguida, dei-me ao trabalho de adaptá-la livremente para o português.


A Dream Within A Dream
(Edgar Allan Poe)


Take this kiss upon the brow!
And, in parting from you now,
Thus much let me avow –
You are not wrong, who deem
That my days have been a dream;
Yet if hope has flown away
In a night, or in a day,
In a vision, or in none,
Is it therefore the less gone?
All that we see or seem
Is but a dream within a dream.

I stand amid the roar
Of a surf-tormented shore,
And I hold within my hand
Grains of the golden sand –
How few! yet how they creep
Through my fingers to the deep,
While I weep- while I weep!
O God! can I not grasp
Them with a tighter clasp?
O God! can I not save
One from the pitiless wave?
Is all that we see or seem
But a dream within a dream?

Um Sonho Dentro De Um Sonho


Receba este beijo sobre a testa!
E, te deixando a partir de agora,
Então, deixe-me te contar:
Você não está errado, você que considera
Que meus dias foram um sonho;
Mesmo que a Esperança tenha sumido
Em uma noite, ou em um dia,
Numa visão ou em nada mais,
É, portanto, o que menos se perdeu?
Tudo o que vemos ou transparecemos
É nada além de um sonho dentro de um sonho.

Permaneço no meio do rugido
De uma onda agitada a “quebrar”,
E seguro dentro de minha mão
Grãos da areia dourada –
Quão poucos!! Ainda, enquanto eles escorrem
Por entre meus dedos, lá para o fundo [da água],
Como eu lamento, como eu lamento!!
Ó, Deus! Não posso agarrá-los
Com um cinto apertado?
Ó, Deus! Não posso guardar nenhum deles
Da onda impiedosa [do Tempo]???
Tudo que vemos ou transparecemos,
Não é mais que um sonho dentro de um sonho??