Leão XIII e o Exorcismo de São Miguel Arcanjo


O primeiro nome citado no título refere-se a Vincenzo Gioacchino Raffaele Luigi Pecci Prosperi Buzzi, nascido em Carpineto Romano, Itália, a 2 de março de 1810, tendo sido ordenado sacerdote católico em 31 de dezembro de 1837. Foi eleito Pontífice da Cristandade em 20 de fevereiro de 1876, assumindo o nome de Leão XIII, assim permanecendo até sua morte em Roma, a 20 de julho de 1903.

Leão XIIIConhecido por seu intenso zelo católico e apostólico, notabilizou-se também por sua austeridade e devoção a São Miguel Arcanjo, bem como por suas encíclicas, nas quais aponta, de forma inequívoca, as falhas fundamentais do Capitalismo liberal e o aspecto intrinsecamente satânico do Comunismo. Dentre tantas obras de apostolado e catequese escritas por Sua Santidade, Leão XIII, destaco uma que me é muito cara e preciosa: o Exorcismo sob a invocação de São Miguel Arcanjo, Príncipe da Milícia Celeste e Servo dos Servos de Deus.

Em certa manhã, estava S. S. Leão XIII em contemplação diante do Altar da Eucaristia quando, repentinamente, mudaram-se suas feições bruscamente, segundo testemunhas que acorreram ao então Papa. Este fechou-se em seu gabinete particular e escreveu, sofregamente, o texto do Exorcismo que segue abaixo, que está contido no documento Acta Sanctæ Sedis, vol. XXIII, da página 743 à 746.

Segundo alguns, este Exorcismo pode ser rezado tanto por leigos como por sacerdotes. Na verdade, estes últimos deveriam-no saber de cor, já que Leão XIII havia determinado que ele deveria ser executado logo antes de realizarem-se as celebrações do Santo Sacrifício da Missa como forma de afastar a influência de Satanás e seus anjos rebeldes.

Abaixo, o texto original em latim e, em seguida, sua tradução em português (versão e adaptação de minha autoria):

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Satanás e algumas anotações da Cabala


Abaixo, um trecho extraído do livro Kabbalah Denudata (A Kabbalah Revelada), de Knorr Von Rosenroth, traduzida e comentada por Samuel Liddel McGregor Mathers. Este livro tem por base fiel o cânon cabalístico Sépher HaZohar (Livro do Esplendor), que continua o relato de como todo o Universo foi criado (iniciado no Sépher Yetzirah – Livro da Formação), explicando, nos mínimos detalhes, cada símbolo contido nas Escrituras Hebraicas com relação à Criação.

O trecho que cito fala, explicitamente, do ser angélico a que nós, cristãos, chamamos Satã ou Satanás (do hebr. Satan, “Acusador”, “Oponente”), aquele mesmo citado como a Antiga Serpente ou Dragão de sete cabeças.

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Confissões e Caminho de Reintegração


As provas de nossas Vidas, as vidas que vivemos dentro da Vida, têm sempre um mesmo propósito: fazer-nos sair de nossa própria Matrix! As mesmas provas se repetem, indefinidamente, até que reconheçamo-las tais quais são, optando por uma das alternativas que se nos apresentam. Assim, depois, não poderemos dizer que não sabíamos (ou que não nos foi dado a conhecer) a natureza das “questões”.

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